Platão viveu entre 428-7 a 348-7 a.C. Ateniense, seu nome verdadeiro era Arístocles. Foi discípulo de Sócrates. Foi o primeiro filósofo a deixar obras completas de filosofia e coube a ele também a tarefa de escrever o que seu mestre havia discursado para os discípulos da época. Assim como Sócrates, pregava a busca pela verdade e tinha como alvo o ataque aos sofistas (falsos filósofos) e todos aqueles que valorizavam a palavra mais que a verdade.
Como descendente de importantes políticos tendeu desde cedo aos interesses que envolviam as tramóias políticas. Se dedicava ao conhecimento ético e seu principal objetivo passou a ser a associação entre a verdade e a filosofia, buscando assim idéias mais justas, pois havia desde a condenação de Sócrates se desiludido com a justiça. Sua principal obra, A República, prega a idéia do "sadio governante", no qual tentou difundir a idéia da Sofocracia que divide o trabalho de cada um segundo a razão. Havia portanto os que nasciam para governar e os que nasciam para serem governados. Em seu "Mito das Cavernas" expõe claramente seu dualismo em nível de seu idealismo no campo do conhecimento. Esse dualismo platônico irá mais tarde refletir em religiões como o cristianismo por exemplo.
Platão tentou difundir suas idéias políticas em Siracusa. Mas seu pensamento não foi aceito pela política ditadora que imperava. Além da República, outra importante obra foi O Banquete, que seria uma discussão sobre o Amor num banquete oferecido por Agáton em sua casa.
"A importância de Platão é tanta que seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda filosofia ocidental."
Prof. Wesley Martins Soares
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Platão
Platão viveu entre 428-7 a 348-7 a.C. Ateniense, seu nome verdadeiro era Arístocles. Foi discípulo de Sócrates. Foi o primeiro filósofo a deixar obras completas de filosofia e coube a ele também a tarefa de escrever o que seu mestre havia discursado para os discípulos da época. Assim como Sócrates, pregava a busca pela verdade e tinha como alvo o ataque aos sofistas (falsos filósofos) e todos aqueles que valorizavam a palavra mais que a verdade.
Como descendente de importantes políticos tendeu desde cedo aos interesses que envolviam as tramóias políticas. Se dedicava ao conhecimento ético e seu principal objetivo passou a ser a associação entre a verdade e a filosofia, buscando assim idéias mais justas, pois havia desde a condenação de Sócrates se desiludido com a justiça. Sua principal obra, A República, prega a idéia do "sadio governante", no qual tentou difundir a idéia da Sofocracia que divide o trabalho de cada um segundo a razão. Havia portanto os que nasciam para governar e os que nasciam para serem governados. Em seu "Mito das Cavernas" expõe claramente seu dualismo em nível de seu idealismo no campo do conhecimento. Esse dualismo platônico irá mais tarde refletir em religiões como o cristianismo por exemplo.
Platão tentou difundir suas idéias políticas em Siracusa. Mas seu pensamento não foi aceito pela política ditadora que imperava. Além da República, outra importante obra foi O Banquete, que seria uma discussão sobre o Amor num banquete oferecido por Agáton em sua casa.
"A importância de Platão é tanta que seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda filosofia ocidental."
Prof. Wesley Martins Soares
Como descendente de importantes políticos tendeu desde cedo aos interesses que envolviam as tramóias políticas. Se dedicava ao conhecimento ético e seu principal objetivo passou a ser a associação entre a verdade e a filosofia, buscando assim idéias mais justas, pois havia desde a condenação de Sócrates se desiludido com a justiça. Sua principal obra, A República, prega a idéia do "sadio governante", no qual tentou difundir a idéia da Sofocracia que divide o trabalho de cada um segundo a razão. Havia portanto os que nasciam para governar e os que nasciam para serem governados. Em seu "Mito das Cavernas" expõe claramente seu dualismo em nível de seu idealismo no campo do conhecimento. Esse dualismo platônico irá mais tarde refletir em religiões como o cristianismo por exemplo.
Platão tentou difundir suas idéias políticas em Siracusa. Mas seu pensamento não foi aceito pela política ditadora que imperava. Além da República, outra importante obra foi O Banquete, que seria uma discussão sobre o Amor num banquete oferecido por Agáton em sua casa.
"A importância de Platão é tanta que seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda filosofia ocidental."
Prof. Wesley Martins Soares
Tillich, Paul
Nasceu em 20 de agosto de 1886 em Starzeddel, atual Starosiedle, Polônia e faleceu em 22 de outubro de 1965 em Chicago. Estudou teologia em Berlim, Tübingen e Halle. Na Universidade de Breslau doutorou-se em filosofia, em 1910.
Foi ordenado pastor em 1912. Foi capelão na Primeira Guerra Mundial. Foi professor de teologia e filosofia em Marburgo, Dresden, Leipzig e Frankfurt. Em 1929, sucedeu a Max Scheler.
Não podemos esquecer que este grandioso teólogo foi ainda, o fundador do "Socialismo Religioso", juntamente com outros amigos, e adversário declarado do nazismo. Pela oposição ao nazismo, em 1933 deixou a Alemanha e foi para os Estados Unidos convidado por Reinhold e Richard Niebuhr. Foi professor de Teologia Filosófica no Union Theological Seminary (em Harvard) e na Columbia University (New York) e também na Universidade de Chicago. Foi um teólogo-filófoso e representante do existencialismo religioso.
Tillich abordava questões humanas com a teologia e as correlacionava até com a economia, as ciências e outros campos de estudo. Usava também a história para construir sua teologia. Ensinava que a teologia deve unir-se ao empreendimento humano, pois isso a completa e a livra de erros já cometidos na história. É portanto necessário que a teologia correlacione com a política, a ciência, a sociologia, a ética, a antropologia e etc.
Devido sua visão existencialista, dizia que a teologia sistemática deve ter também caráter apologético, analisando a situação do homem em geral, trazendo uma aplicação do evangelho. Usava muita linguagem simbólica, pois cria que o símbolo pode ter mais resultado que a mensagem direta. Os símbolos apontam para a realidade, mas a realidade não resolve os mistérios da vida. Nossos conhecimentos são sempre fragmentados e nunca trará a nós uma resposta de todos os mistérios da vida.
Questões como ”céu e inferno” não podem ser literalmente interpretados, pois essas questões apontam para uma realidade mais concreta. Para Tillich, fé é a coragem de existir - essa é uma definição bem existencialista - e redenção é o homem ser um novo ser. A explicação tillichiana de Deus está no campo do existencialismo, pois afirma que Deus é o ser em si mesmo, sendo a resposta para o homem e para a história. Deus também, ao ser o ser em si mesmo, passa a ser o fundamento infinito e inesgotável da história.
O homem vive alienado, sendo o pecado uma alienação, e sendo a resposta ou solução para essa alienação existencial o Novo Ser em Cristo. Esse teólogo não via a filosofia como inimiga da teologia, pelo contrário, Tillich não é somente um teólogo ou filósofo, mas é um teólogo-filósofo, isso é claramente percebido em suas obras; em seu livro intitulado “Perspectivas Da Teologia Protestante Nos Séculos XIX e XX”, o casamento entre o discurso teológico e a visão filosófica faz dessa obra um livro rico em conhecimento e que aguça no leitor um desejo de conhecer mais.
Apesar de Tillich falar muito sobre os símbolos e as linguagens antropomórficas, ele também dizia sobre a morte dos símbolos, ou seja, de acordo que nosso conhecimento cresce e amplia, os símbolos vão perdendo força e a realidade se aproxima mais de nossas concepções. Tillich era um pouco cético em relação às definições de Deus, pois cria que o homem nunca terá a definição verdadeira de Deus, mas no máximo uma definição expansiva, mas não completa.
Recebeu o prêmio da paz dos editores alemães em 1962.
Suas obras principais foram: A coragem de ser (The Courage to be), Dinâmica da fé (Dynamics of Faith), Teologia Sistemática (Systematic Theology), História do pensamento cristão (A History of Christian Thought), Perspectivas da Teologia Protestante nos séculos XIX e XX (Perspectives on 19th and 20th Century Protestant Theology), A Era Protestante (The Protestant Era). E em espanhol escreveu: El futuro de las religiones, Filosofia de la religion, Teologia de la cultura y otros ensayos.
Prof. Yuri Almeida
Villa, Francisco Pancho

Francisco Pancho Villa foi um militar revolucionário mexicano que nasceu em 5/6/1878 em Durango. Seu nome verdadeiro era José Doroteo Arango e viveu até os 16 anos trabalhando no meio rural. Com essa idade foi acusado de matar um fazendeiro que estrupara sua irmã e para fugir da justiça alistou-se no Exército.
Era considerado um fora-da-lei pelos latifundiários e foi caçado pelos federales (polícia mexicana), sendo líder de peões revolucionários no norte juntamente com Pascual Orozco. Para os deserdados era tido como herói, pois atacava fazendas dos grandes criadores de gado na região de Chihuahua, no norte do México, enquanto protegia os pobres.
Em 1910 juntou-se a Francisco Madero, grande fazendeiro, dono de minas, de fábricas e liberal que combatia a ditadura de Porfirio Díaz, então presidente do país, que apresentava uma política oligárquica. No mesmo ano, Madero candidatou-se à presidente, mas é preso e derrotado em eleições fraudulentas. Isso gerou uma revolta popular e a revolução mexicana em 1911, no qual o povo tomou armas, invadiu quartéis e batalhões, fazendo Porfírio Díaz fugir para a França. Pancho Villa apoiou ativamente a revolução com seu exército no norte do país. No sul havia o apoio de Emiliano Zapata . Madero se tornou o novo presidente do México.
Apesar do apoio de Pancho Villa e Emiliano Zapata, no governo, Madero manteve algumas práticas políticas de Porfírio, não realizou reforma agrária, como reivindicava o povo e apoiou ativamente a burguesia. Os EUA temia os revolucionários que desentenderam com o governo de Madero.
O revolucionário só aprendeu a ler quando preso por ordem de Madero. Costumava dizer: "A falta de cultura é o grande problema de nosso povo. Eu pago primeiro ao professor e só depois o general."
Em 1912, Pancho Villa é condenado à morte por Victoriano Huerta, general-comandante das Forças Armadas, por insubordinação. Ajudado por Madero, Pancho Villa se refugiou nos EUA. Em 1913, o general Huerta invadiu o palácio presidencial com seus homens e assassinou Madero, instalando-se no poder como ditador.
Retornando ao México, se juntou às forças do general Venustiano Carranza, rico proprietário de terras que se opõe ao novo ditador. Se forma nessa época, 1914, três exércitos revolucionários no país, o de Carranza e Obregón, de Zapata e Villa, que comandou uma cavalaria com 40 mil homens. O objetivo era a derrubada de Huerta. Na batalha de Zacatecas, o exército de Pancho Villa, com suas camisas cor cáqui, lenço vermelho no pescoço e fuzil de repetição Remington-UMC, deu o golpe final em Huerta.
Carranza se tornou o novo presidente do México, mas se desentendeu com Villa, que voltou à luta dominando o norte do país, pois na Convenção de Aguascalientes, delegados de Zapata, Villa e Carranza não chegaram a um acordo para o futuro do país. Carranza fez um acordo com militares norte-americanos que estavam em Vera Cruz.
A guerra civil continuou, mas Emiliano Zapata se ocupou com uma reforma agrária no sul, ficando Carranza lutando em conjunto com os EUA contra o exército de Pancho Villa. Este voltou a época dos tempos de guerrilha e chegou a entrar em território dos ianques como estratégia para derrubar Carranza.Contudo, o exército de Carranza venceu a guerra civil, mas a força expedicionária norte-americana não conseguiu capturar o revolucionário.
Depois de um tempo, Venustiano Carranza foi deposto. Pancho Villa se tornou um pacato agricultor no interior do país. Se casou várias vezes, tendo filhos com oito mulheres. Em 20/6/1923 foi assassinado numa emboscada.
Prof. Yuri Almeida
Santos, Milton

Quando muitas pessoas de nossa sociedade alienada e ignorante se refere ao povo do Nordeste eles dizem que o nordestino em especial o baiano é vagabundo, gosta de carnaval e alimentam-se de farofa e rapadura, um tremendo preconceito contra o povo do nordeste e da Bahia.
Quando me refiro em algumas conversas sobre o grande professor e geógrafo Milton Santos, muitos confundem e pensam que estou falando de Nilton Santos grande lateral-esquerdo do Brasil na Copa de 1958.
Milton Santos nasceu em Brotas de Macaúbas na Bahia em 1926, comendo rapadura com farofa e passou por todas as necessidades que muitos cidadãos brasileiros passam e mais, além de baiano Milton Santos era negro de família humilde.O professor é considerado o maior geógrafo brasileiro de voz calma e olhar tranqüilo sublinhou o aspecto humano da geografia e criticou a globalização perversa, globalização esta que aliena muitos a pensar que todo baiano é ignorante e vagabundo.
Milton introduziu importantes discussões na geografia, como a retomada de autores clássicos, e foi um dos expoentes do movimento de renovação crítica da disciplina, além de grande colaborador nos conteúdos do ensino de Geografia com a nova LDB (Leis de Diretrizes e Bases) de 1996 e Parâmetros Curriculares Nacionais na área de Geografia. Preocupado com a questão metodológica, construiu conceitos, aprofundou o debate epistemológico e buscou na transdisciplinaridade uma visão totalizadora da sociedade.
Esquerdista convicto, não se filiou a partidos: "não sou militante de coisa alguma, apenas de idéias", diz em uma de suas frases mais divulgadas. Sua produção acadêmica não permite modéstia: são cerca de 40 livros e 300 artigos científicos. Foi o único estudioso fora do mundo anglo-saxão a receber o mais alto prêmio internacional em geografia, o Prêmio Vautrin Lud (1994). Considerada equivalente ao Nobel na Geografia, o prêmio marcou o reconhecimento de suas idéias no Brasil. Milton viveu no exílio na França durante a ditadura militar brasileira. Foi consultor da Organização das Nações Unidas, da Unesco, da Organização Internacional do Trabalho e da Organização dos Estados Americanos. Também foi consultor em várias áreas junto aos governos da Argélia, Guiné-Bissau e Venezuela. Possuía vários títulos de doutor honoris causa, recebidos no Brasil, França, Argentina e Itália, entre outros. Foi membro do comitê de redação de revistas especializadas em geografia no Brasil e exterior. Fez pesquisas e conferências em mais de 20 países, dentre eles Japão, México, Índia, Tunísia, Benin, Gana, Espanha e Cuba.
Recebeu em 1997 o prêmio Jabuti pelo melhor livro em ciências humanas: A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. Em 1999 recebeu o Prêmio Chico Mendes por sua resistência. Foi condecorado Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico em 1995. Hoje, o geógrafo tantas vezes laureado empresta seu nome ao Prêmio Milton Santos de Saúde e Ambiente, criado pela Fundação Oswaldo Cruz.
O professor baiano e negro muitas vezes confundido com um lateral-esquerdo de seleção brasileira e vítima daquela velha ignorância brasileira, que o povo do Nordeste não produz nada além de carnaval faleceu em São Paulo em junho de 2001 um intelectual de grande importância para ciências humanas brasileira.
Milton Santos foi um homem essencialmente de idéias. E as idéias não morrem, elas continuam ressoando na mente daqueles que buscam o conhecimento do Mundo Novo. Sendo assim, ele estará sempre vivo no seu mais sublime significado. Ele sempre viverá entre nós!
Prof. João Alexandre Moura Oliveira
Foucault, Michel

O filósofo francês, Paul-Michel Foucault, nasceu em 15 de outubro de 1926 em Poitiers. Pertencia a uma família de tradição médica. Filho, neto e bisneto de médicos, no entanto, Michel não demonstrou interesse pela medicina e sim pela história influenciado por um professor que teve ainda na escola, padre De Montsabert, aos onze anos de idade, surpreendendo os mais velhos que davam por certo que ele seguiria a tradição familiar sendo cirurgião. Contudo, o menino, decidiu ser professor de história e transformou-se em um dos escritores que mais profundamente refletiram sobre a história, um poeta do pensamento e um narrador teórico. E apesar de Foucault não seguir carreira na medicina sempre manteve uma relação privilegiada e ao mesmo tempo marcada por uma desconfiança essencial com a mesma.
O sofrimento fez-se presente na vida do filósofo desde a infância. Michel e o pai tinham uma relação conturbada. O fato de pertencer a uma família burguesa, puritana provincial das décadas de 30 e 40 de forte tradição católica por parte paterna regia até os mínimos detalhes da vida cotidiana, o que dificultou e traumatizou o jovem rapaz que havia descoberto sua atração por homens e não sabia como lidar com o fato, não tinha a quem recorrer e não sabia como viver. O jovem sofreu grande pressão por ser homossexual, principalmente por parte paterna, e disse pouco antes de morrer, que quando pequeno, seu pai queria acabar com seu “problema” de homossexualidade o submetendo a uma das salas de cirurgia. A partir daí sua vida tornou-se um caos e fez com que, até meados de seus vinte anos, tentasse por várias vezes o suicídio e tempo em que adquiri uma afeição pelo álcool. Esta experiência traumática o aproximou da psicologia, psicanálise e psiquiatria, as quais iram influenciar imensamente sua obra.
Foucault era muito curioso fato que o impulsionou a buscar por conta própria suas leituras e que o ligou à filosofia. Por sobreviver ao escândalo de assumir sua orientação sexual num tempo que considerava esta uma doença ou uma forma de degeneração moral, acabou ajudando e fortalecendo Michel para encarar os combates intelectuais que o aguardavam, não menos sarcásticos e ferozes que as cruéis brincadeiras que enfrentara em sua juventude.
Em 1945 mudou-se para Paris onde se preparava para concorrer a vagas como aluno na École Normale da rue d'Ulm. Nesse período Foucault entra em contato com o professor Jean Hyppolite, importante filósofo que trabalha hegelianismo na França e que o marcara profundamente. Iniciando seus estudos na École Normale da rue d'Ulm em 1946. O convívio competitivo por parte dos alunos desta escola só fez aumentar seu comportamento de isolamento social; trazia consigo a aparência de uma pessoa solitária e fechada. Por toda sua vida, esse distanciamento social, o influenciou, tornando-o uma pessoa agressiva e irônica. Uma das lembranças mais amargas de sua juventude está ligada com a luta pela primazia na escola, o que o levou a sobressair-se desde o início de sua carreira universitária e torná-lo “a promessa de sua geração”.
Foi leitor de Kant, Platão, Nietzsche, Hegel, Marx, Husserl, Heidegger, Freud, Lacan, Bachelard, etc. “Brilhante em uma geração de homens brilhantes” destacando como companheiros de estudos e amigos: Pierre Boulez, Gilles Deleuze, Pierre Bourdieu, Roland Barthes e Paul Vayne; e como seus professores: Jean Hyppolite, Louis Althusser, Maurice Merleau-Ponty, Georges Dumézil, Georges Canguilhem. Ficou muito amigo de Louis Althusser quem o aproximou da política levando-o a aderir ao partido comunista. Mesmo que alinhado a esquerda, sua posição não era nada ortodoxa, suas posições políticas escandalizaram tanto aos conservadores quanto aos progressistas, e nas disputas que a esquerda e a direita mantinham durante os quentes anos da Guerra Fria não foi inesperado seu afastamento do comunismo tão rápido como seu ingresso. Foucault, apesar de um acadêmico de prestígio, era “elitista”, um homem que “renegou” Marx, sendo qualificado pela maioria esquerdista como “violentamente anticomunista”.
Michel considerava que sua filosofia era uma crítica a Kant, porque para ele o homem é produto das práticas discursivas já para Kant o sujeito é mediador e referência de todas as coisas. Sofreu grande influência de Heidegger em sua obra ao afirmar: "Todo o meu devir filosófico foi determinado por minha leitura de Heidegger". E, também, influenciado por Bachelard, Sartre (com quem levou muito tempo para reconhecer a dívida que tinha com sua obra) e Nietzsche, por quem tinha imensa admiração e paixão. A obra de Friedrich Nietzsche, em especial os textos escritos à beira da loucura, foram a luz e sustentação para Foucault que enxergou neste tanto o poeta quanto o filósofo, o artista quanto o pensador, e ajudou-o a compreender que ter um ponto de vista original não era um pecado pelo qual se devesse pagar caro. Para ambos (Foucault e Nietzsche) a forma, o tom poético que percorre suas escrituras e o apelo ao aforismo nunca foram questões secundárias. Há um par de aforismos nietzscheanos que lhe serviram quase como mantras para uma meditação pessoal, o primeiro que marcou cada momento de sua vida, ele o parafraseava: “Trata-se de chegar a ser o que se verdadeiramente é”. O segundo diz: “O amor à verdade é terrível e poderoso”. Também foi leitor de René Char, Kafka, Faulkner, Genet, Sade, Gide, etc.
“Foucault é o mais literário dos filósofos e o mais filosófico dos escritores”. Valia-se da árdua tarefa de expressar idéias extremamente perigosas e complexas através de paradoxos magníficos e sutilezas estilísticas. Muitas de suas referências “teóricas” são literárias, desde a inclusão de multinarrações que são essenciais para o desenvolvimento do argumento até o trabalho com a escritura, não sendo por acaso que no começo de “As palavras e as coisas”, por exemplo, diga que a pesquisa do livro tenha surgido de um fragmento do ensaio de Jorge Luis Borges Outras inquisições: “O idioma analítico de John Wilkins”. Em 1961 defendeu sua tese de doutorado e apresentou duas: a primeira intitulada a “História da Loucura”, a segunda intitulada “L'Anthropologie de Kant” e foram apresentadas por D. Lagache e Georges Canguilhem respectivamente. Pela “História da Loucura”, o filosofo, foi chamado de “intelectual absoluto, fora do tempo” pelo jornal Le monde. É neste livro fundacional que Foucault insiste em “pensar a loucura em sua especificidade, não como uma essência imutável que se manteria através do tempo e as culturas, mas que é própria de cada momento histórico, de cada contexto, cultural, social e econômico”. No final deste ano, acaba de escrever “O nascimento da clínica” que ele apresenta como “as sobras da História da Loucura” e no qual usa pela primeira vez o termo estrutura, demonstrando neste texto a intenção de realizar uma analise estrutural. A medicina passa a ocupar um lugar central em seu pensamento, porém, vista a partir de uma critica da medicina em sua “essência”, ou seja, o saber médico é negativo por si próprio, principalmente quando acerta, porque ver a doença como algo a combater abre caminho a novas enfermidades de difícil controle.
“As palavras e as coisas”, seu livro mais difundido, foi publicado em 1966. Neste Foucault queria desmontar o mecanismo de naturalização do pensamento, isto é, uma tentativa de eternizar (ou quase) conceitos, problemas e soluções cientificas através de um mecanismo, já que o pensamento é tido como fora da história, conclui em sua investigação: “Uma coisa em todo caso é certa: é que o homem não é o mais velho e nem o mais constante problema que se tenha colocado ao saber humano (...) O homem é uma invenção cuja recente data a arqueologia de nosso pensamento mostra facilmente. E talvez o fim próximo. Se estas disposições viessem a desaparecer tal como apareceram, se, por algum acontecimento de que podemos quando muito pressentir a possibilidade, mas de que nesse momento não conhecemos ainda nem a forma nem a promessa, se desvanecessem, como aconteceu, na curva do séc. XVIII, como solo do pensamento clássico – então se pode apostar que o homem se desvaneceria, como, na orla do mar, um rosto de areia”.
No inicio da década de 70 realiza sua primeira viagem aos Estados Unidos. Conquistando, a partir daí, o mundo intelectual, e ao mesmo tempo em que chega a Berkeley aproxima-se das drogas e de experiências sado-masoquistas passando a voltar seu trabalho sobre a problemática do poder e da relação entre saber e poder. Foucault escreve um artigo criticando a distinção feita por Althusser em seu artigo publicado em “La Pensée” que dizia que os aparelhos do Estado se diferenciam de acordo com o funcionamento da violência ou pela ideologia. Dessa crítica Althusser nasce mais um de seus livros: “Vigiar e Punir”. Concomitantemente funda o Grupo de Informação sobre Prisões (GIP) com intuito de intervir na realidade. Passa a escrever sobre as prisões e tem por questão central o por que das prisões exercerem tamanha fascinação social, mesmo dizendo respeito a uma população minoritária? Chegando a dizer: “Todas as violências e arbitrariedades são possíveis na prisão, mesmo que a lei diga o contrário, porque a sociedade não só tolera, mas exige que o delinqüente sofra”.
Em 02 de dezembro de 1970, Foucault, dá sua primeira aula no Collège de France, expondo questões sobre o poder e, por 13 anos, exporá suas pesquisas, todas quartas feiras, às 17:45h. O primeiro curso tem por tema: “A vontade de saber”, contrapondo os modelos teóricos de Aristóteles e Nietzsche. Depois dá abertura a todos temas e formas de abordagem (período de grande aprendizagem e de elaboração apaixonada). Em 1977, quando volta do Irã, cria nova polemica uma de suas frases: “Há mais idéias no mundo que as que imaginam os intelectuais”. Em seus últimos dez anos de vida sua experiência californiana foi essencial e em Berkeley ensinou (e pesquisou). Já em Los Angeles, aparece um Foucault mais intenso, porém, menos difundido nas universidades, pois acedeu a práticas sado-masoquistas em saunas gays que, o permitiram desenvolver uma reflexão original sobre o gozo por meio da dor. Depois de percorrer um longo caminho, em suas investigações dos anos 1970, apesar do seu interesse pela sexualidade parecer óbvio, refletido em sua última obra, História da sexualidade, não o é de fato. Para Foucault, foi um problema chegar a pensar o sexual perguntando-se, em primeiro lugar, por que a sexualidade é objeto de uma preocupação moral, mas vai além de uma questão moral, está claro que alguém, alguma instituição, um poder necessita que o sexo seja supervisionado pela moral.
No pensamento de Foucault, o homem ocupa um papel importante, uma vez, que é sujeito e objeto de conhecimento. Considera o homem enquanto resultado de uma produção de sentido, de uma prática discursiva e de intervenções de poder, o vê como sujeito e objeto do conhecimento, através de três procedimentos em domínios diferentes: a arqueologia: diz sobre “saberes que falam sobre o homem, as práticas discursivas, e não verdades em relação a este homem”. Reivindica uma independência de qualquer ciência, pois acredita não poder localizar o homem através do que ela pode oferecer (encontrada, principalmente, em duas de suas obras: "A História da Loucura" e "As palavras e as Coisas"); a genealogia: que possibilita pensar na questão do poder como uma rede onde o homem é visto como objeto e sujeito das práticas do poder (encontrado, principalmente, na obra “Vigiar e Punir”) e a ética: como a possibilidade de apontar o sujeito que constitui à si próprio como sujeito das práticas sociais e refletir o motivo pelo qual o homem moderno constitui critérios de um modo de subjetivação em que tenha espaço a liberdade (essa ética encontra-se fundamentada em “O uso dos prazeres” e “O cuidado de si mesmo”)
Michel Foucault morreu em 25 de junho de 1984, aos 57 anos, tinha aids em uma época em que a doença era rapidamente mortal e quando era o pensador mais famoso do mundo e sua obra havia aproximando-se de seu ideal de vida: chegar a ser o que verdadeiramente se é. Ainda que menos popular que Jean-Paul Sartre depois da Segunda Guerra Mundial, a filosofia foucaultiana transformou-se naquilo que Sartre desejou produzir, mas não chegou a articular: uma ética nascente de uma reflexão que se encontra nos antigos gregos, daí a consistência clássica presente em sua obra.
Por Luciane Martins Scaramel
Lutero, Martinho

Martinho Lutero é o primeiro dos principais reformadores protestantes. Nasceu em Eisleben, Alemanha, em 10 de novembro de 1483 e faleceu em 1546. Ele era o segundo filho de Hans Lutero, um trabalhador das minas. Sua infância foi marcada pela severidade de seu pai.
Estudou nas escolas de latim de Magdeburg e Eisenach. Esteve também na Universidade de Erfurt, onde bacharelou-se em artes em 1502 e tornou-se mestre também em artes em 1505. O desejo de seu pai era que ele fosse advogado, porém Lutero entrou para a ordem religiosa dos agostinianos antes mesmo de completar 22 anos de idade. Seu pai não gostou de sua decisão em tornar-se monge e demorou muito tempo para perdoá-lo. Há uma história que diz que, duas semanas antes de entrar para a vida religiosa ele se achava no meio de uma tormenta elétrica, sentindo medo de morrer e ir para o inferno. Diante dessa tormenta ele fez uma promessa a Santa Ana que se tornaria monge. Porém, algum tempo depois ele afirmou que, o que o levou para o mosteiro foram os rigores de seu lar.
Em 1508 começou a lecionar na Universidade de Wittenberg. De 1521 a 1534 traduziu a bíblia para o alemão. Sua teologia tinha forte influência de Agostinho e do apóstolo Paulo. Apesar de ter muitos pontos em comum com Agostinho, não admirava o uso da filosofia na metodologia teológica. Atacou os escolásticos que partia sua teologia do aristotelismo, como vemos nessas suas palavras: “É um erro dizer que um homem não pode tornar-se teólogo sem Aristóteles. A verdade é que não pode tornar-se teólogo sem se livrar de Aristóteles. Em resumo, comparado com o estudo da teologia, o todo de Aristóteles é como a escuridão para a luz."
Em 1512 tornou-se doutor em teologia e fazia conferências sobre a bíblia, especializando-se nas epístolas aos romanos, Gálatas e Hebreus, pois esses livros têm uma teologia "agostiniana". Não temeu comparar os livros de Tiago e Paulo. Para ele, os dois livros se contradizem, pois enxergava que Paulo defendia uma salvação e justificação mediante a fé e Tiago mediante as obras. Por esse motivo, colocou o livro de Tiago em dúvida quanto sua inspiração. Considerava Judas e Apocalipse secundários em relação aos outros livros canônicos.
Em 1515 foi nomeado vigário responsável por onze mosteiros. Foi aí que ele se envolveu na discussão em torno das vendas das indulgências. Em 1517 afixou suas Noventa e Cinco Teses (em DOCUMENTOS está disponível essas teses) contra as indulgências.
Em 07 de agosto de 1518, Lutero foi convocado a Roma, onde seria julgado sob a acusação de heresia. Mas Lutero apelou para seu príncipe, Frederico, o sábio, para que o julgamento ocorresse em território alemão. Em outubro de 1518 ele compareceu em Augsburg diante do cardeal Cajetano, mas recusou-se retratar diante da acusação de rejeição papal. Depois disso, o reformador passou a dar mais valor a autoridade da bíblia (sola scriptura) como única regra de fé (sola fide) e prática e o papado cada vez mais perdia autoridade diante das idéias luteranas.
As muitas discussões com Lutero lhe valeu a excomunhão em 1520. Em 1521 foi convocado para a Dieta de Worms.
Em 1525 opôs à Revolta dos Camponeses, apoiando os príncipes no massacre de muitos camponeses, inclusive Tomás Münzer (sua biografia também está disponível nesse site). Sua oposição aos camponeses se encontra na carta Contra as hordas salteadoras e assassinas de camponeses. Lutero propunha uma reforma pacífica, ele era contra revoluções, devido sua fé na predestinação.
Ainda em 1525, casou-se com Catarina von Bora.
Em seu pensamento foi influenciado pelo humanista Erasmo de Rotterdam e pelos Irmãos da Vida Comum. O aspecto principal de sua teologia era a justificação pela fé, ponto que o conflitou com Erasmo. Aceitava o batismo infantil, mas negou a doutrina da transubstanciação na questão da ceia, formulando a doutrina da consubstanciação. Defendeu também o Sacerdócio de Todos os Crentes, numa época em que o clero católico tinha muito poder e privilégios. Sua teologia era paulino-agostiniana.
A reforma protestante foi marcada pelo homem que enfrentou o grande poder da Idade Média, a Igreja.
Prof. Yuri Almeida
Marthin Luther King, Jr.

Líder negro estadunidense (1929-1968).
Filho de um pastor da igreja batista, desde cedo seguia um forte ritmo de estudo o que fez com que conseguisse aos 15 anos ser admitido para o bacharelado de sociologia, o qual cursaria durante 4 anos.
Decidindo seguir a carreira de pastor aperfeiçoou os ensinamentos que aprendera desde pequeno: nunca sentir-se inferior aos brancos e amá-los sempre, mesmo com toda a violência sofrida.
Cada vez com uma fé maior, Luther King, resolve atuar na luta contra o racismo e ir para Boston fazer doutorado em Teologia.
Sempre acreditando no diálogo entre as raças foi escolhido para ser presidente de uma associação criada para realizar um boicote contra a segregação racial nos ônibus em 1955. King, teve sua casa bombardeada pelos defensores da "supremacia branca", mesmo assim venceu com sucesso e depois de 381 dias a Corte Suprema declarou a inconstitucionalidade da lei de segregação racial dentro dos ônibus do Alabama. Essa vitória tornou King famoso e fez com que aumentasse a importância de seus discursos. Usando os mesmos métodos de Gandhi afirmava que a única forma moral e prática para as pessoas oprimidas lutarem pela liberdade é a não-violência. Mesmo sem ser agressivo, foi preso em 1963 por comandar uma manifestação pedindo o fim da segregação em muitos estabelecimentos públicos de Alabama.
Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King realizou com mais de 200 mil pessoas a famosa "Marcha para Washington", onde proferiu seu mais famoso discurso, "I have a dream", no Lincoln Memorial, pedindo uma sociedade com igualdade racial. Em 1964 com 35 anos ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Segundo ele, o Nobel não significou apenas uma honra pessoal, mas o reconhecimento internacional ao movimento não-violento pelos direitos civis.
King protestou muito também contra a Guerra do Vietnã, dizendo que o dinheiro gasto na guerra deveria ser investido no combate à miséria e a discriminação. Em 1965, King conseguiu outra vitória com a aprovação da Lei do Direito do Voto para os negros. Só que em 1968, Martin Luther King foi vítima fatal da violência que tanto combatia, sendo assassinado na sacada do Motel Lorraine. Sua morte provocou revoltas de negros por várias partes dos Estados Unidos.
Por Vinícius Antunes da Silva
Malcom X

Líder negro estadunidense (1925-1965).
Malcolm Little, filho de um pastor da igreja batista tem sua infância marcada pela violência branca, principalmente por parte do Ku-Klux-Klan, o qual atacava a casa e a igreja de seu pai, até conseguir assassiná-lo em 1931.
Sua mãe em 1939 é internada em um sanatório e Malcolm passa a viver em casas de correções de menores e em lares de famílias brancas. Mesmo com todos esses problemas Malcolm sempre se mostrou inteligente e estudioso.
Malcolm, indignado com a falta de oportunidade que os negros possuíam, resolveu optar pelo caminho da marginalidade. Roubou, traficou drogas e até mesmo participou de agenciamento de prostitutas. Até que acabou sendo preso em 1946. Começava ali a mudança na vida de Malcolm Little, o qual entrava para o Islamismo, mudava de nome para El-Hajh Malik El-Shabbazz ou simplesmente Malcolm X. Entrava também para o grupo Black Muslims (Muçulmanos Negros), o qual pregava a luta violenta contra o racismo. Acabou sendo preso.
Liberto da cadeia em 1952, Malcolm X passou a ministrar palestras em várias cidades norte-americanas. Seu ódio pelo racismo aumentava cada vez mais, o que fez desencadear diversos conflitos que resultaram em várias mortes. Em 1963, rompeu com os Black Muslims para se dedicar a criação de sua própria ordem. Continuou suas pregações pelos E.U.A. e escreveu artigos em diversos jornais sustentando o orgulho negro. Acreditava que para combater o violento racismo só usando da mesma força contra eles, pois os brancos não cediam às reivindicações do movimento negro. Até que em 21 de fevereiro de 1965, antigos correligionários do Black Muslims assassinam Malcom X. Como herança Malcolm deixa sua autobiografia para os Black Panthers (Panteras Negras), grupo revolucionário na luta pelo nacionalismo negro.
Por Vinícius Antunes da Silva
Gandhi, Mahatma

Líder pacifista indiano (1869-1948).
Principal artífice do movimento de independência da Índia. Seu nome verdadeiro é Mohandas Karamchand Gandhi. Chamado de Mahatma, que significa “grande alma”.
Forma-se em Direito em Londres e, em 1891, volta à Índia para praticar a advocacia. Dois anos depois, vai trabalhar em Durban, na África do Sul, também colônia britânica. Nessa época o apartheid ainda não existe como política oficial, mas a sociedade sul-africana já é dividida pelo racismo. Lá, Gandhi inicia seu movimento pacifista, lutando pelos direitos da comunidade hindu.
Ao retornar à Índia, em 1914, dissemina seu movimento, cujo método principal de luta é a resistência passiva (satyagraha, que quer dizer “verdade e firmeza”). Nega qualquer colaboração com o domínio britânico, que se estende desde o século XVIII, e prega a não-violência (ahimsa) como forma de luta. Torna-se famoso pela simplicidade do seu modo de vida: usa sandálias e roupas de algodão.
Em 1922 organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão descontrolada queima um posto policial. É detido e se declara culpado, sendo condenado a seis anos, mas é libertado em 1924. Em 1930, organiza a famosa marcha para o mar, quando milhares de pessoas fazem a pé um percurso de mais de 320 km para protestar contra os impostos sobre o sal. É preso e libertado. Durante suas prisões, sensibiliza a população fazendo greves de fome.
Em 1947, é proclamada a independência da Índia. Gandhi tenta evitar a luta entre hindus e muçulmanos, que preferem estabelecer um Estado separado, o Paquistão. Aceita a divisão do país e atrai o ódio dos radicais nacionalistas hindus. Um deles mata Gandhi, com um tiro, em janeiro de 1948.
Por Vinícius Antunes da Silva
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