quinta-feira, 5 de novembro de 2009

2ª Guerra Mundial

Os alemães cruzaram a fronteira da Alemanha no dia 1º de setembro de 1939. As forças a alemãs espalharam-se na Polonia em apenas uma semana.

Um Stuka alemão mergulha soltando bombas em cima de Varsóvia, na Polônia.

Metralhadora alemã. Costa da Noruega.

Infantaria alemã na Noruega atrás de um panzer. Desconforto numa guerra sobre os gelos.

A esquerda, paraquedistas alemães descem nos Países Baixos no primeiro dia da guerra relâmpago no Ocidente, 10 de maio de 1940. À direita, tropas alemãs atravessam os canais holandeses para cercar exército do país.


Esse canhão andava sobre trilhos e necessitava de 2.500 homens para fazer essa coisa funcionar. O canhão tinha 274 mm e podia atirar projéteis de até 7 toneladas, o alcance com cargas menores chegava a 37 quilômetros. Abaixo vídeo do canhão.


Destruição em ferrovia. Um estrago desse tamanho só é possível com uso de bombas aéreas.


Bomba atômica atirada em Hiroshima e Nagasaki. O efeito cogumelo é impressionante. Até hoje gerações sentem o efeito dessa bobagem praticada pelos EUA contra o Japão. Os EUA lançaram essa bomba quando a 2ª Guerra já estava praticamente vencida pelos Aliados. O motivo era dar um recado a URSS sobre seu poderio bélico.

1ª bomba atômica. No dia 6 de agosto de 1945, Hiroshima no Japão recebeu uma bomba atômica. Às 8h15m17s ela foi lançada por um avião americano. A bomba explodiu a 617 metros do solo, sobre o centro da cidade. A temperatura chegou a 5,5 milhões de graus centígrados. Tudo o que se encontrava a 500 metros do epicentro da bomba foi incinerado. Quase ninguém sobreviveu num raio de 800 metros. Menos de uma hora depois da explosão, mais de 60 mil pessoas haviam morrido.
A explosão liberou enorme quantidade de radiação. Ao todo, morreram cerca de 300 mil em conseqüência direta do ataque. Quem não morreu queimado, sofreu mais tarde com os efeitos da radiação (queda dos cabelos e câncer são os mais comuns).
Três dias depois, em 9 de agosto, a operação se repetiu em Nagasaki, na ilha de Kyushu, também no Japão. Quarenta mil habitantes da ilha morreram. Isso porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade.

Bomba Atômica lançada em Nagasaki, em 9 de Agosto de 1945. Foi chamada de «Fat Man» por ser maior do que a utilizada em Hiroshima. Em vez do urânio utilizado em Hiroshima, o engenho de Nagasaki utilizou plutónio e o processo era de implosão. A bomba era mais potente embora, devido às características de Nagasaki, teve um efeito menos devastador do que em Hiroshima, tendo no entanto provocado mais de 73 mil mortes. Nagasaki foi um alvo secundário. O bombardeiro B-29 sobrevoou a cidade de Kokura não tendo lançado a bomba devido ao fumo intenso, então mudou de rumo e seguiu para o segundo alvo: Nagasaki. Às 11.02 horas, largou a bomba carregada de plutónio sobre Nagasaki que tinha cerca de 240 mil habitantes

Primeira Bomba Atômica, feita de urânio.

Efeito da bomba, queimaduras por alta temperatura e radiação. Com certeza, a maior idiotice inventada pelo homem.

Nagasaki, 09 de agosto de 1945. Desolação e rendição incondicional.


Prisioneiros dos campos de concentração nazista. Nota-se que as pessoas estão bem magras, sinal de que faltava alimento na guerra, sendo os prisioneiros os primeiros a sofrer. Israel usou essas fotos para disseminar a idéia de um holocausto. Conquanto, é fácil notar que as pessoas morriam de fome e não em câmaras de gás.


Batalha de Stalingrado. Foi nesse momento que o Eixo começou a perder a guerra, quando França já estava dominada e a Europa conquistada. A URSS foi a grande responsável pela virada de jogo que houvera na 2ª Guerra, com a derrocada nazista.

Batalha de Stalingrado

Batalha de Stalingrado

Uma coisa não se pode negar, o povo soviético defendeu seu país com um patriotismo imensurável.



A 2 ª Guerra também foi uma guerra naval.


DIA D. Em 1944 Inglaterra e EUA invadem a Normandia, para libertação da França dos nazistas. O eixo perdia batalhas em toda Europa.

Momento de descontração .


Ataque a Pearl Harbor. O Japão ataca essa base dos EUA no Pacífico, introduzindo os Yankes na 2ª Guerra.

Pearl Harbor

Tropas alemãs na URSS em novembro de 1942. Deslocamento de blindados alemães perto da cidade de Kursk, URSS. Foi a maior batalha de tanques da história. Os tanques alemães PZKW-111 Especial atravessam uma planície com a relva em chamas provocadas por tiros soviéticos.


Cova coletiva aonde foram jogados presos de guerra que estavam em campos de concentração nazista.

No alto, em junho de 1945, depois de perder cerca de 110.000 homens, os japoneses se rendem. No centro, os B-29 sobrevoando Yokahama. Abaixo, bombardeios norte-americanos devasta parque industrial japonês.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

1ª Guerra Mundial

Destruição causada por bombas aéreas.

Soldados em momentos sem conflitos. Num período de guerra não é todo tempo que tem conflitos entre exércitos.

Tanque Renault

Bala de canhão. Provavelmente essa bala não ativou explosão, o que é difícil de acontecer na tecnologia bélica de hoje.

Soldado em momento de descontração.


Aviões alemães. Essa cruz foi utilizada posteriormente pelo nazismo ainda.

Comboio dos aliados (Inglaterra, França e Rússia).

Comboio alemão.

Cidade destruída pela guerra. Isso indica que muitos civis perderam suas casas, escolas, hospitais e prédios públicos destruídos.

Trincheiras.


Marechal alemão Von Hindenburg

General Pershing, comandante americano

Tiroteio de canhões em atividade.

Tanque britânico.

18 do Forte de Copacabana (1922)

Fim dos combates: Avenida Atlântica



Fim dos combates: Avenida Atlântica

Forte de Copacabana

Siqueira Campos, um dos sobreviventes da revolta tenentista.

Eduardo Gomes, um dos sobreviventes da revolta tenentista.




Leitura sobre o assunto.

Zumbi

INTRODUÇÃO

A imagem de Zumbi nas historiografias e historietas.

Uma coisa é certa quando se fala em Zumbi: várias pessoas têm se utilizado de sua imagem e a manipulado. Ora de forma extremamente preconceituosa e etnocêntrica, colocando o mais famoso rei de palmares como um simples líder de bárbaros, violentos e criminosos escravos; ora tentando converter Zumbi em um herói da nação brasileira, um homem que morreu porque queria um Brasil de liberdade e igualdade entre as raças. Existe até os que se apropriam da imagem de Zumbi para politicagens, praticamente transformando o rebelde negro em um revolucionário socialista, o qual lutava por reforma agrária, distribuição de renda, por um mundo de inteira liberdade, uma espécie de marxista, mesmo que Marx estivesse longe de existir. Pode-se afirmar, indubitavelmente, que todas as imagens traçadas anteriormente são apenas caricaturas. Para entender Zumbi é preciso se livrar de vários anacronismos históricos, é preciso entendê-lo como um escravo do Brasil colonial, que lutava pela sua liberdade e pela de um grupo que o rodeava, que não está preocupado em fazer uma revolução, derrubar governos e sim em trazer benesses para o seu povo explorado e sofrido. Não se pode pensar que Zumbi queria a libertação de um Brasil o qual nem conhecia direito e não lhe via com bons olhos, nem a deposição e decapitação do Rei português, nem reforma agrária. Manter o Quilombo dos Palmares, fazer crescê-lo na agricultura, no comércio, ter um exército forte e uma grande população eram objetivos muito mais reais para a sua época e que estavam muito mais ao seu alcance e de seu povo. Só tentando entender dessa forma se pode construir uma imagem um pouco mais real desse importantíssimo personagem histórico e suprir assim a falta de documentação para traçar uma história de tanta luta, a qual infelizmente está escrita nos livros de história somente com base nos escritos dos inimigos dos palmarinos, já que os quilombolas de Palmares nada deixaram escrito, ou se deixaram, nunca foi encontrado.

A VIDA GUERREIRA
Em um Brasil colonial e escravista, movido pela mão-de-obra negra, nasceu um negro bebê, por volta de 1655, dentro de um quilombo chamado Palmares que estava completando cerca de 60 anos, localizado na serra da Barriga, na capitania de Pernambuco, perturbava o governo local, o qual precisava destruí-lo.

Nessa mesma época uma expedição militar atacou o já famoso Palmares e entre vários estragos que causou, levou essa negra criança, que posteriormente iria ser dada de presente a um padre do distrito de Porto Calvo, chamado Antônio de Melo. Para prestar homenagem a São Francisco de Assis, ou simplesmente por vontade de colocar um nome católico na criança, o padre passou a chamar o menino de Francisco e assim o criou, sempre dentro das normas católicas. Embora o menino fosse escravo, Antônio de Melo não lhe deu o mesmo tratamento que outros escravos recebiam na colônia. Francisco, pode-se dizer, sem olvidar sua condição de escravo, recebia um bom tratamento, aprendeu a ler, recebeu boa educação para os padrões da época e aos 10 anos de idade foi iniciado no latim, quando começou a exercer a função de coroinha. Era extremamente inteligente, tanto que fez o padre Antônio de Melo escrever que ele possuía “engenho jamais imaginado na sua raça e que bem poucas vezes encontrara em brancos”.
Os medos, as histórias, os cochichos sobre Palmares se espalhavam por toda a colônia. O jovem coroinha conhecia as histórias de negros que para lá haviam fugido e assim tinham se livrado da escravidão, lá estavam seus verdadeiros descendentes, sua família. Francisco, com aproximadamente 15 anos de idade, resolveu fugir junto com outros escravos, abandonou o padre Antônio de Melo e voltou para o Quilombo dos Palmares, sua terra natal.
O primeiro feito do jovem Francisco depois da fuga foi negar a coisa que mais lhe fazia lembrar da sua condição de escravo: seu nome cristão. Autodenominou-se Zumbi, nome o qual não se sabe exatamente o significado, os mais prováveis são “Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” e “Morto Vivo”.
Zumbi rapidamente ficou famoso e querido dentro de Palmares, aos 17 anos já tinha assumido a importantíssima função de chefe guerreiro do quilombo. Foi com essa idade que liderou a grande vitória sobre os 600 homens de Antônio Jácome Bezerra, que haviam se lançado contra o Quilombo dos Palmares. Havia sido uma vitória de inteligência e estratégia, sabendo que iria ser atacado, Zumbi organizou o Palmares para receber a expedição e a destroçou.
Em novembro de 1674, Palmares lutou em uma sangrenta e difícil batalha contra a expedição de Manuel Lopes, a qual possuía superioridade bélica, o que fez os palmarinos perderem a capital de Palmares, Macaco, para os invasores que ficaram ali durante 5 meses, até descobrirem para onde haviam fugido vários dos quilombolas. Quando isso ocorreu, foram travar nova batalha, não menos sanguinária, 800 negros morreram e Zumbi levou um tiro na perna, mas conseguiu fugir. Foi essa a primeira grande derrota do Quilombo dos Palmares.
Empolgados com a vitória, os opositores de Palmares organizaram novas expedições para tentar destruí-lo de vez, Fernão Carrilho obteve vitória no mocambo palmarino de Aqualtene e marchou para o mocambo de Subupira, onde encontrou apenas cinzas, pois os próprios quilombolas haviam queimado o lugar antes de fugir. Ali Carrilho construiu seu arraial. Em futuras batalhas, conseguiu aprisionar o rei do quilombo, Ganga Zumba, mas por pouco tempo, pois este conseguiu fugir ferido, deixando suas armas para trás. Depois de um tempo, acreditando ter derrotado Palmares, Carrilho deixou a região, porém só havia derrotado apenas 3 mocambos, os quais ficavam distantes uns dos outros.
Palmares continuava em pé e assim que soube disso o governador da capitania de Pernambuco resolveu tirar proveito do atual momento de fraqueza dos palmarinos para abrir uma negociação, já que também os portugueses não estavam em seu melhor momento para combater, pois já haviam perdido muitas forças expulsando holandeses que por vários anos tinham tomado conta da capitania.
Ganga Zumba acabou assinando o acordou de paz com os portugueses, tentando fazer com que o quilombo respirasse no meio de tantas derrotas, porém recebeu forte oposição e Zumbi surgiu como o principal nome entre os que exigiam a sua saída da posição de rei. Acusavam-no de chefiar as tropas bêbado, de roubar (um dos crimes mais graves do quilombo) e de não perceber que o acordo de paz não passava de uma enganação por parte dos portugueses. Palmares estava dividido entre os que defendiam Ganga Zumba e os que estavam do lado de Zumbi. Em alguns mocambos chegou a haver luta entre essas duas forças palmarinas, por fim, os que com Zumbi estavam fizeram com que Ganga Zumba fugisse para Cucaú, porém essa fuga não foi o suficiente, Ganga Zumba viria a morrer envenenado em 1678.
Como novo rei de Palmares Zumbi expulsou os seguidores de Ganga Zumba e começou a organizar os mocambos de todo o quilombo de forma estratégica para a guerra que iria recomeçar, submeteu os homens válidos a uma forte preparação guerreira, aumentou postos de vigilância, fez estoque de armas e munição e melhorou as fortificações da capital. Palmares ressurgiu com força e foi o pesadelo de alguns senhores de engenho. Assim novas expedições contra o quilombo subiram a serra da Barriga, Manoel Lopes atacou mais uma vez, porém fracassou. Fernão Carrilho, tentou, mas também nada conseguiu além de uma derrota. Palmares, governado por Zumbi, estava mais forte e bem preparado para a guerra do que nunca.
A maioria da população em Palmares era masculina, acredita-se que uma família era composta por uma mulher unida com dois homens, porém Zumbi, como rei, tinha uma vida distinta quanto a isso, tinha direito a ter várias esposas, acredita-se que ele tenha tido 3. Graças a essa desigualdade numérica entre os sexos é que os palmarinos nos ataques feitos a engenhos, não só roubavam alimentos e utensílios, roubavam também mulheres, fossem elas brancas ou negras para irem construir família no quilombo. O governo de Zumbi foi o que mais teve a presença desses ataques, em represália a invasões, libertavam escravos, seqüestravam mulheres, roubavam armas e munições e incendiavam plantações de cana-de-açúcar.
Novas tentativas de negociação com Palmares são feitas, porém nenhuma é bem sucedida. O rei de Portugal chega a escrever uma carta para Zumbi, porém de nada adianta. Palmares não quer diálogo com os portugueses.
Uma nova e demorada expedição se arruma para atacar Palmares, desta vez liderada pelo brutal paulista Jorge Velho, caçador de índios, tinha um exército formado por vários deles. Em 1691 esses homens chegam a Pernambuco com um numerosos exército, porém a bem posicionada defesa de Palmares, organizada por Zumbi, repeliu o ataque.
Em fins de 1693 e princípio de 1694 Jorge Velho liderou novo ataque, agora com um exército de 9.000 homens e seis canhões. Aproveitando-se da falha de um sentinela de Palmares que dormiu no horário de serviço, a expedição armou uma cerca de pau-a-pique acompanhando a proteção do quilombo, a qual serviria de proteção para os soldados. Na manhã de 5 de fevereiro de 1694 Zumbi realizou uma inspeção e ficou extremamente irritado com a manobra do inimigo, ordenou então que o dorminhoco sentinela fosse executado.
Depois de ter estudado uma forma de neutralizar o escudo inimigo Zumbi descobriu uma brecha entre a proteção que dava para um precipício, ali estava a única chance de furar o bloqueio e atacar. Na madrugada do dia 6 o plano foi posto em prática, só que um sentinela inimigo percebeu o movimento e acordou todo o acampamento que se armou para uma terrível luta. Quando amanheceu, tropas de Vieira Melo e Jorge Velho invadiram o quilombo e provocaram um dos maiores massacres da história do Brasil, muitíssimos negros foram degolados, nem as crianças eram poupadas. Mesmo que os escravos pudessem valer dinheiro, os palmarinos eram um mal que precisavam ser eliminados. No dia 7 de fevereiro já se sabia da novidade: havia caído o maior e mais duradouro quilombo da história da América.
Os portugueses comemoraram a vitória, porém Zumbi ainda estava vivo, no início de 1695 foi reconhecido liderando um ataque à vila de Penedo, o governo preparou-se novamente para caçá-lo.
Antônio Soares, um dos chefes palmarinos sobreviventes foi capturado, torturado e teve a liberdade prometida se em troca entrega-se Zumbi. Ele, que era um dos homens no qual Zumbi mais confiava levou uma tropa pernambucana até ele. Chegaram a noite e armaram uma emboscada, a tropa se colocou escondida e Soares apareceu gritando por Zumbi, este alegre veio ao encontro do amigo, ao se aproximar teve um punhal encravado em seu estômago. A tropa escondida saiu de seu lugar e terminou de executá-lo. O calendário marcava 20 de novembro de 1665.
Muitos acreditavam que Zumbi era imortal, para acabar com esse mito o governo levou seu corpo até Porto Calvo e lá o decapitou. Sua cabeça foi salgada e espetada em um pedaço de pau para ser exposta na praça principal da cidade até que se decompusesse por inteiro.
No ano de 1978 o Movimento Negro Unificado transformou a data do assassinato de Zumbi no Dia da Consciência Negra, um dos objetivos foi opor essa data ao dia da libertação dos escravos, 13 de maio, já que a segunda na realidade só ocorreu graças a interesses do império em entrar em uma fase capitalista e não integrou os negros à sociedade. Quanto a região onde se encontrava o quilombo dos Palmares, hoje ainda vivem pessoas lá que se dizem descendentes daqueles palmarinos que viveram há séculos atrás. Alguns historiadores acreditam que Palmares ainda se reergueu, mesmo que muito debilmente, após a morte de Zumbi.

Fontes:
Caros Amigos - Rebelde Brasileiros 1 - Zumbi/Chiquinha Gonzaga - Casa Amarela.

MELLO, José Barboza. História das Lutas do Povo Brasileiro, Editora Leitura, 1973.

http://odia.ig.com.br/sites/cnegra/zumbi2.htm

Por Vinícius Antunes da Silva

Voltaire


François-Marie Arouet, conhecido Voltaire, nasceu em Paris em 21 de novembro de 1694 e morreu em 30 de maio de 1778, na mesma cidade. Sua mãe, que descendia de família nobre, morreu quando ele tinha seis anos e deixou a imagem de uma mulher bondosa. Seu pai, tabelião bem sucedido, junto com seu irmão mais velho, seguiam o jansenismo, seita cristã que acreditava na predestinação do homem. Por isso preocuparam em dar a Voltaire uma educação religiosa, e fez-se com tanto rigor que causou no menino pavor por qualquer religião.

Mais tarde, Voltaire negou sua paternidade e declarou-se filho de Monsieur de Fochebrum e tornou-se um anti-clerical obstinado.

Desde pequeno, Voltaire mostrou talentos literários. Escrevia versos e gostava muito de ler. Foi ajudado pela cortesã Ninon de Lenclos, vizinha dos Arouet, que lhe deixou uma herança de 2000 (dois mil) francos, para serem gastos em livros.

Voltaire montou uma biblioteca e foi educado pelo abade de Coucrigny, cético e livre pensador contratado pela família. Também foi educado no Colégio de Louis-le-Grand, dirigido por jesuítas que lhe ensinaram a arte de argumentar. Estudava Direito para agradar ao pai, mas gostava mesmo dos versos, das tavernas da madrugada e da bebida.

O Sr. Arouet, seu pai, tentou iniciá-lo na carreira diplomática. Fez com que o marquês Chateauneuf, embaixador que, iria para os países baixos, levasse Voltaire como seu secretário. Como não queria saber do trabalho, só pensava na namorada que acabara de conhecer. Era Pimpette, filha de um refugiado protestante. Apesar de inúmeras ligações amorosas, talvez Pimpette foi a mais importante de sua vida e que acabou logo, depois de perder o emprego e voltar a Paris.

Cético, com bom humor e espírito libertino, andava pelos salões parisiense. Fazia sucesso entre as mulheres e era admirado pelos amigos. Entre críticas e piadas sobre nobres e a corte, foi preso na bastilha por lhe ser atribuído um poema que acusava o regente de querer usurpar o trono.

O regente se arrepende, solta Voltaire, e lhe concede uma pensão. Solto, vê o sucesso de "Édipo" peça escrita na cadeia. Voltaire ganha dinheiro com todos os tipos de negócios (inclusive financiamento de tráfico de escravos). Sua segunda peça Artemira é um fracasso, muito sensível à provação pública. Contrai varíola e não aceita ser cuidado pelos médicos, entra em estado de coma, mas sobrevive e descobre que seu poema Henríada, também escrito na cadeia, é um sucesso.

Depois de desafiar um nobre em 1726 durante um jantar em Paris, é preso novamente e solto sob a condição de deixar a França. Voltaire foi para a Inglaterra, onde admirou profundamente as instituições e os cientistas ingleses. Um país em que se tinha liberdade de expressão e não haviam perseguidos religiosos.

De volta à França, escreveu "Cartas Filosóficas sobre os ingleses", em que comparava a Inglaterra a França, ridicularizando a nobreza ociosa e o clero fanático de seu país (mas não assinou a obra). Esse livro serviu para impulsionar a Revolução Francesa.

Voltaire pode voltar aos salões parisiense, mas depois de lhe ser confiados as cartas à sua autoria, seus livros forma queimados e Voltaire fugiu com a mulher de um de seus amigos. Um ano depois estava de volta graças a tolerância da Coroa com os literários.

Voltaire já tinha quarenta anos e sua amante, Emília Breteuil, Marquesa de Châtelet, mulher extremamente inteligente, vinte e oito anos, se refugiam no castelo de Cirey. Nessa época Voltaire escreveu "Micromegas", "Zadig" e "O Ingênuo", novelescas engraçadas .

Foi eleito em 1746 para a Academia Francesa, se separou da amante e voltou a fazer sucesso com uma série de tragédias.

Em 1751 aceitou o convite de Frederico II, imperador da Prússia e vai morar na Corte de Potsdam, onde vive três anos, mas depois de desentendimentos com o rei vai residir em Ferney.

Voltaire foi um dos mais importantes iluministas, conhecido como o campeão da liberdade individual. Disse a um de seus adversários: "Não concordo dom uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo".

Sua obra-prima é "Cândido ou o Otimismo", uma crítica a visão otimista do sistema criado pro Leibniz. Critica os governantes e a religião e imagina um país fictício, "O Eldorado", onde não havia maldades, padres, nem dinheiro, e sim paz, liberdade e solidariedade. Esse país ficaria em algum lugar da América do Sul, inacessível a Europa.

Foi dito que Voltaire preparou o mundo para a liberdade.

Profª. Edna de Oliveira