terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cristianismo Satânico


Não há problema algum de afirmar que a religião cristã é sem dúvida o próprio Satanás, Diabo, Satã; personagem tão temido pelos fiéis religiosos. Para entendermos o que diz essa afirmação, temos que, pelo menos sabermos o que é Satanás, Diabo, Satã. Não me refiro a pessoa espiritual do mal, personagem mitológico que entrou no cristianismo por intermédio do judaísmo, que por sua vez deve ao zoroastrismo tal crença. A palavra Satanás no grego, "satanas" significa "o Adversário". Satã no grego, "satan", "indeclinável". Já Diabo, também de origem grega, "diabolos", significa "caluniador". Assim é comum encontrarmos no novo testamento alguém se referindo ao imperador como Satanás ou outros. Os cristãos primitivos eram perseguidos por demais pelos imperadores romanos, por isso aqueles os chamavam de Satanás, ou seja, Adversário. A bíblia nunca menciona essas nomenclaturas se referindo a algum ser espiritual. Essa confusão se deu por causa da tradução que não se deu e sim uma transliteração.

Entendemos assim que Satanás ou Diabo é o mesmo que opressor, indeclinável, etc. Através de uma leitura histórica, fica fácil identificarmos o "Adversário" da existência. Esse "Satanás" sempre está relacionado com a política principalmente (não somente), pois através da política o homem é atingido em coletividade. Por isso Aristóteles afirmou que toda ética é política. A partir do momento que a Igreja começou a receber corpo de Instituição, passou também de presa para predador. A Idade Média não esconde nada a respeito disso. A religião foi o maior instrumento de opressão dessa época. Seu desejo pelo poder a cegou diante de barbáries. Em nome de Deus foram mortos, pela chamada "Santa Inquisição", muitos pensadores e pessoas que se opunham as idéias da religião. Um verdadeiro terror sondava os pensadores daquela época. Tudo pelo poder. Muitos mulheres foram queimadas como bruxas, as vezes somente por serem belas.

Mitos eram ensinados para manter a dominação cristã nas mentes humanas. O homem já nascia num mundo cauterizado pelo poder da religião, que cegava, alienava. Sempre que a conhecida igreja Católica Romana se via em perigos, o sangue era derramado ou havia grande oposição por parte dessa. A religião também esteve do lado de todos aqueles que defendem seus ideais. Dessa maneira a Igreja Católica se opôs ao Protestantismo e intrepidamente ao Comunismo, que era uma ameaça ao seu ninho. Esse último, enxergava o diabólico na religião de forma magnífica.

Não somente a Igreja Romana, mas o Protestantismo também foi satânico em muitos de seus atos. O reformador Lutero, em nome do poder, se opôs aos campesinato de sua época. A nobreza encontrou aliança nessa Reforma luterana. Já os ideais defendidos pela antiga burguesia se apoiaram no reformador Calvino e desenvolveram. Hoje, esses ideais oprimem a existência de bons homens - é o frio capitalismo que mata milhões por ano. O Protestantismo apoiava o sistema que permitia a opressão do proletariado pela burguesia. Não é a toa que Marx defendia a eliminação das classes sociais.

Triste saber que essa religião que prega salvação seja instrumento de alienação. Os movimentos pentecostal, neo-pentecostal e carismático são o Diabo desses nossos tempos. Alienam o homem fazendo com que ele só pense em "coisas espirituais" (mitos), enquanto o cosmos é dominado pela injustiça, fome, violência, miséria, indiferença e etc. O dinheiro está por trás desse caos e a religião, que é cega, corrobora com esse sistema. A conhecida "teologia da prosperidade" é um exemplo de capitalismo sujo em nome de Deus. Dá nojo ver tamanha alienação e desgraça. Outro pensamento que faz da religião cristã o Demônio em pessoa, é a sua oposição ao sistema político/econômico comunista. A falta de visão horizontal dos religiosos comprova essa alienação que tanto afirmo. Marx estava correto quando afirmou que a religião é o ópio do povo. Freud estava inspirado quando disse que a religião é a neurose das massas. Esses homens foram verdadeiros profetas que conseguiram enxergar a realidade da existência. Marx me faz lembrar dos profetas do velho testamento que enfrentaram a religião em nome da sua ética.

Tiro meu chapéu para homens como Gustavo Gutiérrez, Rubem Alves, José Miguez Bonino, Leonardo Boff e outros que, além de enxergarem os problemas sociais que afetam o mundo, lutaram dentro dessa religião, como polemistas, por uma mudança de mentalidade religiosa.

Se a teologia deve estar ligada as necessidades existenciais do homem, o capitalismo deve ser perseguido por esta, pois ele oprime. Quando a religião cristã se cala diante do que está havendo no mundo e se preocupa somente com "salvação do espírito", além de alienada, ela se torna o próprio Satanás.

Para se libertar da alienação do cristianismo é preciso apenas uma coisa - pensar. O dia que o povo pensar as igrejas esvaziarão.

Prof. Yuri Almeida

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Stalin, Josef

Veja fotos de Stalin
Leia entrevista sobre URSS


Josef Stalin nasceu em Gori, cidade georgiana. Seu nome verdadeiro era იოსებ ბესარიონის ძე ჯუღაშვილი (Ioseb Besarionis Dze Djughashvili) em georgiano e Ио́сиф Виссарио́нович Джугашви́ли (Ióssif Vissariónovich Djugashvíli) em russo.

Stalin era filho de uma costureira e de um sapateiro. Como qualquer russo de sua época, teve uma vida difícil devido a ditadura e descaso social do regime tzarista.
Em seus estudos passou por um seminário. Quando jovem passou a participar de movimentos revolucionários contra os tzares, sendo inclusive preso. Em liberdade, esteve ligado aos bolcheviques, se aliando a Lênin e participando ativamente da Revolução Socialista Russa.

Com a morte de Lenin, Stalin disputou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, que seria o administrador na realidade da própria URSS com Trotski. Defendia que o socialismo deveria se fortalecer na URSS primeiro, visto que o Estado era desaparelhado e o povo vivia na miséria sócio-econômica. Trotski defendia que o socialismo deveria se espalhar pelo mundo até pela guerra. Na disputa, Stalin venceu e ficou sendo dirigente da URSS de 1922 até 1953, quando faleceu.

No poder, aplicou os planos qüinqüenais que consistia em investimento pesado na indústria de base e na planificação da economia de 5 em 5 anos. O plano econômico de planificar a economia deu certo e em pouco tempo a administração stalinista transformou a URSS numa potência econômica. Até o jornal britânico Manchester Guardian no dia 20/02/1936 dizia em editorial: “Um mundo cético tem de admitir que a propriedade coletiva está sobrevivendo, que criou uma nova forma de patriotismo e novos incentivos... ao trabalho. Pode não ser o socialismo primitivo ou dos profetas, mas funciona” (HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem, 1936)

Além de investimento na economia, Stalin aplicou um programa específico para a educação visto que a maioria da população era analfabeta. A educação na URSS atingiu graus eficientes não visto no mundo da época. Outro programa aplicado era uma campanha para elevar o padrão de vida dos soviéticos, acompanhada da construção de hospitais, centros de maternidade, creches, casas de descanso para operários, construção de parques, museus, clubes, etc. Profissionais como professores, médicos e enfermeiros passaram a ser valorizados nessa campanha para melhorar a vida do povo. Houve também investimento em laboratórios de pesquisa científica.

Os planos qüinqüenais e os programas sociais foram eficientes. De 1925 a 1929 a taxa de desenvolvimento da produção da indústria em países de desenvolvimento rápido como Polônia e França não ultrapassou 9% e menos de 4% nos EUA e Grã-Bretanha. Na URSS o desenvolvimento da indústria estatal chegou a mais de 20% e de toda indústria de cerca de 18%. A disparidade de crescimento em relação a países de economia de mercado era visível. A causa desse desenvolvimento era a distribuição de renda e a planificação econômica.

Em termos militares, a URSS se tornou uma potência rápida, com uma indústria bélica respeitada. Inclusive, o exército nazista esteve vencendo a 2ª Guerra até chegar em Stalingrado, local onde o resultado da guerra reverteu.

Stalin não era um homem de guerra como seus inimigos o pintaram, inclusive Trotski. Em 1939 Stalin fez um acordo com Hitler, Pacto Ribbentrop-Molótov, no qual a URSS não participaria de combates militares. Em 1945 Stalin assinou os Acordos de Yalta se comprometendo em não fazer revoluções socialistas em países capitalistas, cumprindo. Em 1949 foi criada a OTAN para atacar países socialistas. Stalin foi pressionado a criar um bloco de defesa, mas ele negou a entrar nesse jogo, sendo que o Pacto de Varsóvia foi criado após sua morte. Havia provocações do lado capitalista na Guerra Fria, como a Doutrina Truman, mas Stalin não respondia a tais atitudes.
Acusado de genocida, hoje na Rússia há um movimento revisionista que contesta a ditadura stalinista. O historiador contemporâneo Domenico Losurdo ressalta em suas obras que houve uma propaganda contra Stalin na Guerra Fria e por inimigos como Trotski para demonizar a figura do ótimo administrador abalando as estruturas do socialismo. Até seu sucessor, Khruschev, usou dessa propaganda para se promover. Tal revisionismo tem encontrado fraudes em documentos e atualmente livros didáticos na Rússia colocam Stalin como exemplo de administração pública. Há pouco tempo o neto de Stalin, Yevgeny Dzhugashvilli, tentou processar um jornal por difamar a imagem de seu avô. O próprio Primeiro-Ministro, Vladimir Putin, participa de um movimento pró-Stalin. Há movimentos jovens que salientam a importância de Stalin no desenvolvimento da URSS, sendo que hoje a Rússia tem uma desigualdade social clara, bolsões de miséria e lacunas na educação, saúde, moradia e até segurança.

No dia 05/03/1953 Stalin faleceu, sendo a causa por uma hemorragia cerebral. Não se encontrou no mundo ainda um governmo socialista tão eficiente, sendo que os sucessores de Stalin deram abertura a economia de mercado e não aplicaram planos quinquenais, viciando o sistema e ruindo a URSS.

Prof. Yuri Almeida

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

2ª Guerra Mundial

Os alemães cruzaram a fronteira da Alemanha no dia 1º de setembro de 1939. As forças a alemãs espalharam-se na Polonia em apenas uma semana.

Um Stuka alemão mergulha soltando bombas em cima de Varsóvia, na Polônia.

Metralhadora alemã. Costa da Noruega.

Infantaria alemã na Noruega atrás de um panzer. Desconforto numa guerra sobre os gelos.

A esquerda, paraquedistas alemães descem nos Países Baixos no primeiro dia da guerra relâmpago no Ocidente, 10 de maio de 1940. À direita, tropas alemãs atravessam os canais holandeses para cercar exército do país.


Esse canhão andava sobre trilhos e necessitava de 2.500 homens para fazer essa coisa funcionar. O canhão tinha 274 mm e podia atirar projéteis de até 7 toneladas, o alcance com cargas menores chegava a 37 quilômetros. Abaixo vídeo do canhão.


Destruição em ferrovia. Um estrago desse tamanho só é possível com uso de bombas aéreas.


Bomba atômica atirada em Hiroshima e Nagasaki. O efeito cogumelo é impressionante. Até hoje gerações sentem o efeito dessa bobagem praticada pelos EUA contra o Japão. Os EUA lançaram essa bomba quando a 2ª Guerra já estava praticamente vencida pelos Aliados. O motivo era dar um recado a URSS sobre seu poderio bélico.

1ª bomba atômica. No dia 6 de agosto de 1945, Hiroshima no Japão recebeu uma bomba atômica. Às 8h15m17s ela foi lançada por um avião americano. A bomba explodiu a 617 metros do solo, sobre o centro da cidade. A temperatura chegou a 5,5 milhões de graus centígrados. Tudo o que se encontrava a 500 metros do epicentro da bomba foi incinerado. Quase ninguém sobreviveu num raio de 800 metros. Menos de uma hora depois da explosão, mais de 60 mil pessoas haviam morrido.
A explosão liberou enorme quantidade de radiação. Ao todo, morreram cerca de 300 mil em conseqüência direta do ataque. Quem não morreu queimado, sofreu mais tarde com os efeitos da radiação (queda dos cabelos e câncer são os mais comuns).
Três dias depois, em 9 de agosto, a operação se repetiu em Nagasaki, na ilha de Kyushu, também no Japão. Quarenta mil habitantes da ilha morreram. Isso porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade.

Bomba Atômica lançada em Nagasaki, em 9 de Agosto de 1945. Foi chamada de «Fat Man» por ser maior do que a utilizada em Hiroshima. Em vez do urânio utilizado em Hiroshima, o engenho de Nagasaki utilizou plutónio e o processo era de implosão. A bomba era mais potente embora, devido às características de Nagasaki, teve um efeito menos devastador do que em Hiroshima, tendo no entanto provocado mais de 73 mil mortes. Nagasaki foi um alvo secundário. O bombardeiro B-29 sobrevoou a cidade de Kokura não tendo lançado a bomba devido ao fumo intenso, então mudou de rumo e seguiu para o segundo alvo: Nagasaki. Às 11.02 horas, largou a bomba carregada de plutónio sobre Nagasaki que tinha cerca de 240 mil habitantes

Primeira Bomba Atômica, feita de urânio.

Efeito da bomba, queimaduras por alta temperatura e radiação. Com certeza, a maior idiotice inventada pelo homem.

Nagasaki, 09 de agosto de 1945. Desolação e rendição incondicional.


Prisioneiros dos campos de concentração nazista. Nota-se que as pessoas estão bem magras, sinal de que faltava alimento na guerra, sendo os prisioneiros os primeiros a sofrer. Israel usou essas fotos para disseminar a idéia de um holocausto. Conquanto, é fácil notar que as pessoas morriam de fome e não em câmaras de gás.


Batalha de Stalingrado. Foi nesse momento que o Eixo começou a perder a guerra, quando França já estava dominada e a Europa conquistada. A URSS foi a grande responsável pela virada de jogo que houvera na 2ª Guerra, com a derrocada nazista.

Batalha de Stalingrado

Batalha de Stalingrado

Uma coisa não se pode negar, o povo soviético defendeu seu país com um patriotismo imensurável.



A 2 ª Guerra também foi uma guerra naval.


DIA D. Em 1944 Inglaterra e EUA invadem a Normandia, para libertação da França dos nazistas. O eixo perdia batalhas em toda Europa.

Momento de descontração .


Ataque a Pearl Harbor. O Japão ataca essa base dos EUA no Pacífico, introduzindo os Yankes na 2ª Guerra.

Pearl Harbor

Tropas alemãs na URSS em novembro de 1942. Deslocamento de blindados alemães perto da cidade de Kursk, URSS. Foi a maior batalha de tanques da história. Os tanques alemães PZKW-111 Especial atravessam uma planície com a relva em chamas provocadas por tiros soviéticos.


Cova coletiva aonde foram jogados presos de guerra que estavam em campos de concentração nazista.

No alto, em junho de 1945, depois de perder cerca de 110.000 homens, os japoneses se rendem. No centro, os B-29 sobrevoando Yokahama. Abaixo, bombardeios norte-americanos devasta parque industrial japonês.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

1ª Guerra Mundial

Destruição causada por bombas aéreas.

Soldados em momentos sem conflitos. Num período de guerra não é todo tempo que tem conflitos entre exércitos.

Tanque Renault

Bala de canhão. Provavelmente essa bala não ativou explosão, o que é difícil de acontecer na tecnologia bélica de hoje.

Soldado em momento de descontração.


Aviões alemães. Essa cruz foi utilizada posteriormente pelo nazismo ainda.

Comboio dos aliados (Inglaterra, França e Rússia).

Comboio alemão.

Cidade destruída pela guerra. Isso indica que muitos civis perderam suas casas, escolas, hospitais e prédios públicos destruídos.

Trincheiras.


Marechal alemão Von Hindenburg

General Pershing, comandante americano

Tiroteio de canhões em atividade.

Tanque britânico.