quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rev. 18 do Forte de Copacabana e Rev. Paulista de 1924


Revoltas Tenentistas do 18 do Forte de Copacabana e Paulista de 1924. Documentário acompanhado por uma trilha sonora bem metal.

Coluna Prestes


A Coluna Prestes foi a maior marcha revolucionária do mundo. Os combatentes andaram 25 mil Km conscientizando a população brasileira sobre os males da República Velha. Documentário acompanhado por uma trilha sonora punk.

República Velha


Vídeo didático sobre a República Velha. Entenda o que foi coronelismo, oligarquias, café com leite, política dos governadores, voto de cabresto, etc.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Holocausto Judeu

Ainda no séc. XIX, Theodor Herzl formulou mediante a obra Der Judenstaat (O estado judaico) o Sionismo, que é um conjunto de idéias que culmina num movimento político-direitista de autodeterminação do povo judeu, uma espécie de nacionalismo judaico. Após a 2ª Guerra, o movimento ganhou força se estribando no chamado Holocausto, afirmando que 6 milhões de judeus foram sacrificados em campos de concentração nazistas. A partir daqui, o estado de Israel é criado por resolução da ONU.


O Holocausto é uma interpretação histórica baseada no sionismo e difundida no Ocidente com intuito de demonizar o nazismo. Vejamos alguns pontos para se indagar.

Houve os campos de concentração, há fotos e documentos inclusive dos nazistas. Mas esses campos eram matadouros ou prisões políticas? Se eram matadouros por que tantos judeus sobreviveram? O movimento sionista afirma que foram mortos 6 milhões de judeus, mas não há documentos que comprovem esse número. Pelo contrário, o que há de registro indica que foram mortos mais soviéticos do que judeus, além de ciganos e aliados em geral. Não havia aparato (câmaras de gás, crematório, etc) para matar 6 milhões de pessoas em campos de concentração e nem foram encontrados tantos corpos assim, além de haver evidências forenses de que esse número é exagero. Os campos de concentração eram prisões políticas. Olga Benário Prestes esteve em um campo, aonde deu a luz a sua filha, Anita Prestes, que está viva até hoje.

Sobre as câmaras de gás, há controvérsias sobre tal utilização. Auschwitz, que fica na Polônia, foi analisada pelo técnico americano Fred Leuchter, que concluiu que tal engenharia não era um campo de extermínio por gás. O mesmo engenheiro foi pressionado a mudar tal laudo. Ainda há evidências de que Auschwitz poderia ser um centro de internamento e parte de um complexo manufatureiro de grande escala. Combustível sintético parece ter sido produzido lá e seus prisioneiros foram utilizados como mão-de-obra. Não houve campos de concentração na Alemanha, somente nas cercanias.


Campos de concentração não foram uma invenção nazista. Durante a Guerra dos Bôeres (1899-1902), os britânicos erigiram o que eles chamaram “campos de concentração”. Atrocidades em guerras são fatos comuns a história. Na 2ª Guerra todos os grupos cometeram crimes de guerra, inclusive EUA, URSS e Inglaterra. Porém, o Tribunal de Nuremberg julgou a derrocada, não os vitoriosos. Alguém foi condenado pela bomba atômica? Isso é praticável até hoje. Israel comete diariamente crimes de guerra contra os palestinos.

Fica uma pergunta no ar: os soviéticos foram para os campos de concentração por que eram inimigos de guerra, mas e os judeus? Hitler considerava os judeus uma ameaça direta à segurança nacional. Os judeus eram considerados por muitos alemães como agentes de corrosão da economia e cultura alemãs, afetando a sociedade germânica. Qualquer grupo considerado de risco a segurança nacional, numa época de espionagens, eram enviados para as prisões. Isso não significa que eram mortos, mas as fotos nos revelam que faltava comida e muitos morriam de doenças e pestes, principalmente tifo. Tal não acontecera somente na 2ª Guerra. Falta de comida e medicamentos em guerras é comum e os primeiros a sentir são os prisioneiros.
É verdade que muitos judeus morreram nessas prisões nazistas, mas milhares foram evacuados para a URSS ou imigraram para a América e outras partes do mundo, o que acontece em qualquer guerra. Houve muito mais refugiados do que presos.

O interessante é que não há registro de que Hitler ordenou extermínio em massa. O comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, confessou em Tribunal após a Guerra tais extermínios e até detalhes de genocídios. Não obstante, posteriormente, um dos interrogadores admitiu que Höss confessara tudo sob tortura.
O revisionismo ainda sofre perseguição, apesar de ser apenas uma tentativa científica de análise histórica, visto que, a historiografia resulta de interesses maiores, principalmente político e econômico. Há na internet material revisionista e até uma editora brasileira que publica livros no assunto, porém ainda se encara o assunto com preconceito.
A historiografia ocidental tem a necessidade de demonizar os inimigos da vossa política e economia. Fizeram isso com Hitler, mas também com Stalin, Mao-tsé Tung, Fidel Castro, Che Guevara, Saddam Hussein, Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chavez, o EZLN, as FARC, MST, IRA e qualquer grupo ou líder que possa resistir ao imperialismo. Não é apenas a historiografia que encontra resistência na sua análise, mas também o jornalismo, a assistência social, ongs de interesse oposto ao capital, etc são cerceadas constantemente em nome do SISTEMA.
Historiografar é uma arte que vai além do que os poderosos ditam, é uma perícia, uma dialética maiêutica.
Prof. Yuri Almeida

sábado, 19 de dezembro de 2009

Bárbaros


O termo “bárbaro” era usado pelos romanos para todos os povos que falavam uma língua incompreensível, cuja civilização era ainda primitiva, não pertenciam à civilização romana, vivendo além das fronteiras do Império, e se mostravam rebeldes à sua cultura.

Os cinco principais grupos bárbaros eram: os celtas (povos de língua indo-européia, que habitavam principalmente as ilhas Britânicas); os germanos (também indo-europeus que povoavam a Escandinávia e a Germânia); os eslavos (igualmente indo-europeus, estabelecidos nas planícies da Rússia atual); os árabes (povos de língua semita, que ocupavam a Península Arábica); os berberes (povoavam o norte da África) e os tártaro-mongóis (provenientes das estepes da Ásia Central).

No final no séc. IV teve início a grande ofensiva bárbara que quebrou a resistência imperial. Hábeis no manejo de armas, os germanos foram responsáveis pelas primeiras invasões e os que mais se destacaram nestas. Isolados da cultura mediterrânea em suas terras na Europa Setentrional, não haviam deixado ainda a agricultura seminômade e o pastoreio. Viviam em pequenas aldeias, dedicavam-se à agricultura, à criação de animais, à caça e à pesca; possuíam um artesanato rudimentar e praticavam o comércio de troca de produtos. A união de várias aldeias formava uma tribo, cujo chefe, o Koenig (rei), tinha por principal função a guerra. Nos períodos de paz, seu poder era limitado por um Conselho, constituído pelos chefes das aldeias. Os germanos eram dotados de alta estatura, olhos azuis e cabelos louros. Vestiam-se com peles de animais e tecidos grosseiros; moravam em cabanas rústicas. Sua religião era politeísta com os deuses ligados às forças da natureza. Não conhecendo a escrita, estavam ainda na pré-história.

Os principais povos germânicos foram: os francos, estabelecidos nas margens setentrionais do Reno; os saxões, localizados às margens do Mar do Norte; os vândalos, estabelecidos às margens do Mar Báltico; os visigodos, ocuparam as regiões do baixo Danúbio; os ostrogodos, dominavam as terras localizadas ao norte do Mar Negro; os suevos, encontrados às margens do rio Elba; os anglos; os lombardos, localizados na região atravessada pelo rio Oder.

Os godos eram os mais civilizados dos germanos, pelo contado constante mantido com o mundo romano. Desde muitos séculos os germanos constituíam um perigo para os romanos. No séc. I a.C., Mário teve que combate-los e Júlio César enfrentá-los para fazer do Reno a fronteira da Gália. Augusto pretendeu conquistar a Germânia, a fim de resolver de maneira radical o grande problema, mas fracassou, fazendo com que os imperadores que o sucederam adotassem uma política defensiva, limitando-se a consolidar a fronteira do Reno e do Danúbio, através da construção dos limes (muralhas). Tais medidas não impediram as infiltrações pacíficas dos germanos no mundo romano, na qualidade de escravos, colonos, soldados; em certos casos, tribos inteiras obtinham permissão de se fixarem nas terras do império, como federados. Assim o mundo romano sofreu uma lenta barbarização, antes mesmo das grandes migrações do séc. IV. Tal fato contribuiu para debilitar a própria defesa do Império, quando no final daquele século começaram as invasões violentas, que haviam de se prolongar por mais de cem anos.

O deslocamento das tribos germânicas, do norte para o sul da Europa, é em grande parte explicado pelo crescimento de sua população, fato que levou aqueles povos a procurar territórios com terra fértil e um melhor clima. A principal causa das grandes invasões sobre o mundo romano foi o deslocamento para a Europa dos povos tártaro-mongóis (dos quais destacaram-se os hunos), provenientes da Ásia Central. Os godos foram os primeiros a sofrer o impacto dos hunos: os ostrogodos submeteram-se, mas os visigodos atravessaram o Danúbio (376 d.C.) em busca de proteção. Os romanos lhes concederam terras nos Bálcãs em troca de serviços militares. Em 378 d.C. os visigodos revoltaram-se e na Batalha de Andrinopla derrotaram os romanos. Teodósio, hábil político, aceitou-os como federados instalando-os na Dácia, dando-lhes autonomia e admitindo seus chefes em sua própria corte. Alguns anos após sua morte, os godos ocupam o Império do Oriente. Para afastá-los de Constantinopla, os romanos têm que lhes pagar forte tributo. Em 410 d.C., sob a liderança de Alarico, os visigodos abandonam os Bálcãs e invadem a Itália, onde apoderam-se de Roma. Após a morte de Alarico, sob o comando de Ataulfo, os visigodos abandonam a Itália devastada e invadem a Gália. Em 413 d.C. e não recebendo os víveres prometidos pelos romanos, devastam toda a região. A Aquitânia e o norte da Península Ibérica são ocupados em 414 d.C. Neste período mais de cem mil germanos invadiram o Império pelo norte, cruzando o Reno e os Alpes: suevos, alanos e vândalos arrasaram tudo que encontravam no caminho, devastaram a Gália e passaram à Península Ibérica, onde enfrentaram os visigodos.

Os vândalos ocuparam a Andaluzia e passaram à África, tomando Cartago e as ilhas do Mar Tirreno. Senhores de poderosa frota, devastaram e saquearam Roma em 455 d.C. A grande invasão de 406 d.C. possibilitou o estabelecimento de várias tribos germânicas em regiões desguarnecidas do Ocidente Romano: os anglos e os saxões estabeleceram-se na Inglaterra, os burgúndios ocuparam as margens do Saona, os alamanos se radicaram na Alsácia. Neste momento, os hunos, após terem destruído o “Império” dos ostrogodos, marcharam para o oeste, estabelecendo-se, provisoriamente, na região do Danúbio, tomando toda a região, de onde se voltaram para o ocidente em 450 d.C. À frente de um numeroso exército, Átila destrói Metz, Reims, Troyes, partindo para o sul, onde ocupa Orleans, na porta meridional da Gália.

Alanos, burgúndios, francos e visigodos, sob a liderança de Aécio e Teodorico, defendem o Ocidente. Este exército bárbaro-romanizado retoma Orleans e força Átila a se voltar para o noroeste. A partir de então, os bárbaros tomam plena consciência de sua força no Baixo Império: enquanto o governo imperial agoniza no ocidente, eles o sucedem. Em 476 d.C. Odoacro, chefe de mercenários bárbaros, a serviço de Rômulo Augústulo, imperador de Roma, depõe o próprio imperador, solicitando do governo de Constantinopla a autorização de governar a Itália. Entretanto, quem dominou a Itália foi Teodorico, chefe dos ostrogodos, que à frente de seu povo estabeleceu-se na Península e fundou um novo reino em 493 d.C. Em princípios do séc. VI o que fora o Império Romano do Ocidente tornou-se um mosaico de pequenos reinos bárbaros: o dos visigodos, na Península Ibérica; o dos ostrogodos, na Itália; o dos vândalos, no noroeste da África; o dos francos, na Gália; os dos anglo-saxões na Inglaterra; o dos burgúndios, na média e alta bacia do Rio Ródano.

As últimas migrações dos germanos verificaram-se na segunda metade do séc. VI, quando os lombardos, pressionados pelos ávaros (povos das estepes asiáticas), buscam refúgio na Itália. Conduzidos por Alboim, os invasores dominam as cidades do norte da Itália, tornando-se senhores da Planície do Pó e da Toscana em 576 d.C.; infiltraram-se mais tarde para o sul, tomando as regiões de Espoleto e Benavento; em 602 d.C. conquistam Pádua; em 640 d.C. Gênova; em 675 d.C. Tarento; formaram assim o Reino Lombardo.

As conseqüências das migrações bárbaras e seu estabelecimento no Ocidente foram profundas. A ruptura da paz romana teve resultados desastrosos nos planos político, social, econômico e cultural. Na ordem política, as migrações provocaram a destruição do Império Romano do Ocidente. Sob o ponto de vista econômico, as transformações também foram consideráveis: as guerras contínuas e a falta de segurança provocaram a paralisação do comércio e declínio das cidades com a fuga da população para o campo; o uso da moeda tornou-se raro; ocorre a volta à economia agrícola. Sob o ponto de vista cultural, a regressão foi sensível: embora vitoriosos, os guerreiros germanos custaram a assimilar a civilização romana. Constituíram a classe dominante, formando uma aristocracia militar, que não podia adaptar-se à vida intelectual e artística romana. Imitavam a forma de vida dos vencidos, embora modificada pela contribuição devida as suas respectivas culturas.

Pouco a pouco se foi realizando nos reinos bárbaros uma ressurreição dos costumes e tradições romanas. Ao lado da civilização romana que tendia a renascer, subsistiram, sobretudo durante os primeiros séculos da Idade Média, os costumes dos conquistadores. Difundiu-se no Ocidente, um novo tipo de civilização, com elementos herdados de Roma e outros provenientes dos germanos; a maior ou menor romanização dependia da profundidade da ocupação anteriormente realizada por Roma. A Igreja, através da conversão, contribuirá para a aproximação e fusão das populações do Ocidente. Ela será a herdeira da civilização latina; em dois séculos de constantes esforços imporá a todo o Ocidente a unidade católica e a língua latina, dois elementos fundamentais da civilização romana, herdados pelos bárbaros.

A maioria dos reinos bárbaros teve vida curta.

Fontes

BIBLIOTECA DO ESTUDANTE MODERNO. Difusão Cultural do Livro. Volume 3. História Geral. Bloco 5. Capítulo 2. Págs. 16 a 18. São Paulo: 2000.
ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL. Volume 2. Págs. 1150 e 1151. Editora Delta S.A. Rio de Janeiro: 1980.

ENCICLOPÉDIA BARSA. Encyclopaedia Britannica Editôres. Volume 3. Págs. 35 a 38. Rio de Janeiro, São Paulo: 1971.


Por Nilton Cezar Ribeiro

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vikings

A era Viking tem início no final do séc. VIII, com as primeiras invasões, e termina no final do séc. XI com a cristianização. Habitantes da Península Escandinava, de origem indo-européia de ramificação nórdica, sendo ancestrais dos noruegueses, suecos e dinamarqueses.
Desde a Idade da Pedra, as primeiras tribos já se haviam estabelecido na Noruega e na Suécia. Até o fim do séc. VIII faziam incursões ao Báltico; mas somente na época de Carlos Magno começaram a atravessar o oceano e a atacar os cristãos no ocidente.

Bravos navegadores e guerreiros, hábeis artesãos e ousados comerciantes. Dedicavam-se à caça da baleia, ao comércio de peles e sobretudo, à pirataria. O termo viking tem sua origem na palavra em sueco antigo vik (baía ou enseada), e significa “expedição guerreira feita pelo mar”.

Comunicavam-se em um dialeto germânico, o velho nórdico, e usavam o alfabeto rúnico, geralmente gravado em pedras. Ao contrário do que se pensa, os vikings não eram bárbaros rudes e iletrados. Antes mesmo da chegada dos missionários cristãos, já tinham aprendido a escrever e compor grandes poemas épicos, estes transmitidos pelos skalds (trovadores/menestréis escandinavos). Estes poemas fornecem informações importantes sobre costumes, crenças e normas éticas dos antigos escandinavos.
Armaria: portavam armaduras, cotas de malha, elmos (mas sem os chifres com que são fantasiosamente caracterizados) e escudos, geralmente redondos ou retangulares, para proteger boa parte do corpo. Já para o ataque dispunham de lanças, espadas e machados.

Eram os melhores construtores de embarcações de toda Europa da época. Seus navios, os drakkars, eram de madeira, (com escudos pendurados nas amuradas e ornados na proa com carrancas de dragões ou serpentes) leves, velozes e fáceis de manobrar. Sendo utilizados para o transporte, para o comércio e para guerra.

Realizavam invasões, incêndios e pilhagens. Algumas vezes aceitavam abrir mão das pilhagens em troca do pagamento de um tributo. Sendo as causas dessas invasões o aumento de sua população (devido à melhora do clima e redução da mortalidade, além da poligamia) e a escassez de alimentos, que forçou a busca de mais terras e novas fontes de renda, além disso, vários delitos eram punidos com o exílio.

Os vikings suecos, chamados de varegues ou varegos, eram grandes comerciantes e perigosos guerreiros que atacaram a área ao longo dos rios da Alemanha, estabeleceram-se nas costas do mar Báltico e no golfo da Finlândia. Conquistaram a região hoje correspondente ao oeste da Rússia, construindo fortes que logo se transformaram em aldeias e centros de comércio. A partir daí partiram em direção ao sul do mar Negro, entrando no Bósforo. Atacaram Constantinopla no início do séc. X, chegando até Bagdá e Samarcanda. Eram poucos para manter sua identidade cultural na vastidão da faixa territorial conquistada. Por volta do ano 1000 d.C. tinham-se mesclado completamente com os povos eslavos.

Os vikings dinamarqueses atacaram a Inglaterra (esses ataques tiveram início no final do séc. VIII e continuaram por mais de 300 anos), França (Normandia e Provença, onde entraram em combate contra os francos), Espanha, Portugal e outras regiões da costa do mar Mediterrâneo, como as ilhas Baleares e a Itália, além de derrotarem os mouros em Marrocos. Viajaram pela maior parte da Europa Ocidental. Em todos os lugares que invadiam exigiam o pagamento de pesados tributos, o chamado danegeld.

Os vikings noruegueses viajaram para as ilhas Shetland, ilhas Faroé, ilhas Hébridas, ilhas Órcades, Irlanda (onde fundaram Dublin no ano de 840 d.C.), Escócia, Islândia, Groenlândia (conquistada por Eric, o Vermelho em 982 d.C.) e Vinlândia (entre a Península do Labrador, no Canadá, e a Terra Nova, nos EUA; conquistada por Leif Ericson por volta do ano 1000 d.C.).

A economia local baseava-se na agricultura, no comércio local e internacional e no artesanato. Os materiais usados na confecção de roupas eram a lã, o linho, as peles de animais e, em alguns casos raros, a seda. Destaque para a criação de jóias feitas de bronze.
A sociedade escandinava era dividida em três grupos: aristocracia (realeza e nobreza), “pré-burguesia” (proprietários de terras e comerciantes) e servos (camponeses, artesãos e escravos).

Cabiam as mulheres a responsabilidade da casa e da educação das crianças. Em razão da ausência dos homens durante longos períodos, elas eram frequentemente responsáveis pela comunidade.
As principais bebidas alcoólicas eram a cerveja, o vinho, o hidromel (feito de mel e água) e o bior (vinho de frutas).

Os vikings eram politeístas, sendo seus deuses ligados à natureza e relacionados à guerra, à agricultura e à fertilidade. Nas crenças vikings não existiam dogmas, os ritos eram praticados na natureza, geralmente nos equinócios e solstícios, sem a necessidade de erigir templos. Destaca-se o culto aos ancestrais e a magia. A mitologia viking desapareceu, como a maior parte das crenças pagãs do norte da Europa, a partir do ano 1000 d.C., com a cristianização.

Na história, os vikings permaneceram como uma experiência negativa que macula a memória da Europa, talvez por serem o último povo pagão invasor da Europa, deixando a impressão de serem tribos primitivas: ávidos, glutões, leais a seus chefes e irmãos, mas prontos à rebelião e ao fratricídio.

Fontes

ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL. Volume 14. Págs. 7975 a 7977. Editora Delta S.A. Rio de Janeiro: 1980.

ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 14. Págs. 84-B e 85. Encyclopaedia Britannica Editôres Ltda. Rio de janeiro, São Paulo: 1971.

REVISTA HISTÓRIA VIVA. Págs. 28 a 49. Editora Duetto. Fevereiro de 2005.

Por Nilton Cezar Ribeiro

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Celtas

Eram povos brancos guerreiros que surgiram na Europa Central (provavelmente no sudoeste da Alemanha) no II milênio a.C., na época do Bronze Tardio, espalhando-se pelo continente na Idade do Ferro. Suas origens são obscuras. Parecem resultar da fusão de agricultores descendentes dos danubianos neolíticos e dos pastoralistas vindos das estepes.

Organizados em tribos (em grande maioria viviam em aldeias fortificadas), sua organização social tinha como unidade básica um grupo extenso de famílias aparentadas, que partilhavam suas terras agrícolas, mas arrendavam seu gado independentemente do rei ou dos nobres. Eram monogâmicos, mas admitiam o concubinato.

O tuath (reino) era estruturado em classes: realeza, nobreza e Servos (camponeses artesãos e escravos). Além dessa estrutura secular, a unidade cultural era assegurada por uma hierarquia de sacerdotes (druidas). Normas complexas de mobilidade social nunca lhes permitiram atingir a estabilidade política; era constante o estado de turbulência.

Grupos de guerreiros, comandados por um chefe, faziam freqüentes investidas contra localidades próximas. Foram na guerra muito bravos, porém indisciplinados na vida civil.
No séc. VII intensificaram o comércio principalmente com gregos e etruscos. Seu centro principal de poderio expansionista situava-se na região do alto Danúbio (Boêmia e Baviera). Conquistaram a Gália, parte da Península Ibérica, as Ilhas Britânicas e largas áreas da Europa Central. No séc. II a.C., a hegemonia celta, mantida desde o séc. V a.C., cede lugar à dos povos de línguas germânicas, e os romanos lhes impõem sua supremacia.

Os celtas tinham uma forma primitiva de escrita chamada ogam, encontrada apenas em algumas inscrições em pedra. As línguas célticas (um ramo da família lingüística indo-européia) possuem dois troncos derivados do grupo centum: o celta goidélico, mais antigo, de onde derivam o irlandês e o gaélico; e o celta galo-britânico, falado pelos gauleses e bretões, de onde derivam o gaulês e o bretão. A maioria das informações que temos sobre os provêm de antigos autores gregos e romanos e de ruínas das localidades onde os celtas se estabeleceram.
Sua religião era politeísta e os ritos realizavam-se ao ar livre, fortemente impregnados de magia, alguns exigindo sacrifícios humanos. Destacaram-se na arte, principalmente na criação de jóias.

Fontes

ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL. Volume 4. Pág. 1881. Editora Delta Universal S.A., Rio de Janeiro: 1980.

ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 4. Págs. 181 e 182. Encyclopaedia Britannica Editôres Ltda. Rio de Janeiro, São Paulo: 1971.

Por Nilton Cezar Ribeiro