quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Signos?

A astrologia é a “arte” de prever o futuro pelos astros. Mas isso é cientificamente irrelevante. Os astros têm influência direta sobre a Terra, mas são fenômenos naturais, não místicos. Por exemplo, a lua influencia a maré das águas, não é nada espiritual e sim um fenômeno da natureza.

A astrologia ocidental pode ser atribuída às teorias e práticas dos caldeus e babilônios de 2000 a.C. em diante. Em seu início, a astrologia era uma tentativa para se fazer uma aplicação prática das observações e cálculos astronômicos às atividades humanas.

Para a astrologia, o firmamento está dividido em doze partes, chamados signos. Todos esses signos juntos formam o zoodíaco, que significa “círculo de animais”. Praticamente para a astrologia, de 30 em 30 dias, um signo está presente no céu. Acreditam então (os astrólogos) que, o signo sob o qual uma pessoa nasce, determina sua natureza e caráter. Há pessoas que crêem nisso de forma supersticiosa, sem procurar encontrar uma explicação científica ou mesmo lógica do por quê de tal determinação astral.

Crer nessa influência dos signos é misticismo, nenhuma vertente das ciências comprovou que as estrelas determinam caráter de ninguém. Na realidade, os signos fazem parte da mitologia grega e só acredita nisso quem a desconhece.

Vejamos o por quê de alguns signos:

ÁRIES: Frixus sacrificou o carneiro de ouro a Zeus (principal deus grego), então esse último colocou o animal sacrificado no firmamento.

TOURO: Zeus assumiu a forma de um touro para conquistar a Europa, uma princesa.

GÊMEOS: Entre os dias 21 de maio a 21 de junho, as duas estrelas que mais brilham são Castor e Pólux, nome dos Deuses gêmeos na mitologia grega.

CÂNCER ou caranguejo: Um caranguejo mordeu Hércules e por isso foi esmagado, enquanto ele lutava com Hidra de Lerna. Como recompensa, Hera, inimiga de Hércules colocou o caranguejo no firmamento.

LEÃO: Hércules matou um leão, por isso ele foi para o firmamento em forma de constelação.

LIBRA ou balança: Uma deusa grega chamada Astraea colocou a balança no céu.

ESCORPIÃO: O escorpião era a serpente que picou Órion e o levou à morte. Órion virou uma constelação do sul e o escorpião um signo. (Parece ser uma explicação mitológica grega para a narrativa bíblica/mitológica hebraica de Adão).

PEIXES: Afrodite e Eros fugiam do monstro Typhon e se jogaram num rio, virando peixes.

Como vemos, esses signos são estórias do passado mitológico grego, portanto, sem valor científico. Porém devemos fazer separação entre o que é superstição e o que é científico. Os caldeus e babilônios, usando conceitos matemáticos mais complexos do que os conceitos que os egípcios possuíam, desenvolveram uma atividade astronômica(científica) completa com calendários.

A Astrologia muda de acordo com alguns povos. Os astecas criam em 20 signos. A Índia crê em doze signos, representados por animais que, de acordo com a mitologia, foram os únicos animais que despediram de buda antes de sua morte.

O que irá determinar nosso caráter e personalidade não são as estrelas, mas uma série de fatores como: família, educação, cultura, aspectos sociológicos, religiosos, etc.

O mundo tem sido invadido por crença mitológicas e místicas, apesar de estarmos vivendo numa era científica.

Referências Bibliográficas

CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de bíblia, teologia e filosofia.São Paulo: Candeia, 1997. V.6.

MATHER, George A. e NICHOLS, Larry A. Dicionário de religiões, crenças e ocultismo. São Paulo: Vida, 2000.


Prof. Yuri Almeida

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"E"


"E" é um desenho francês, ótimo para sala de aula, que mostra o Absolutismo, mas pode ser utilizado para aulas sobre política, ditadura, alienação das massas pelo Estado, etc.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bismarck, Otto von

Otto Eduard Leopold von Bismarck, Príncipe Bismarck-Schönhausen, foi um estadista prussiano, responsável pela unificação alemã. Segundo Bismarck os grandes problemas de sua época não deveriam ser resolvidos com discursos, mas a “ferro e sangue”.

Nascido no dia 1º de abril de 1815, em Schönhausen, Prússia, pertencia a uma família da nobreza rural local (Junker). Estudou direito nas universidades de Göttingen e Berlim, formando-se em 1835. Bismarck serviu no exército como tenente da guarda, mais tarde voltou-se para cuidar das propriedades de sua família. Em 1847 foi eleito para a Dieta prussiana. Seus discursos no parlamento (Reichstag), em 1849, chamaram a atenção do Rei Frederico Guilherme IV. Destacou-se pela arrogância, atitudes provocadoras e desdém pela opinião pública. Para os liberais era a encarnação do espírito medieval, o representante da reação e porta-voz do absolutismo. Para os Junkers, apresentava-se como eficiente defensor dos interesses da classe. Bismarck fez planos sobre o futuro Império Alemão (I Reich) enquanto ocupava o cargo de representante da Prússia na Dieta Germânica em Frankfurt, de 1851 a 1859. Foi embaixador de seu país inicialmente junto à corte russa e depois junto à corte francesa. Em 1862 foi chamado de volta à Prússia, para tornar-se primeiro-ministro e secretário de assuntos estrangeiros. A ascensão ao posto de primeiro-ministro foi produto do apoio que lhe prestavam as altas esferas militares prussianas.

Bismarck travou três guerras para unificar os Estados Alemães: contra a Dinamarca, em 1864; a Guerra das Sete Semanas, contra a Áustria, em 1866; e a Guerra Franco-Prussiana, entre 1870 e 1871. Depois da derrota de Napoleão III, o rei da Prússia foi coroado como Guilherme I, Imperador da Alemanha. Bismarck tornou-se chanceler do novo império, cognominado o Chanceler de Ferro.

O sucesso de Bismarck para conseguir a unificação alemã e o poder nacional baseou-se em uma política militar impiedosa e eficiente e uma grande habilidade diplomática. Devotou-se ao estabelecimento de uma rede de tratados com o objetivo de fortificar a posição da Alemanha na Europa.

Criou juntamente com a Áustria e a Itália a Tríplice Aliança, que durou até a Primeira Guerra Mundial. Sentindo que a posição da Alemanha poderia um dia ser ameaçada, assinou um tratado com a Rússia que garantia a neutralidade alemã em caso de um ataque à Rússia. Bismarck considerava a paz com a Rússia um ponto básico de sua política, pois desta forma a Alemanha não precisaria preocupar-se com uma guerra em duas frentes.

Guilherme II tornou-se imperador em 1888, afastando do cargo o chanceler, já idoso, porque tinha inveja de sua fama. Sendo-lhe concedido o título de Duque de Lauenburgo, Bismarck retirou-se para sua propriedade em Friedrichsruh, onde morreu em 30 de julho de 1898.

Fontes

ENCICLOPÉDIA BARSA. Encyclopaedia Britannica Editôres Ltda. Volume 3. Págs. 153 a 155. Rio de janeiro, São Paulo: 1971.

ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL. Editora Delta S.A. Volume 3. Págs. 1310 e 1311. Rio de Janeiro: 1980.

ENCICLOPÉDIA DIDÁTICA DE INFORMAÇÃO E PESQUISA EDUCACIONAL. Livraria Editora Iracema Ltda. 5ª Edição. Volume 2. Pág. 578. São Paulo: 1989.

Por Nilton Cezar Ribeiro.

História das coisas


Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais em conseqüência do consumismo. Vídeo produzido nos USA.

Escravidão Indígena no Brasil


No séc. XVI os indígenas foram utilizados como mão-de-obra escrava no Brasil.

Escravidão Negra no Brasil


O modelo de escravidão no Brasil a partir o séc. XVIII com a escravidão negra.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rev. 18 do Forte de Copacabana e Rev. Paulista de 1924


Revoltas Tenentistas do 18 do Forte de Copacabana e Paulista de 1924. Documentário acompanhado por uma trilha sonora bem metal.

Coluna Prestes


A Coluna Prestes foi a maior marcha revolucionária do mundo. Os combatentes andaram 25 mil Km conscientizando a população brasileira sobre os males da República Velha. Documentário acompanhado por uma trilha sonora punk.

República Velha


Vídeo didático sobre a República Velha. Entenda o que foi coronelismo, oligarquias, café com leite, política dos governadores, voto de cabresto, etc.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Holocausto Judeu

Ainda no séc. XIX, Theodor Herzl formulou mediante a obra Der Judenstaat (O estado judaico) o Sionismo, que é um conjunto de idéias que culmina num movimento político-direitista de autodeterminação do povo judeu, uma espécie de nacionalismo judaico. Após a 2ª Guerra, o movimento ganhou força se estribando no chamado Holocausto, afirmando que 6 milhões de judeus foram sacrificados em campos de concentração nazistas. A partir daqui, o estado de Israel é criado por resolução da ONU.


O Holocausto é uma interpretação histórica baseada no sionismo e difundida no Ocidente com intuito de demonizar o nazismo. Vejamos alguns pontos para se indagar.

Houve os campos de concentração, há fotos e documentos inclusive dos nazistas. Mas esses campos eram matadouros ou prisões políticas? Se eram matadouros por que tantos judeus sobreviveram? O movimento sionista afirma que foram mortos 6 milhões de judeus, mas não há documentos que comprovem esse número. Pelo contrário, o que há de registro indica que foram mortos mais soviéticos do que judeus, além de ciganos e aliados em geral. Não havia aparato (câmaras de gás, crematório, etc) para matar 6 milhões de pessoas em campos de concentração e nem foram encontrados tantos corpos assim, além de haver evidências forenses de que esse número é exagero. Os campos de concentração eram prisões políticas. Olga Benário Prestes esteve em um campo, aonde deu a luz a sua filha, Anita Prestes, que está viva até hoje.

Sobre as câmaras de gás, há controvérsias sobre tal utilização. Auschwitz, que fica na Polônia, foi analisada pelo técnico americano Fred Leuchter, que concluiu que tal engenharia não era um campo de extermínio por gás. O mesmo engenheiro foi pressionado a mudar tal laudo. Ainda há evidências de que Auschwitz poderia ser um centro de internamento e parte de um complexo manufatureiro de grande escala. Combustível sintético parece ter sido produzido lá e seus prisioneiros foram utilizados como mão-de-obra. Não houve campos de concentração na Alemanha, somente nas cercanias.


Campos de concentração não foram uma invenção nazista. Durante a Guerra dos Bôeres (1899-1902), os britânicos erigiram o que eles chamaram “campos de concentração”. Atrocidades em guerras são fatos comuns a história. Na 2ª Guerra todos os grupos cometeram crimes de guerra, inclusive EUA, URSS e Inglaterra. Porém, o Tribunal de Nuremberg julgou a derrocada, não os vitoriosos. Alguém foi condenado pela bomba atômica? Isso é praticável até hoje. Israel comete diariamente crimes de guerra contra os palestinos.

Fica uma pergunta no ar: os soviéticos foram para os campos de concentração por que eram inimigos de guerra, mas e os judeus? Hitler considerava os judeus uma ameaça direta à segurança nacional. Os judeus eram considerados por muitos alemães como agentes de corrosão da economia e cultura alemãs, afetando a sociedade germânica. Qualquer grupo considerado de risco a segurança nacional, numa época de espionagens, eram enviados para as prisões. Isso não significa que eram mortos, mas as fotos nos revelam que faltava comida e muitos morriam de doenças e pestes, principalmente tifo. Tal não acontecera somente na 2ª Guerra. Falta de comida e medicamentos em guerras é comum e os primeiros a sentir são os prisioneiros.
É verdade que muitos judeus morreram nessas prisões nazistas, mas milhares foram evacuados para a URSS ou imigraram para a América e outras partes do mundo, o que acontece em qualquer guerra. Houve muito mais refugiados do que presos.

O interessante é que não há registro de que Hitler ordenou extermínio em massa. O comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, confessou em Tribunal após a Guerra tais extermínios e até detalhes de genocídios. Não obstante, posteriormente, um dos interrogadores admitiu que Höss confessara tudo sob tortura.
O revisionismo ainda sofre perseguição, apesar de ser apenas uma tentativa científica de análise histórica, visto que, a historiografia resulta de interesses maiores, principalmente político e econômico. Há na internet material revisionista e até uma editora brasileira que publica livros no assunto, porém ainda se encara o assunto com preconceito.
A historiografia ocidental tem a necessidade de demonizar os inimigos da vossa política e economia. Fizeram isso com Hitler, mas também com Stalin, Mao-tsé Tung, Fidel Castro, Che Guevara, Saddam Hussein, Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chavez, o EZLN, as FARC, MST, IRA e qualquer grupo ou líder que possa resistir ao imperialismo. Não é apenas a historiografia que encontra resistência na sua análise, mas também o jornalismo, a assistência social, ongs de interesse oposto ao capital, etc são cerceadas constantemente em nome do SISTEMA.
Historiografar é uma arte que vai além do que os poderosos ditam, é uma perícia, uma dialética maiêutica.
Prof. Yuri Almeida