Cutrale, a bancada ruralista representada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), os deputados federais Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) tem se manifestado na mídia apresentando o MST como movimento terrorista. O que escondem é que são cerca de 4 mil hectares grilados de plantação de laranja só na área citada.A bancada ruralista ainda quer barrar ou rever o índice de produtividade, que é a forma constitucional de analisar a distribuição fundiária do país para possíveis cálculos orçamentários destinados a reforma agrária.
EUA evitaram presença de latifúndio e formulou uma lei de terras que proporcionou um crescimento econômico rápido. Alemanha, Espanha, França, Itália, Inglaterra, países escandinavos e até Japão, Israel e Irlanda fizeram reforma agrária. O momento de maior crescimento da antiga URSS foi com Stalin que realizou reforma agrária. Não há registro de país que realizou distribuição fundiária sem desenvolvimento sócio-econômico aparente. Não obstante, todos os países que não realizaram reforma agrária permanecem subdesenvolvidos e com desigualdade social imensurável.
É simples entender porque os latifúndios travam o crescimento econômico: concentra renda e deixa de aquecer o mercado interno. O agronegócio apresenta bons números no cenário de exportação, mas a agricultura familiar apresentaria um número superior de lucros com distribuição. Só para se ter idéia, na área ocupada pelo MST na Cutrale mais de 130 famílias poderiam estar assentadas produzindo alimentos.
Impossível haver desenvolvimento sócio-econômico aonde há alta concentração de renda. A bancada ruralista está certa de atacar o MST e a reforma fundiária, defendem seus interesses, legislam em causa própria.
O BRASIL precisa voltar a discutir as reformas de bases de Jango: reformas educacional, tributária, política, agrária e MUITAS OUTRAS. O Sistema vive para o Sistema e a população paga a conta. Até quando?
Prof. Yuri Almeida

