A astrologia é a “arte” de prever o futuro pelos astros. Mas isso é cientificamente irrelevante. Os astros têm influência direta sobre a Terra, mas são fenômenos naturais, não místicos. Por exemplo, a lua influencia a maré das águas, não é nada espiritual e sim um fenômeno da natureza.
A astrologia ocidental pode ser atribuída às teorias e práticas dos caldeus e babilônios de 2000 a.C. em diante. Em seu início, a astrologia era uma tentativa para se fazer uma aplicação prática das observações e cálculos astronômicos às atividades humanas.
Para a astrologia, o firmamento está dividido em doze partes, chamados signos. Todos esses signos juntos formam o zoodíaco, que significa “círculo de animais”. Praticamente para a astrologia, de 30 em 30 dias, um signo está presente no céu. Acreditam então (os astrólogos) que, o signo sob o qual uma pessoa nasce, determina sua natureza e caráter. Há pessoas que crêem nisso de forma supersticiosa, sem procurar encontrar uma explicação científica ou mesmo lógica do por quê de tal determinação astral.
Crer nessa influência dos signos é misticismo, nenhuma vertente das ciências comprovou que as estrelas determinam caráter de ninguém. Na realidade, os signos fazem parte da mitologia grega e só acredita nisso quem a desconhece.
Vejamos o por quê de alguns signos:
ÁRIES: Frixus sacrificou o carneiro de ouro a Zeus (principal deus grego), então esse último colocou o animal sacrificado no firmamento.
TOURO: Zeus assumiu a forma de um touro para conquistar a Europa, uma princesa.
GÊMEOS: Entre os dias 21 de maio a 21 de junho, as duas estrelas que mais brilham são Castor e Pólux, nome dos Deuses gêmeos na mitologia grega.
CÂNCER ou caranguejo: Um caranguejo mordeu Hércules e por isso foi esmagado, enquanto ele lutava com Hidra de Lerna. Como recompensa, Hera, inimiga de Hércules colocou o caranguejo no firmamento.
LEÃO:
Hércules matou um leão, por isso ele foi para o firmamento em forma de constelação.
LIBRA ou balança: Uma deusa grega chamada Astraea colocou a balança no céu.
ESCORPIÃO: O escorpião era a serpente que picou Órion e o levou à morte. Órion virou uma constelação do sul e o escorpião um signo. (Parece ser uma explicação mitológica grega para a narrativa bíblica/mitológica hebraica de Adão).
PEIXES: Afrodite e Eros fugiam do monstro Typhon e se jogaram num rio, virando peixes.
Como vemos, esses signos são estórias do passado mitológico grego, portanto, sem valor científico. Porém devemos fazer separação entre o que é superstição e o que é científico. Os caldeus e babilônios, usando conceitos matemáticos mais complexos do que os conceitos que os egípcios possuíam, desenvolveram uma atividade astronômica(científica) completa com calendários.
A Astrologia muda de acordo com alguns povos. Os astecas criam em 20 signos. A Índia crê em doze signos, representados por animais que, de acordo com a mitologia, foram os únicos animais que despediram de buda antes de sua morte.
O que irá determinar nosso caráter e personalidade não são as estrelas, mas uma série de fatores como: família, educação, cultura, aspectos sociológicos, religiosos, etc.
O mundo tem sido invadido por crença mitológicas e místicas, apesar de estarmos vivendo numa era científica.
Referências Bibliográficas
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de bíblia, teologia e filosofia.São Paulo: Candeia, 1997. V.6.
MATHER, George A. e NICHOLS, Larry A. Dicionário de religiões, crenças e ocultismo. São Paulo: Vida, 2000.
Prof. Yuri Almeida