sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Presidentes da República Velha
A política na República Velha beneficiava grupos oligárquicos, principalmente São paulo e Minas Gerais. Nesse período não houve avanços sociais no Brasil.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Crise de 1929
Há uma certa dificuldade de entender a Crise de 1929. Mas é fácil de entender. Precisamos compreender primeiro o momento histórico dos EUA na década de 1920. Posteriormente, conhecer o que é uma empresa SA e uma bolsa de valores. Assim, verems que os EUA viviam um momento de euforia econômica e uma crise na bolsa de valores de Now York, o que gerou uma depressão econômica jamais vivida em toda década de 1930.
Quando a 1º Guerra Mundial terminou, os EUA se firmaram como país mais rico do mundo, pois além de não terem sofrido fisicamente com os conflitos como aconteceu na Europa, eram os maiores produtores mundiais de aço, comida enlatada, máquinas, rádios, petróleo, carvão, tecidos, milho, chapéus, discos, fogões, brinquedos, etc. À cada 100 carros produzidos no mundo, 85 eram dos EUA. A classe média dos EUA tinha conforto. A publicidade ampliava o consumismo.
Na década de 20, o país era conhecido pelas festas e noites em que a burguesia e classe média se divertiam nas noites.
A indústria inventava constantemente novos bens de consumo. Surgiram os alto-falantes , que permitiam um som mais alto para festas. O jazz crescia nas boates. O povo norte-americano ia se viciando com festas e agito.
O capitalismo transformou tudo em mercadoria, em negócio, em fonte de lucro – o que aconteceu até com a diversão, através do cinema, principalmente em Hollywood. O rádio chegou aos EUA, levando informações a milhares de pessoas ao mesmo tempo.
Os EUA viviam um frenesi capitalista: a classe média ouvia rádio e discos, dirigia automóveis, dançava nas boates, jogava nos cassinos, comprava sem parar e ia aos cinemas.
Bolsa de Valores
Existem as empresas LTDA (Limitadas) que possuem um ou poucos donos e as empresas SA (Sociedades Anônimas ou Sociedades por Ações) cujos donos são sócios que possuem certas quantidades de ações. A maioria das empresas capitalistas é SA.
Se, por exemplo, um acionista (sócio) possui 11% das ações de uma empresa, significa que ele é dono de 11% da empresa. Também, que 11% dos lucros desta são dele e caso haja prejuízo, 11% é de sua responsabilidade.
Se uma empresa possui bons lucros terão muitas pessoas querendo adquirir suas ações e elas se tornam valiosas. Se uma empresa apresenta prejuízos terão acionistas querendo vender suas ações e poucas pessoas querendo comprá-las, abaixando os preços dessas. Assim, quando a procura é maior que a oferta os preços sobem. Quando a oferta é maior que a procura os preços caem.
As ações podem ser negociadas nas bolsas de valores.
Nos EUA dos anos 1920, a euforia econômica fazia as ações de suas empresas estarem em alta.
Contudo, as notícias de falências de algumas empresas fizeram investidores apavorarem e colocarem suas ações em venda, o que fez seus preços caírem vertiginosamente, até acontecer o Crack (quebra) da Bolsa.
Crack da Bolsa
24 de outubro de 1929 começou a maior crise econômica da história do capitalismo.
Na Bolsa de Valores de New York, os valores das ações começaram a despencar. Os investidores corriam para vender suas ações, mas ninguém queria comprar. Isso fez a bolsa quebrar – CRACK – muitas empresas entraram em falência.
Se as ações de uma empresa estão em decadência, ninguém investe nela, produzindo menos. Isso gera demissões de empregados e dívidas.
Se uma empresa quebra, outras de seu ramo a seguem. Por exemplo, se uma empresa de refrigerante quebra, as empresas que produzem a tampinha e a garrafa quebrarão concomitantemente. Além disso, essas empresas ficarão devendo para os bancos e para outras empresas, que também quebrarão, gerando desemprego em alta escala. O CRACK da bolsa de New York fez também as bolsas de valores de Londres, Berlim e Tóquio estourarem. Isso aconteceu porque a economia já era interligada mundialmente. Estourando a bolsa de New York, os EUA importaram menos, havendo prejuízos que fizeram despencar as ações de empresas no mundo todo.
Muitos milionários ficaram pobres de um dia para outro. Os trabalhadores ficaram desempregados. Aumentou o número de mendigos, milhares de pessoas passaram fome nos EUA. Um terço da Alemanha ficou desempregada. Na Inglaterra, muitos pediam esmolas. A prostituição aumentou em decorrência das necessidades sociais.
Em toda década de 1930, os EUA mergulharam numa crise econômica, chamada de GRANDE DEPRESSÃO. Em 1934 os EUA produziam menos da metade que em 1929.
Motivo do CRACK - Superprodução
Na década de 1920 a economia dos EUA só visava lucros e cresceu sem planejamento. Chegou um momento em que a produção superou a capacidade de consumo da sociedade, ou seja, havia mais produtos do que consumidores para comprar.
A superprodução foi a causa da crise de 29.
As industrias produziram tanto que o povo não tinha dinheiro e nem necessidade de comprar tanta mercadoria. Os produtos ficaram encalhados nas lojas. Os empresários começaram a despedir empregados por falta de vendas. Com o aumento do desemprego, menos pessoas compravam, acirrando a crise.
NEW DEAL
Em 1932 Roosevelt tornou presidente dos EUA.
Para resolver o problema da crise, Roosevelt seguiu as idéias do economista Keynes – que pregava o social-liberalismo, que defende a economia capitalista, mas com intervenção do Estado, inclusive no social.
O plano de Roosevelt foi chamado de New Deal (Novo Tratamento). Através do New Deal, o governo passou a fiscalizar investimentos nas bolsas, criou programas de obras públicas e empresas Estatais, contratou empresas privadas para fazerem estradas, praças, escolas, etc. Com essas obras diminuía o desemprego e a indústria era aquecida.
Com o povo trabalhando o consumismo retornaria, melhorando a economia. O governo criou também com o New Deal, leis sociais que protegiam trabalhadores e desempregados.
Para evitar superprodução na agricultura, Roosevelt pagava agricultores para não produzirem ou comprava cereais e queimava. Tal política era comum no Brasil com o café.
O New Deal ajudou a economia melhorar, mas a recuperação dos EUA só veio com a 2º Guerra Mundial, pois o país vendeu aço, máquinas, peças, etc, além de muitos desempregados americanos morrerem na guerra.
Lutas de classes
Na década de 1920, apesar do frenesi capitalista, os trabalhadores viviam mal. Operários lutavam pelos seus direitos. O governo ficava do lado dos patrões.
Anarquistas e comunistas eram perseguidos e poderiam ir para cadeira elétrica.
Na história, é comum os governos apoiarem as elites em detrimento de classes mais pobres necessitadas.
O capitalismo norte-americano também produz desigualdade social. Com a Grande Depressão, agravou-se os problemas sociais.
O capitalismo yanke é propício a crises por ser desenfreado e sem planejamento estatal. Já no séc. XXI os EUA já inauguraram uma crise, mas não passou de uma recessão.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
História do Natal
eucarisitia". Ainda da palavra latina natale veio a palavra francesa Noël, que originou Père Noël, que é o "Papai Noel" em português, figura que surgiu no século XIX, correspondente a Saint Nicolas do norte da França e ao anglo-saxônico Santa Claus. Claus veio do alemão Klaas, forma reduzida de Niklaas – Nicholas em alemão.Há incertezas sobre o verdadeiro motivo pelo qual o natal ou festa do nascimento de Jesus é comemorada no dia 25 de dezembro. A protocomunidade cristã não festejava o natal, por isso o novo testamento não relata essa festa. Isso dificulta dizermos ao certo a data em que Cristo nasceu, mas o lógico seria 1º de janeiro, visto que nosso calendário marca sua era.
Não obstante, temos uma evidência histórica de celebração do nascimento de Cristo no bispo de Roma e apologista antignóstico Hipólito, no século III. Este havia escolhido a data 2 de janeiro como celebração natalina. Porém outros optaram por datas diversas, como 20 de maio, 18 ou 19 de abril, 25 ou 28 de março. Antes porém dessas datas serem observadas, por algum tempo o dia 6 de janeiro era considerado a data em que Cristo fora batizado por João Batista. Nessa última data comemorava-se no mundo pagão a festa de Dionísio (Deus da fertilidade e da vegetação na mitologia grega, cuja adoração relacionava-se ao vinho).
A passagem do dia 5 para 6 de janeiro devotava-se a festa do nascimento de Cristo e o dia 6 do mesmo mês celebrava-se seu batismo. Doravante, no dia 6 de janeiro passou a ser celebrado a epifania (manifestação do Cristo mediante encarnação) naquela época. Por isso entre 325 e 354 d.C. o natal foi transferido para o dia 25 de dezembro. Em Roma essa data é observada desde o ano de 336 d.C. O teólogo Orígenes do século III repudiava a idéia de festejar o nascimento de Cristo, pois dizia que Cristo não era um “faraó”.
O motivo para a data ser 25 de dezembro é incerta. Muitos atribuem ao imperador Constantino que, teria colocado essa data para substituir a festa pagã em honra ao sol. Essa festa pagã comemorava o solstício de inverno (renascimento do sol), pois no hemisfério norte os dias passavam a ser mais longo devido à inclinação do planeta. As Saturnálias romanas, festa com exageros dedicada a Saturno, deus da agricultura, também era observada na mesma época.
Com certeza muitos costumes do natal são oriundas dessas festas pagãs. Caso Constantino seja o responsável pelo natal no final de dezembro, essa data fora um estratagema político, pois sabemos a força que os cristãos começavam a ganhar no Império e os verdadeiros motivos da conversão do imperador ao cristianismo. Os cristãos armênios celebram o natal no dia 6 de janeiro até hoje.
O natal é uma festa mais pagã do que cristã, apesar do cristianismo ter sua formação a partir do judaísmo e paganismo. As fogueiras de natal foram emprestadas dos pagãos escandinavos, que as ascendiam em honra ao sol. O uso de árvore de natal era um costume das populações pagãs celtas e teutônicas que honravam as sempre-vivas, pois essas eram as únicas árvores que não perdiam as folhas no inverno rigoroso do norte da Europa, época em que festejavam a vida eterna. Essas árvores simbolizavam a promessa de retorno do sol. Também o uso da árvore serviu para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odim, em que adoravam uma árvore em honra ao Deus-menino. Há indícios tradicionais de que a tradição das árvores de natal seja muito recente, vinda do reformador Martinho Lutero. No século XIII São Francisco de Assis introduziu o presépio na tradição natalina.
Já o papai Noel surgiu no século XIX, como já citamos. Os detalhes desse personagem foram apresentados pelo escritor norte-americano Washington Irving ou a narrativa de Clement Moore, Visit From St. Nicholas, em 1822. Porém a figura de papai Noel com seu trenó ganhou força com o cartunista Thomas Nast em 1863. Essa figura tem sua origem em São Nicolau, bispo da Ásia Menor no século IV d.C. que parecia ser um homem austero e generoso, no qual surgiu o costume de dar presentes nessa data.
Para o cristianismo, que sempre atacou o paganismo, a história do natal é mais uma prova de seus fundamentos, pois até suas doutrinas foram formadas por bases pagãs e judaicas e às vezes até encobertando interesses políticos e econômicos.
Prof. Yuri Almeida
sábado, 30 de outubro de 2010
Intentona Comunista - 1935
A ANL tentou em 1935 derrubar Vargas através de uma rebelião. Mas Vargas tinha espiões no movimento e venceu as revoltas que ficaram limitadas em alguns quartéis. Para acabar com o PCB (Partido Comunista do Brasil), Vargas colocou a culpa nos comunistas e chamou a rebelião de INTENTONA COMUNISTA. O PCB quase acabou, sendo seus dirigentes presos, inclusive Luís Carlos Prestes. Olga Benário foi enviada para a Alemanha nazista, sendo morta em um campo de concentração.
A Intentona Comunista foi destaque nos principais jornais do Brasil. Houve uma tentativa do governo de Vargas de usar a Intentona como propaganda anti-comunista.
São Paulo, 15 de julho de 1945: Prestes acena para a multidão ao chegar ao comício no estádio do Pacaembu. À noite, ao embarcar de volta ao Rio, ele recebe a notícia: Olga está morta.
Rio de Janeiro, 1945: Prestes é um dos primeiros presos libertados pela anistia que se seguiu à derrota do nazi-fascismo na Europa.
Interior da câmara de gás onde Olga Benário foi executada, no começo de 1942, em Bernburg. Não obstante, há incógnitas sobre as formas e práticas de execução nos campos de concentração nazistas.
Os rebeldes na prisão.Da esquerda para a direita. Sentados na primeira fila: Sócrates Gonçalves, Álvaro de Souza, Benito Carvalho.
Segunda fila: Pedroso, Agildo Vieira e Gutman.
Em pé: Aires, David, Ivan Ribeiro, Leivas Otero, Picasso, Rodolfo Ghioldi, Agildo Barata, Moraes Rego e Ilvo Meireles.
Elvira Colônio (direita), a Garota, morta por ordem da direção do partido, por suspeita de traição, e seu marido Miranda (esquerda), que passaria da condição de dirigente comunista à de aliado da polícia.
Levada por policiais para um depoimento, Olga Bemárioa nuncia aos repórteres que espera um filho de Prestes: "O governo vai cometer uma injustiça contra uma mulher grávida".
Cercado de soldados da Polícia Especial, Luis Carlos Prestes é levado preso: a caçada de Filinto Müller chega ao fim.
Armadas de pistolas, metralhadoras e fuzis, as tropas da Polícia Especial, os "cabeça de tomate", varrem as ruas do Rio de Janeiro.
A fachada do 3º Regimento de Infantaria, tomado de madrugada pelos rebeldes e semidestruído pelas forças do governo.
A revolta fracassou, começa a repressão. Os militares rebeldes são levados às centenas para a prisão da ilha das Flores.
Minutos antes de invadir a prisão de Moabit para libertar Braun, os militantes da Juventude Comunista posam para um fotógrafo de rua.1 - Rudi König
2 - Olga Benário
3 - Margot Ring
4 - Klara Seleheim
5 - Erik Bombach
6 - Erich Jazosch
O Jornal da Manhã, de 27 de novembro de 1935, noticia o levante da Aliança Nacional Libertadora (Intentona Comunista) no Rio de Janeiro. já nessa época o comunismo era temido no Brasil, reflexo da Guerra Fria.
Esta notícia publicada pelo Diário Pravda, de Moscou, em agosto de 1935, anunciava que Prestes, recém-eleito para a direção do Comitern, encontrava-se na capital soviética. Mas era apenas uma forma de confundir os serviços de inteligência brasileiro e inglês. O capitão já estava no Rio desde o começo do ano, preparando a insurreição conhecida como Intentona Comunista. segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O Populismo no Brasil e na América Latina
A perda de prestígio e força política da classe dominante unida a uma massa proletária alienada de sua posição no meio social e a um líder político e carismático capaz de mobilizar todo o poder e a nação sempre em um contexto pós-crise econômica associada a crise política se tratam dos produtos mais comum do fator denominado de governos populistas.
Assim, nos entremeios do século XX se pode notar uma verdadeira manifestação de governos populistas na América Latina. Governos que aliciaram a massa trabalhadora – isenta de seu potencial social – para que circunscrevam ao lado do Estado com a concessão de benefícios sociais e por outro lado continuam com a perpetuação elitista no poder. A mutação de uma sociedade basicamente agrária para uma sociedade em busca da modernização voltada para o ramo industrial nacional, ressaltando a intervenção estatal na economia também como marca destes governos.
Mesmo diante destes pequenos ensaios que tentam ao menos definir o populismo, ainda não há uma linha teórica concisa sobre sua própria definição. Partindo desse pressuposto tentará este artigo expor suas principais semelhanças, conceitos, contexto histórico, os meios de manipulação que este tipo de governo utilizou.
2. Governos Populistas na América Latina e no Brasil
Os governos populistas que se desenvolveram na América Latina no apresentam semelhanças tanto do ponto de vista sociopolítico quanto econômico. Assim, podemos destacar os principais governos latino americanos caracterizados como populistas os governos de Vargas no Brasil, Juan Péron na Argentina e Lázaro Cárdenas no México, sendo que este último apresentou uma forma exclusiva de populismo o que pouco o diferenciou do Brasil e Argentina.
Interessante que diferente da Argentina e do Brasil o populismo no México toma rumo diferente numa questão crucial chamada reforma agrária. O governo cárdenas foi o governo que mais distribuiu terras dentre o período de 1915 à 1962. Sendo inclusive essa relação com o campesinato rural no México um dos grandes diferenciais dos outros governos populistas. (GUIMARÃES, S/D)
A que se considerar também outro ponto fundamental em que pese ou não os moldes pelos quais essas figuras populistas chegam ao poder. Ainda conforme expressa Guimarães (S/D) Juan Perón e Lázaro Cárdenas chegam pelas vias de uma eleição, enquanto Vargas por um golpe de Estado. Apesar dos meios os quais levaram cada um ao poder, seja ele revolucionário ou eleitoral, tais países passam a uma notável diferenciação econômica e sociopolítica, conforme afirma Souza (S/D): “viveram uma fase de desenvolvimento econômico seguido pelo crescimento dos centros urbanos e a rearticulação das forças sociais e políticas”.
3 - Conceituação
O Populismo foi o fenômeno de manipulação das camadas populares por meio de promessas e eliminação dos intermediários no processo de contato com as massas. Sua base é o poder carismático de líderes com capacidade de mobilizar e empolgar as massas em defesa das ações típicas e exclusivas do poder político.
Os governos populistas tendiam a ser autoritários e paternalistas, pois concediam direitos aos trabalhadores e mantinham-nos sob controle através de sindicatos organizados pelo Estado. O Populismo propôs ser uma política aliada aos trabalhadores. Teoricamente, nos discursos populistas esteve presente a idéia de que a vontade do povo era soberana. Na prática, as políticas populistas favoreceram mais as elites nacionais do que os setores médios da sociedade.
4 - Contexto Histórico
O Populismo ocorreu entre as décadas de 1930 e 1960, específicamente, nos países latino-americanos de industrialização recente, momento em que houve a transição de uma economia industrial, como a formação de uma sociedade urbana. Surgiu através da aliança entre o empresariado nacional, as classes médias e os operários, ou seja, trabalhadores coligados também ao discurso nacionalista contra a inversão e capital estrangeiro.
Atribui-se a origem desse fenômeno à rápida urbanização promovida pela industrialização e modernização oriundas do nacionalismo industrial das décadas de 1930 e 1940, do século passado.
Dos anos 40 aos 60, o Populismo teria duas faces absolutamente indissolúveis: a econômica, trazida pelo processo de industrialização em curso, reconhecido como exitoso, no país; e a política, mais complexa e ambígua em termos de diagnósticos, materializada pela experiência de democracia.
5 – Mecanismos de Manipulação das Massas
O populismo utiliza a manipulação das camadas populares por meio de promessas (muitas vezes não cumpridas) e eliminação dos intermediários no processo de contato com as massas. “Os governantes populistas foram e são grandes lideres carismáticos e excelentes oradores levando sempre uma mensagem nacionalista” ( CHASTEEN, 2001 ).
A base é o poder de políticos carismáticos com capacidade de mobilizar e empolgar as massas com discursos utilizando muito as palavras urbanização, industrialização, informação, modernização e mobilização, sempre em defesa das ações típicas e exclusivas do poder político.
A característica dessa manipulação é contato direto com o “povo” e o líder carismático, sem intermediação de partidos ou corporações. Isto implica num sistema de políticas, ou métodos utilizados para o aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo alem da classe media urbana, entre outros, procurando a simpatia daqueles desarraigados para angariar votos e prestigio.
6 – Populismo e Coronelismo no Brasil
Coronelismo e populismo são conceitos distintos e como tal apelicam-se a realidades diferentes. No entanto, é possível estabelecer relações entre ambos no Brasil, tomando o devido cuidado de separá-los no tempo. O primeiro circunscreve-se à denominada República Velha (1889-1930). O último, por sua vez, destaca-se, com maior ou menor intensidade, num arco que começa em 1930 e vai até 1964, período marcado pela urbanização/industrialização do país.
O “coronelismo é um sistema político, uma complexa rede de relações que vai desde o coronel até o presidente da República, envolvendo compromissos recíprocos” (CARVALHO). O coronel é o lider local, que por meio de seu prestígio político e/ou econômico submete um grande número de pessoas a sua vontade. O poder do coronel manifesta-se diariamente na vida dos municipios sob sua influência, formando uma teia que acaba por afetar todos os níveis da vida política do Brasil. Sendo assim, o coronelismo é um sistema político nacional, baseado em barganhas entre o governo e os coronéis. O governo estadual garante, para baixo, o poder do coronel sobre seus dependentes e seus rivais, sobretudo cedendo-lhe o controle dos cargos públicos, desde o delegado de polícia até a professora primária. O coronel hipoteca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de votos. Para cima, os governadores dão seu apoio ao presidente da República em troca do reconhecimento deste de seu domínio no estado. O coronelismo é fase de processo mais longo de relacionamento entre os fazendeiros e o governo. O coronelismo não existiu antes dessa fase e não existe depois dela. (CARVALHO, S/D)
Já o populismo, como visto anteriormente, é caracterizado por um conjunto de práticas em que se sobressaem a figura do líder carismático que procura atuar diretamente junto a população, principalmente os mais pobres, dispensando as instituições políticas.
Feita essa superficial exposição, que relações podem ser estabelecidas entre coronelismo e populismo? Pode-se afirmar que ambos são caracterizados por métodos autoritários, já que o primeiro assenta-se sobre a barganha ou a intimidação para alcançar seus objetivos e o último utiliza-se de concessões de beneficios, mas sempre deixando subentendido que os mesmos condicionam-se a uma submissão acrítica ao líder populista.
Em síntese, tanto o coronelismo quanto o populismo envolvem algum tipo de barganha, cujo teor intimidatório é velado ou explícito – daí os dois serem autoritários. Além disso, ambos sabotam as instâncias legítimas de representação política e o funcionamento do Estado. Sustenta esse ponto de vista a seguinte afirmação, feita em relação ao primeiro, mas que serve também ao último: “Nega-se, dessa feita, o papel do Estado regido por leis universais, de caráter abstrato, que representa o geral frente ao particular, dotado de impessoalidade na execussão e resolução dos proplemas” (LIMA, 2009, p. 39).
7 – Considerações Finais
O populismo é um fenômeno complexo. No presente trabalho o que se procurou evidenciar é que o conceito apelica-se a um conjunto de práticas que leva em consideração a figura de um líder carísmático que procura governar apelando diretamente à população, dispensando assim a intermediação das instâncias políticas. O populismo é autoritário no sentido de que pressupõe a concessão de benefícios desde que se aceite os termos propostos pelo governante de turno. O populismo destaca-se no cenário nacional entre os anos de 1930 a 1964, período marcado pela urbanização/industrialização do país. É importane destacar que o fenômeno populista aparece também em outros países latinoamericamos, podendo tanto compartilhar características comuns com as verificadas no Brasil, quanto adquirir peculariedades de cada nação. Por fim, o texto faz relações entre coronelismo e populismo, destacando que ambos utilizam de métodos autoritários e negam o papel do Estado regido por leis universais, de caráter abstrato, não raro colocando os interesses particulares acima dos gerais.
Bibliografia
CASTRO GOMES, Angela. O populismo e as ciências sociais no Brasil: notas sobre a trajetória de um conceito. Rer. Tempo, Rio de Janeiro, vol. 1, nº. 2, p. 31-58, 1996. Disponível em: http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg2-2.pdf
HILÁRIO, Janaína Carla S. Vargas. História da América II. p. 68 – 69. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
LIMA, Gleiton Luiz de. História do Brasil III. p. 164. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
Populismo. Disponível em: http://farolpolitico.blogspot.com/2006/10/populismo.html. Acesso em 16 de setembro de 2010.
GUIMARÃES, Simone Oliveira. Populismo. Disponível em: http://www.coladaweb.com/politica/populismo. Acesso em 05 de Setembro de 2010.
SOUZA, Rainer. Populismo. Disponível em: http://www.brasilescola.com/historia-da-america/populismo-1.htm. Acesso em: 05 de Setembro de 2010.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Lançamento de livro sobre história econômica de Poços de Caldas
No dia 25 de setembro, a Câmara Municipal de Poços de Caldas recebe o historiador e professor mineiro Yuri de Almeida Gonçalves, que lança o livro Poços de Caldas – uma leitura econômica. A obra revela um retrato da história econômica da cidade, cobrindo o período de sua fundação aos dias atuais. Dividido em 14 tópicos, o livro é escrito a partir da leitura historiográfica marxista.De acordo com o autor, aspectos que desmistificam as ideias pré-concebidas sobre o desenvolvimento de Minas Gerais e, conseqüentemente de Poços de Caldas, além de uma análise da conjuntura econômica do país e sua reflexão sobre os municípios são apresentados no livro, que delineia um panorama da economia do Estado a partir do século XVIII, identificando que Minas Gerais não esteve presa somente à mineração do ouro.
“O principal objetivo do livro foi traçar um panorama histórico-econômico de Poços de Caldas, a partir de dados que ainda não haviam sido compilados. O fato de a cidade ter se tornado a maior do sul de Minas sempre me foi motivo de indagações. Na verdade como o motor propulsor da história e a infra-estrutura da sociedade é a economia, já previa que foram aspectos econômicos que motivaram a expansão do município. A partir dessa visão, fui incentivado por professores de Varginha e Três Corações a me lançar na pesquisa, que resultou em minha especialização em História e Construção Social no Brasil, através da Unincor”, informou o escritor.
O livro Poços de Caldas – uma leitura econômica é aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e conta com o apoio cultural da Circullare Auto Omnibus, sendo gratuitamente distribuído para todas as bibliotecas públicas municipais e escolares de Poços de Caldas, além de bibliotecas de referência em todo o país. A abertura do lançamento é marcada por apresentação musical da cantora Jesuane Salvador, que interpreta canções afinadas com a proposta, passando por Mercedes Sosa e Milton Nascimento.
Serviço:
Lançamento do livro “Poços de Caldas – uma leitura econômica”, do escritor Yuri de Almeida Gonçalves
Local: Câmara Municipal de Poços de Caldas, rua Junqueiras, 454 – Centro. Poços de Caldas/MG
Horário: 19h
Entrada franca
Jesuane Salvador
CulturAlternativa Comunicação
(11) 6541-6849
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Golpe Chileno
Allende comemorando a vitória das eleições presidenciais no Chile. Allende governou o Chile a partir de 1970, mas não resistiu um golpe, após iniciar reformas sociais.
Salvador Allende, fundador do Partido Socialista chileno, governou seu pais de 1970 a 1973, até ser deposto e morto por Pinochet.
Allende em discurso. A crise política causada pelas greves no setor de transporte e abastecimento fez o país se inflamar em protestos. O empresariado era contra o presidente.
Salvador Allende discursando. O poder popular fora incentivado no Chile em seu governo. Muitas fábricas foram entregues aos trabalhadores, o que, ao contrário do que se acha, aumentou o produção.
Salvador Allende e Augusto Pinochet. O governo era aberto ao diálogo, até mesmo com grandes opositores.
Ataque ao palácio do governo chileno. Até aviões norteamericanos foram usados contra Allende.
Salvador Allende sendo retirado morto do palácio do governo pelos bombeiros.sábado, 19 de junho de 2010
Adolescente infrator
Querem jogar a culpa para cima de alguém. Muitos culpam os professores ou a família pela situação. Mas o problema é um conjunto de fatores que passou da hora de ser desmascarado. Estamos prestes a ver uma sociedade refém do crime e nossos adolescentes se perdendo nesse cangaço!
Nossos adolescentes são vítimas de famílias desestruturadas, mas isso não significa que a sociedade deve abaixar a cabeça diante de certos atos só porque o infrator não é adulto. Não precisamos esperar por desgraças para resolvermos esse problema.
Nossa legislação prevê punição para todos que infringem as leis, independente da idade. O problema é que a mesma legislação ordena que, os adolescentes infratores recebam auxílio psicológico e quaisquer tratamentos para sua recuperação, inclusive medidas sócio-educativas ou internações, dependendo do caso.
Contudo, o Estado não cumpre sua parte e esse problema estoura dentro de uma sala de aula, nas ruas, na delegacia, etc. Faça uma visita na delegacia e pergunte se é comum a presença de adolescentes em conflito com a lei. Tornou-se normal para muitos jovens dar um passeio na delegacia. Nem o Ministério Público tem mecanismos para resolver o problema, pois falta estrutura. Os conselhos tutelares trabalham contra a corrente do Sistema. No judiciário se acumula papéis e papéis de processos e não há tempo para resolver tantos casos. Faltam juízes.
Um jovem infrator tem o direito legal de ser assistido pelo Estado, pois seus atos são reflexos de uma família em crise, de faltas de oportunidades e em muitos casos de problemas mais sérios como violências sexual, psicológica e até física dentro do próprio lar. Se o Estado somente cumprir a lei e der aos jovens o que lhes é de direito, resolvemos o problema a longo prazo, pois nossa legislação serve de paradigma para o mundo.
Enquanto nossos governos fazem vista grossa, jovens sem oportunidade continuarão roubando e praticando pequenos delitos e serão no futuro, criminosos em potencial.
Não adianta diminuir a maioridade, cobrar de professores resultados, colocar a culpa na família ou ainda eliminar o problema com chacinas. O que precisa é cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente dando-lhes dignidade, cumprindo seus direitos sem abafar seus deveres.
Paz, esse é um direito para todos garantido na Constituição. A sociedade espera providências e não jogo de empurra empurra!
Prof. Yuri Almeida
terça-feira, 25 de maio de 2010
Indígenas Brasileiros
própria língua e costumes muito diferentes entre si. Calcula-se que poderia haver cerca de 5 milhões de índios no Brasil quando os portugueses chegaram no território, contudo, é impossível dizermos ao certo o número dessa população porque não havia órgãos nem mecanismos de censo naquele período.
Atualmente há no Brasil, de acordo com IBGE e FUNAI (Fundação Nacional do Índio) cerca de 460 mil indivíduos indígenas que habitam em aldeias, divididos em 225 grupos étnicos. Esses grupos indígenas são divididos por troncos lingüísticos, sendo os principais os tupis, macro-jês, Karibe, Aruak e os grupos isolados. No total, há registro de 180 línguas entre essas populações. Muitos povos indígenas perderam a língua falada pelos seus ascendentes e falam o português. Há ainda registrado 63 referências de grupos indígenas isolados. Isso não significa que nunca tiveram contato com o homem branco, mas que se afastaram de nossa civilização por algum motivo e se isolaram em alguma região. Há ainda vários grupos indígenas buscando reconhecimento de sua população junto a FUNAI, sendo grupos que não entram nas estatísticas ou índios urbanos. 60 % de nossos indígenas vivem na região amazônica, pois foram fugindo de suas regiões anteriores por causa da ocupação de fazendeiros, grileiros, madeireiras, formação de cidades e outros motivos.
Há muita ignorância em relação às populações indígenas. Por muitas vezes suas populações são denominadas “tribos”, termo pejorativo que significa grupo inferior a “civilização”. Também, são tratados como se fossem um povo só. A diversidade entre as populações indígenas no Brasil são maiores que pensamos. Os Kaigang, por exemplo, pertencem ao tronco linguístico Jês e sua comunicação com os Tanharim, que são do tronco tupi, é incompreensível, pois suas línguas são completamente diferentes entre si.
Erroneamente ensinam até hoje nas escolas fundamentais que havia índios canibais. O termo canibalismo não pode ser aplicado no contexto de nossos indígenas. O que havia em algumas populações era a presença da antropofagia. A antropofagia significa que alguns grupos poderiam sacrificar algum indivíduo que poderia ser ou não de seu meio e comer algumas partes de seu corpo significando que estariam pegando a força daquele individuo. Nenhum índio se alimentava de seres humanos, isso é mito. As populações indígenas do Brasil sobreviviam principalmente da caça e coleta.
Em relação à religiosidade indígena eram politeístas como a maioria dos grupos espalhados pelo mundo. Há somente três religiões monoteístas no mundo, a saber: judaísmo, cristianismo e islamismo. Cada grupo indígena tem seus próprios deuses, mitos, lendas, rituais e cosmovisão.
Concluindo essa pequena introdução sobre os indígenas é errôneo tratarmos as essas populações como se fossem um povo apenas, pois são inúmeras culturas, cada qual reivindicando sua própria identidade. Da mesma maneira que queremos ser tratados como brasileiros, um bororo quer ser identificado como bororo, um matipu como matipu, um pataxó como pataxó, um tremembé como tremembé, um tupiniquim como tupiniquim e não apenas como índios, ou seja, não há “índio” no Brasil e sim populações indígenas.
Prof. Yuri Almeida
domingo, 16 de maio de 2010
DIO eterno
"Hoje meu coração se despedaçou, Ronnie faleceu às 7:45 da manhã de hoje, domingo, 16 de maio de 2010. Muitos, muitos amigos e familiares puderam estar presente para se despedir antes que ele partisse.
Ronnie sabia o quanto todos o amavam.
Agradecemos o amor e apoio que vocês nos deram.
Por favor, nos dêem alguns dias de privacidade para lidarmos com esta terrível perda.
Por favor, saibam que ele amava a todos e sua música viverá para sempre".
Este blog presta as últimas homenagens ao pequeno grande Dio. Só quem conheceu sua passagem pelo Rainbown, Black Sabbath e Heaven and Hell além de sua carreira solo, sabe o deus que o metal eternizou.
Nos deixará saudades. Obrigado por "Children of the Sea", "Die Yong", "Voodoo", "The Mob Rules", "Tv Crimes", "Too Late", "Holy Diver", "Long Live Rock'n Roll", "Self Portrait" e todas, todas eternas...
Prof. Yuri Almeida
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Mengele, Josef
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Poema Real
Existe realidade? Seria suprarrealidade?
Surrealidade? Mesorrealidade?
Necrorrealidade aproxima da verdade.
Mas verdade? O que é verdade?
Esquece verdade, voltemos a realidade.
Mas o que é realidade?
Fato heterônomo?
Haha, alguns crêem na realidade teônoma!
Mas se não sei o que é realidade, como definir sua teleologia?
Seria melhor chamar funerrealidade.
Mas espera aí, se não existir realidade,
não pode haver funerrealidade.
Por que não? Dualismo é a realidade?
Quem sabe a realidade seja um
necrocanibalismo vomitorial-ontológico?
Enfiemos nossos dedos na garganta...
Prof. Yuri Almeida
Canudos
Canudos era um vilarejo situado no sertão norte da Bahia, lugarejo pobre, longe da capital do país, Rio de Janeiro e do estado, Salvador. Na república velha, a decentralização do poder fez surgir o coronelismo, que oprimia a população tanto quanto o período imperial. Os impostos aumentaram, a república não beneficiou em nada as camadas mais pobres do Brasil, surgindo alguns movimentos rurais de resistência ao governo, como em Canudos e Contestado e muitos movimentos urbanos, como o tenentismo, revolta da chibata, revolta da vacina, greves, manifestações, etc.
Forças federais estacionadas na vizinha cidade de Monte Santo, da qual partiriam os comboios da segunda expedição contra Canudos.
Uma das raríssimas fotos de Canudos íntegra, antes dos ataques que iriam destruí-la. Um modo de viver que contrastava com o resto do sertão. Há mais registros fotográficos do exército e das forças legais.
Num acampamento do Exército brasileiro, à espera do ataque ao arraial. Os soldados da fotografia estão na hora do rancho.
Nas campanhas militares contra Canudos, reuniram-se forças do Exército e tropas estaduais baianas com o poderio bélico crescente.
O leito seco do rio Vaza-Barris ilustra os gravíssimos períodos de estiagem que afligiam o Nordeste na época das peregrinações.
Nas grandes cidades, a imprensa recorria às charges para retratar o "fanático" e a repressão militar a ele.
Mulheres e crianças se entregam aos soldados da quarta expedição militar contra Canudos: fraqueza, fome, doenças e principalmente, medo.
A Igreja de Antônio Conselheiro foi destruída a tiros de canhão. A maioria dos canudenses presos foi degolada. A Igreja Católica considerava Conselheiro um herege. Por isso não houve problemas de bombardear seu templo.
Antônio Conselheiro morto. Foi encontrado em cova rasa, vestindo sua túnica azul e sandálias. Esta é a única fotografia que se tem dele. Canudos deveria ser motivo de vergonha ao exército brasileiro.
As ruínas da igreja, atualmente. Só ficam visíveis quando baixa muito o nível das águas do açude de Cocorobó, que inundou toda a região.

















