sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Origem do Terceiro Mundo
A URSS apoiou essa descolonização porque queriam a libertação dos povos do jugo imperialista. Os EUA
apoiaram essa descolonização porque esses novos países abriam mercados para os produtos americanos, lucro certo para o capitalismo. O fascismo estava em baixa e a ONU apoiou as independências por questão de libertação política.
Em muitos países houve conflitos sangrentos, luta do povo pela independência.
Ao lado foto da Conferência de Bandung.
Terceiro Mundo
Os países da África e Ásia que ficaram independentes, até conseguiram representantes na ONU, mas continuavam dependentes economicamente dos países ricos.
Em 1955 na CONFERENCIA DE BANDUNG, representantes de vários países de todos os continentes afirmaram a existência do Terceiro Mundo. O Primeiro Mundo eram os países capitalistas ricos. O Segundo Mundo eram os países socialistas. O Terceiro Mundo era o resto dos países, que eram todos pobres e dependentes economicamente.
O Terceiro Mundo não queria participar da Guerra Fria, combatiam o racismo, o subdesenvolvimento e queriam cooperação internacional.
Esses países eram diferentes entre si. Índia e China já tinham mais autonomia em relação ao resto. Argentina, Brasil, México eram mais industrializados. Cuba era socialista e tinha um desenvolvimento social muito bom. Mas todos eram pobres e dependiam economicamente de outros países.
Na África, os colonizadores europeus destruíram a agricultura tradicional africana para implantar latifúndios ligados à exportação. Com a descolonização, os latifúndios permaneceram, faltando alimento para os pobres. A presença de latifúndio em qualquer sociedade é geradora de desigualdade social.
Os europeus também dividiram os territórios africanos na colonização sem levar em consideração as populações que lá viviam. Isso trouxe crises étnicas e culturais, pois muitas populações eram rivais e ficaram no mesmo país.
Por isso, a África vive tantos conflitos internos hoje.
O caso da Índia é ímpar, diferente de todo o mundo.
Esta foi a principal colônia da Inglaterra e lutou de forma pacífica para conseguir sua independência.
Liderados por Gandhi, protestavam contra o domínio inglês através da desobediência civil.
Já a China era um país de miseráveis e de alguns ricos ligados aos investidores estrangeiros.
Na década de 1920 a China era governada pelo Kuomitang (Partido Nacionalista).
O Partido Comunista era perseguido. Em 1921 fizeram a LONGA MARCHA de 6 mil KM, liderados por Mão Tse-tung, fugindo do Kuomitang, que desejava exterminar o comunismo do país.
Contudo, em 1937 o Japão queria dominar a China. Foi aí que o Partido Comunista e Kuomitang se uniram para impedir o avanço japonês.
Terminada a 2º Guerra, a população deu crédito aos comunistas, que tomaram o poder em 1949. Devido a Guerra Fria, Stalin não apoiou a tomada dos comunistas. Tratados como os Acordos de Yalta barraram o apoio soviético a qualquer revolução socialista que se sucedesse.
No poder, Mao Tse-tung fez reforma agrária, investiu em educação e estatizou empresas.
URSS e china tiveram divergências na década de 1960. O dirigente soviético, Krushev, defendia uma coexistência pacífica, mas Mao Tse-tung queria uma guerra mundial entre socialismo e capitalismo. Os dois países romperam ligações.
Outro conflito que envolve países de Terceiro Mundo é o caso Israel X Palestina.
Vários países do Oriente Médio haviam ficado independentes após a 2º Guerra. O movimento sionista pregava a volta dos judeus a Palestina, pois eles tinham habitado a região parte da Antiguidade (2.000 anos atrás). Mas os árabes palestinos habitavam a região, também desde a Antiguidade.
Depois da 1º Guerra, a Inglaterra dominou a Palestina e facilitou a entrada dos judeus na região.
Em 1948, a ONU dividiu o território em dois: Palestina (para os árabes) e Israel (para os judeus).
Na realidade, os judeus são um ponto de apoio para os capitalistas (principalmente os EUA), pois o Oriente Médio tem petróleo.
Os árabes não aceitaram Israel e por isso há constantes conflitos na região. Assim que Israel foi criado, foi atacado por Líbia, Egito, Iraque, Síria e Jordânia. Os EUA apoiaram Israel, que venceu e tomou mais 75% do território palestino.
Os árabes atacaram Israel na Guerra do Suez (1956), na Guerra dos Seis Dias (1967) e na Guerra do Yom Kippur (1973). Mas Israel venceu todas e os palestinos praticamente ficaram sem pátria.
Os palestinos lutam até hoje pela terra que lhe fora retirada, pois Israel recebe dinheiro dos EUA e até tem uma boa economia, enquanto os palestinos sofrem sérios problemas sociais.
Atualmente, não se usa mais o termo países de terceiro mundo oficialmente. Alguns são chamados de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasi e Índia e outros de países subdesenvolvidos, como o é o caso da Etiópia, por exemplo. Mas na realidade, mudou-se somente os termos. Os países ricos capitalistas nunca pagaram pela desestrutura que causaram na África, Ásia e América Latina.
“Justa, na verdade, é a guerra quando necessária, e piedosas as armas quando apenas nelas se encontra a esperança.” (Nicolau Maquiavel)
“Olho por olho o mundo acabará cego” (Mahatma Gandhi)
Prof. Yuri Almeidaquarta-feira, 15 de junho de 2011
Brasil de 1930 a 1934: Direitos Trabalhistas
próprio termo “Revolução” é contestado por alguns historiadores para designar o movimento de 1930, o qual leva Getúlio Vargas ao cargo de chefe do Governo Provisório do Brasil. Segundo Sousa (S/D) e dentro da corrente marxista, um ato verdadeiramente revolucionário é aquele em que há uma verdadeira inversão nos pontos que sustentam determinada estrutura social.
Como garantia de sua legitimidade no poder, o novo governo – 'o revolucionário' – vê a necessidade do apoio das massas, para que estas reconhecessem o movimento como o meio legal de se estabelecer a ordem, política e econômica no país.A Crise de 1929 que abalou o mundo, deixou grandes efeitos colaterais na vida econômica e financeira do Brasil. As dificuldades sociais perante a uma crise política pela qual passava o país, somada à Grande Depressão, colocava em risco os projetos 'revolucionários' do novo governo. Assim como na Europa, ações totalitárias se fazem presente no Brasil. Como prova disso, é fechado o Congresso Nacional, as casas legislativas dos estados, as Câmaras municipais e os atos governamentais ficam suspensos de qualquer apreciação judicial. Nos estados e nos municípios são instituídos os interventores, que passam a exercer a função de chefe do poder executivo. Com isso o governo pretenderia excluir todo o jogo político vigente na República Velha e instituir uma nova ordem política.
Já aos que puderam se beneficiar dos direitos trabalhistas tiveram de abrir mão de seus direitos civis, no que concerne o direito livre a organização. Os sindicatos ficavam sob o controle estatal, assim jamais manifestações impróprias às ideias governamentais se colocariam como movimentos de mobilização social."A consolidação do governo central à custa dos interesses locais e estaduais tornou-se a pedra de toque de sua administração. Sob alguns aspectos, porém, pouco mudou durante os primeiros sete anos de Vargas como chefe de Estado. Seus decretos propiciando benefícios aos assalariados foram muito além das leis limitadas e raramente cumpridas da República Velha, mas não foram devidamente implementados, sobretudo fora do Rio de Janeiro. A legislação social e previdenciária custara ao país a liberdade individual. Os trabalhadores tinham de levar consigo carteiras de trabalho, o que permitia aos patrões e à polícia pôr na lista negra qualquer um metido em confusão por ativismo ou participação em greves. (LEVINE, 2001, p. 72) "
Conclui-se no entanto que os direitos, ditos 'sociais', funcionavam como uma contraprestação entre o Estado, os trabalhadores urbanos e os patrões. Greves são vistas como uma manifestação social a fim de produzir um bem comum a uma determinada classe, porém, quando esta parte do setor privado, no contraditório ao objetivo do bem comum é um empecilho à economia. Assim o governo procurou atuar como árbitro das questões sociais, sem ouvir os envolvidos e os verdadeiros merecedores da questão.
Referências Bibliográficas
LEVINE, Robert M. PAI DOS POBRE? O BRASIL E A ERA VARGAS. Companhia das Letras. São Paulo: 2001.
Prof. Hugo F. C. Faco
domingo, 29 de maio de 2011
1ª Guerra Mundial
O motivo da 1º Guerra não poderia ser outro: econômico. Os países imperialistas desejavam novas áreas de mercado para obterem mais lucro.
No final do séc. XIX os monopólios capitalistas cresceram tanto que queriam explorar além do mercado nacional, ou seja, empresas da Inglaterra, EUA, França e outros países queriam explorar o mercado de áreas
fora de suas fronteiras.
Países europeus começaram a explorar a economia na Ásia e África. Os EUA exploraram a América Latina e o Japão avançou sobre a Ásia.
Esses países competiam para dominar mais colônias. Para ampliar mais áreas de exploração capitalista, esses países entraram em conflito armado, que foi a 1º Guerra.
Disputa entre Inglaterra e Alemanha
O capitalismo inglês era o mais desenvolvido. No começo do séc. XX a indústria alemã cresceu. Produzia-se mais que a Inglaterra, com mais qualidade e produtos mais baratos – muitos mercados preferiram as mercadorias alemãs, reduzindo o mercado inglês.
Os empresários ingleses queriam acabar com a Alemanha e os empresários alemães desejavam a queda da Inglaterra. A população foi convencida da necessidade de uma guerra.
A Alemanha era um país novo, nascido em 1871 após a guerra Franco-Prussiana. A Inglaterra não aceitava perder mercado para uma nação com uma história política tão recente.
Revanchismo francês
Devido derrota na guerra Franco-Prussiana em 1871, a França teve que ceder o território da Alsácia-Lorena para a Alemanha, região rica em carvão e ferro. Os franceses desejavam revanche, para tomar de novo a região para si.
Essa revanche era ensinada até mesmo nas escolas públicas francesas. Os franceses não aceitavam que tal território ficasse em mãos germânicas.
Alemanha e Itália
Alemanha e Itália surgiram como Estados Nacionais só em 1871. A Inglaterra e França já tinham colônias na África e Ásia. Por isso, desejavam também ter colônias para fortalecer sua economia. A Itália tem um território pequeno e somente a exploração de outras economias poderiam alavancar a disputa econômica com os países ricos.
Disputa dos Bálcãs
A Áustria era um império que reunia vários povos eslavos como: sérvios, tchecos, eslovacos, eslovenos, croatas e poloneses; e não-eslavos como os húngaros – formavam o Império Austro-Húngaro.
Esses povos eslavos sentiam oprimidos pelo Império e queriam independência. Rússia também era um império, mas de origem eslava. Queriam controlar todos os povos eslavos.
Assim, a Rússia promoveu o PAN-ESLAVISMO, que tinha o objetivo de reunir todos os povos eslavos.
Início da 1º Guerra
O governo da Sérvia incentivava a luta contra o Império Austro-Húngaro.
As potencias mundiais abasteciam de armamentos se preparando para conflitos.
A Bósnia era dominada pelo Império Austro-Húngaro, mas também queria independência.
O arquiduque austríaco Francisco Ferdinando visitou Sarajevo, capital da Bósnia, para demonstrar seu domínio – assim foi assassinado por um grupo libertador.
A Áustria culpou a Sérvia pelo atentado e lhe declarou guerra. Em resposta, a Rússia declarou guerra à Áustria. A Alemanha ficou do lado da Áustria. A França e a Inglaterra aproveitaram e declararam guerra a Alemanha.
Alianças Militares
Tríplice Entente: França, Inglaterra e Rússia. A Rússia queria acabar com a Áustria por causa do pan-eslavismo e porque Alemanha queria construir uma estrada de ferro de Berlim a Bagdá (Iraque) para transportar petróleo. Romênia apoiou este grupo.
Tríplice Aliança: Alemanha, Itália e Áustria. Itália depois passou para o lado da Entente. Bulgária e Turquia ficaram neste grupo.
O Japão tomou algumas colônias da Alemanha, mas depois se retirou do conflito.
EUA
Os EUA vendiam alimentos, combustível e máquinas para a França e Inglaterra.
Se a Entente perdesse a guerra, França e Inglaterra ficariam sem dinheiro para pagar os EUA.
Em 1917 Rússia saiu da guerra por causa da Revolução Socialista. No mesmo ano, os EUA entraram na guerra e ajudaram a Entente a vencer.
Houve 9 milhões de mortes nas trincheiras da guerra. Claro, todo número exposto nos livros, quando se trata de guerra é relativo.
EUA tornam o país mais rico do mundo. Afinal, não houve conflitos em seu território e ainda tinha dinheiro para receber da Inglaterra e França.
O Império Austro-Húngaro se fragmentou, surgindo: Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia.
Com o TRATADO DE VERSALHES, os vencedores impuseram penalidades à Alemanha, que perdeu suas colônias, teve que pagar indenização aos vencedores e não poderia ter armamento pesado.
EM 1919 foi criada a LIGA DAS NAÇÕES, que era uma assembléia para pacificar conflitos.
“Quando elefantes brigam, o capim é esmagado.” (Provérbio cambojano)
Prof. Yuri Almeida
domingo, 24 de abril de 2011
Terra, fonte da vida e a questão agrária
oriundas da desigualdade social. Neste aspecto, as pessoas que não tem acesso à terra e seguem pela linha da desigualdade social, procuram amenizar sua tempestiva exclusão através do que é chamado de invasão de terras. O MST, expressão máxima dessa classe no Brasil, tem lutado pela reforma agrária a fim de amenizar os problemas sociais que o não acesso a terra propicia as pessoas dependentes desta, uma vez que a terra é fonte de vida e inserção social. O fato é delicado ao belo gosto da elite agrária de nosso país e de extrema urgência à necessidade da classe dos sem terras. Diante deste ponto, percebe-se o valor social que a terra possui e, no entanto a ocupação de terras que não estão cumprindo com seu papel social permitiria um grande avanço nos rumos sociais e consequentemente econômicos de nosso país.
A ocupação de terras se sobrepõe ao direito de propriedade uma vez que as terras não são totalmente trabalhadas e exploradas. Mas essa questão é histórica e merece ser diagnosticada.
As primeiras distribuições de terras no Brasil se deram pela formação da grande propriedade, quase que no mesmo sistema de suserania e vassalagem do período medieval, ainda um resquício para a época. A divisão em Capitanias Hereditárias foi a base de toda exclusão que o Brasil ainda vive. O sistema se aqueceu ainda mais com o sistema denominado de plantation onde a produção da colônia se baseava na grande propriedade, na mão de obra escrava e na produção de um único produto para exportação, neste caso a cana de açúcar. Tal fato produziu uma sociedade estratificada, onde o acesso a terra se dava pelos privilégios de uma minoria, enraizando aí todo um processo de exclusão.
Outro fato importante e já no Brasil independente, especificamente em 1850, a promulgação da chamada Lei de Terras acirrou ainda mais o acesso a terra das classes menos favorecidas. Amedrontados com a pressão inglesa pela abolição da escravidão e temendo a formação de pequenos agricultores, sejam eles ex-escravos, trabalhadores livres e ou imigrantes, a posse de terra foi então regulamentada, onde a partir de então as terras devolutas passariam à tutela do Estado e somente se tornaria dono de terras quem as comprassem mediante pagamento a vista. Uma política de exclusão, pois será que algum escravo liberto ou forro teria dinheiro para adquirir um lote de terras? Provavelmente difícil.
Com a proclamação da República em 1889 nada desconfigura e ou reformula a questão agrária no Brasil. Seria simplesmente pelo fato de que quem governava o Brasil eram os barões do café?
No dia primeiro de abril de 1964 o Brasil entra em um verdadeiro regime militar, tudo porque o “comunista” Jango, até então Presidente do Brasil propôs as chamadas Reformas de Base, onde uma das questões era a reforma agrária, algo tão periculoso para a elite da época que derrubaram o Presidente de um país até então democrático. Isso sim que é democracia.
Prof. Hugo Fernando Couto Faco
terça-feira, 5 de abril de 2011
Mercantilismo
O Absolutismo é formado na Europa por volta dos sec. XV e XVI. Os reis absolutistas precisavam de dinheiro para pagar soldados e funcionários públicos, adquirir armas e navios, construir estradas e manter o luxo da corte. Naquele período um Estado forte era sinônimo de um Estado com bom exército, pois uma simples guerra colocaria a perder os interesses tanto da nobreza quanto da burguesia local.Os Estados Nacionais conseguiam dinheiro cobrando impostos. Camponeses e burgueses pagavam impostos enquanto os nobres e o clero eram isentos. Quem não pagasse imposto poderia ser preso e até morto, o Estado era absolutista.
Quanto mais rico era o país mais rico era o Estado e mais forte seria o exército. Em conseqüência, o luxo do rei e de sua corte seria mais visível. Para manter o Estado rico, os reis passaram a controlar e intervir na economia, criando leis e regras econômicas. Determinavam o que os burgueses poderiam comerciar e produzir. Intervir na economia era uma maneira do rei vigiar e dirigir a economia.
Assim sendo, mercantilismo é o conjunto de regras e leis econômicas criados pelos Estados Absolutistas.
Acumulação de metais
Acumulando ouro e prata os Estados Nacionais enriqueciam. Naquele período dinheiro era ouro e prata. O papel moeda não era utilizado como nos dias de hoje.
O problema é que as minas de ouro e prata da Europa estavam esgotadas. Para acumular dinheiro então, investiram no mercado internacional. Assim, quanto mais exportava mais o Estado adquiria riqueza.
Os Estados Nacionais procuravam exportar mais do que importar para manter a balança comercial favorável. Tal regra ainda é seguida nos dias de hoje.
Protecionismo Alfandegário
Para impedir importações o governo cobrava taxas alfandegárias que são impostos sobre produtos importados. Isso encarece a mercadoria de fora e fortalece a economia local do país.
As taxas alfandegárias protegiam as manufaturas nacionais, sem dizer que nada adiantaria o Estado exportar exageradamente e importar no mesmo rítmo.
Essa política econômica oriunda do mercantilismo é muito comum até hoje na economia capitalista.
Monopólios
Para controlar o lucro da burguesia e incentivar seu crescimento, os reis concediam monopólios.
Monopólio é exclusividade de produção e de comércio, ou seja, os reis concediam a alguns burgueses a exclusividade de produzir e comerciar produtos específicos. Assim, facilitava ao rei controlar o que estava sendo produzido, em que escala, qual a quantidade, qualidade, preço, quem produz, como e também a cobrança dos impostos.
Expansão Marítima
Nos sé. XV e XVI a pimenta era muito apreciada na Europa. Investir nesse negócio poderia ser algo muito lucrativo para os Estados Absolutistas.
Assim, os reis incentivaram tal comércio exterior. Os burgueses compravam pimenta nas Índias e vendiam em toda Europa, com alto lucro.
Esse comércio fortalecia a burguesia e os Estados europeus como também incentivou a expansão do Europeu por novas terras via marítima.
Mercantilismo e colonização da América
A Expansão marítima fez os europeus encontrarem a América, nova fonte de lucro para os reis. Espanhóis e portugueses colonizaram regiões da América para explorá-las.
Esses países europeus que dominaram eram chamados metrópoles. As regiões da América que eram dominadas eram chamadas colônias.
As metrópoles exerciam um monopólio colonial, que era uma exclusividade de exploração. O Brasil era colônia de Portugal. Assim, Portugal tinha exclusividade em explorar como quisesse o Brasil. O mesmo aconteceu com o resto da América Latina em relação a Espanha.
Muitos Estados Nacionais, como Portugal, Espanha, Inglaterra e França lucraram muito com a política mercantilista de colonização.
Corsários e Piratas
Eram bandidos do mar. Roubavam navios e enriqueciam a base da pilhagem. Os reis absolutistas, principalmente da Inglaterra e França, descobriram que a pirataria era um negócio lucrativo, que prejudicava os inimigos.
No caso desses países, o monopólio colonial imposto pela Espanha e Portugal os excluía da exploração da América Latina.
Conclusão
A acumulação de capital, que iniciou com práticas burguesas e se estendeu ao Estado, deu início ao mercantilismo, que podemos considerar ser o pai do capitalismo.
Prof. Yuri Almeida
terça-feira, 8 de março de 2011
Dia Internacional da Mulher
Não obstante, há provas de que esse incêndio acontecera na realidade em 25 de março de 1911 e não fora provocado como punição a protestos. Anterior a essa data já se comemorava um Dia Internacional da Mulher, mas sem uma data fixa, sendo que tal data fora proposta no 2º Congresso internacional de Mulheres Socialistas, em 1910.
Por que um congresso socialista escolheria o dia 08 de
março como o Dia Internacional da Mulher?No início do séc. XX a Rússia ainda era governada pelos tzares. No séc. XIII a dinastia RuriKovitch iniciou esse período de governos absolutistas. O Tzar Ivan IV, o Terrível, foi o último dessa dinastia, já no séc. XVI e inaugurador da dinastia de Rurik, que vai até o séc. XVII, quando inicia a última dinastia dos Tzares, a conhecida Dinastia Romanov. Essa última é interrompida pela Revolução Russa, em 1917.
A Rússia era um território gigantesco, gelado, atrasado econômica e socialmente. Em 1905 o país teve sérios prejuízos com uma guerra com o Japão. Em 1914, o país sofreu com a 1º Guerra Mundial. Além do problema da guerra, a fome – agricultura precária – falta de moradia descente, falta de saneamento básico, desemprego, educação formal praticamente inexistente e inúmeros problemas faziam da Rússia um país péssimo para se viver.
Diante de tantos problemas sociais, guerra e falta de democracia política, no dia 08 de março de 1917, milhares de mulheres em Petrogrado, saíram às ruas protestando contra a ditadura e falta de políticas públicas. Reivindicavam em um coro: “Pão, Paz e Terra”. O que desejavam era que os problemas de racionamento de alimentos e preços altos fossem resolvidos, que a Rússia saísse da 1º Guerra e que fosse feita uma reforma agrária no país, visto que, tal imensidão de terras estava nas mãos de uma nobreza improdutiva.
Como acontecera em 1905, no Domingo Sangrento, o Tzar Nicolau II (Nikolái Alieksándrovich Románov; Николáй Алексáндрович Ромáнов) ordenou que os cassacos (polícia) atirassem na multidão. Contudo, para surpresa de Nicolau II, os cossacos deixaram as armas e se juntaram a população, restando ao tzar a renúncia imediata.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Preconceito contra ateístas é crime no Brasil, como a qualquer cidadão que manifeste alguma crença ou ideologia.Constituição da República Federativa do Brasil
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto
e a suas liturgias;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Cruzadas
No séc. XI Jerusalém já estava dominada pelos muçulmanos. Para dominar Jerusalém, os europeus fizeram as CRUZADAS, que eram expedições militares contra os muçulmanos.Referências Bibliográficas
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Candeia, V. 01. 1997.
GONZALES, Justo L. Uma história ilustrada do cristianismo: a era dos altos ideias. São Paulo: Vida Nova. V. 04. 1980.
PERNOUD, Régine. O mito da Idade Média. Lisboa: Editions du Seuil. 1978.
WALTON, Robert C. História da Igreja em quadros. São Paulo: Vida. 2000.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Descendentes e ex-escravos ricos que voltaram para a Africa
Essa pintura é de Debret (1839). Retrata o oficial de barbeiro no Brasil, que quase sempre era negro ou mulato. O europeu chocava com tal, mas o habitante do Rio de Janeiro utilizava vários trabalhos realizados por escravos. O barbeiro podia ser ao mesmo tempo, um cabeleireiro, um cirurgião que utiliza bisturi e um destro aplicador de sanguessugas, técnica bem utilizada como anestesia. Segundo os viajantes Th. Lindley e Wetherell, na Bahia, os barbeiros eram de músicos a arrancadores de dentes.
A esquerda, escrava doméstica. Artur Gomes Leal com sua ama-de-leite Mônica, 1860. A direita, escravo alforriado. Carte visite (Coleção Francisco Rodrigues, Fundação joaquim Nabuco, Recife).
Crioula, 1885. O termo crioulo, nesse caso, é denominação principalmente linguística africana, mas também para denominar grupos étnicos em várias regiões da África. A direita, Iorubá (grupo étnico da África Ocidental, sendo o segundo maior grupo da Nigéria) com escoriações características, fotografado em Salvador em 1885. (Coleção Tempostal, Salvador).
Escravos do eito numa fazenda fluminense por volta de 1885 (Museu Imperial, Petrópolis).
Costureiras brasileiras em Abeokutá (capital do estado de Ogun, na Nigéria), sec. XIX (Société des Missions Africaines, Roma). Com certeza retornaram a terra África.
Os homens mais ricos da comunidade brasileira, ou seja, ex-escravos do Brasil que voltaram a África, mandavam seus filhos para estudar na Europa ou na Bahia. Assim se formaram os primeiros médicos e advogados da Nigéria, como Plácido e Honório Assumpção. As carreiras de funcionário do governo colonial inglês e em empresas estrangeiras atraíam muito dos chamados "brazilian descendants". Os irmãos acima adotaram o nome iorubá Alakija. Parte da família voltou para a Bahia no começo do sec. XX. (Documento da família fotografado por Pierre Verger).
Acima, capela de bambu, primeira igreja Católica de Lagos (cidade portuguesa no distrito de Faro), 1872. Sentado entre dois missionários francesesm de chapéu, está o padre Antônio, ex-escravo do prior do Carmo do Salvador. Abaixo, sagração do católico de Lagos, Monsenhor Lang, em 1902. (Société des Missions Africaines, Roma).
Decoração dos festejos da abolição: sob os retratos de D. Pedro II e da Rainha Vitória, vêem-se as armas do Império do Brasil, ladeadas pelas bandeiras inglesa e brasileira. (Société des Missions Africaines, Roma).
Acima, comitê brasileiro dos festejos da abolição, reunindo os membros mais representativos da elite brasileira em Lagos. Abaixo, atores da peça "The Mysterious Ring", drama em cinco atos, apresentada em 5 de outubro de 1888, como parte dos festejos lagosianos pela Abolição da Escravatura. Os brasileiros em Lagos eram grandes aficionados do teatro clássico e da música lírica (Société des Missions Africaines, Roma).
Mulheres da comunidade brasileira de Lagos. No brasil no sec. XIX, as africanas admiravam seguir a moda européia.
Grupo de mulheres iorubá no final do sec. XIX, com roupas tradicionais, "adirés" e panos da costa. (Société des Missions Africaines, Roma)
A esquerda, Hypolito dos Reis, nascido na África, filho do brasileiro Papai Muda Lugar (que devia seu nome ao fato de ser mestre de dança em Lagos). Hypolito acaba indo para a Bahia. A direita, membro da família Martins (documento da família).
A esquerda, Porfirio Maxwell Assumpção Alakija, filho de Marcolino. Nascido na África, instalou-se na Bahia, onde foi professor de inglês e onde colaborou com Nina Rodrigues. Foto feita em Lagos. A direita, Plácido Assumpção (Sir. Adeyemo Alakija). Nascido em Aneokutá, em 1884, foi educado em escola católica em lago, seguindo depois para a Inglaterra, onde se formou em Direito criminal. Foi um dos poucos advogados da comunidade brasileira a ocupar cargo influente nos quadros do governo colonial. Teve participação significativa na vida política de Lagos. Convertido ao anglicanismo, foi dirigente da sociedade secreta Reformed Ogboni, antiga sociedade iorubá, causa de séries divergências da Igreja Anglicana. Foto tirada na Bahia, por volta de 1911. (Documentos da família, fotografados por Pierre Verger). Interressante como, poucos anos após a abolição, um negro consegue uma ascensão social tão expressiva.
Acima, família Suberu, em Ondo (maior cidade do Estado de Ondo, na Nigéria). Abaixo, famíliaFragoso. Ambas, ex-escravas no Brasil. (Documento da família)
Sentado, Lucio Mendes da Costa. Foi escravo na Bahia, voltou para Lagos e depois retornou a Bahia, morrendo em Cachoeira. Seu filho, Cypriano Lucio Mendes, de pé, comerciava "carne do sertão" (charque) importada do Brasil. Rico, consta que possuía cinquenta casas e que teria perdido a fortuna em um naufrágio (documentos da família).
Família Mendes, no Rio de Janeiro. Parte dessa família está em Lagos, parte em Cachoeira, na Bahia, e parte no Rio de Janeiro. (Foto cedida pela família em Lagos. A mesma foto foi encontrada em Cachoeira)
Cosmos Anthonio, nascido em Lagos em 1889, de mãe baiana, fotografado aos 76 anos, em Oshogbo (capital e a maior cidade do Estado de Osun, na Nigéria). Sua avó materna, Felicidade Maria de Sant'Anna, era uma princesa Ijexá, retornada do cativeiro no Brasil e que comerciava com a Bahia. A direita, Dominga Ariike Anthonio, esposa de Cosmos e brasileira de Lagos.
A esquerda, João Esan da rocha em foto anterior a 1870, tirada no Brasil. Vendido como escravo aos 10 anos, comprou sua alforria aos 30 anos. Voltou para Lagos com sua mulher e seu filho e tornou um rico comerciante (Coleção família Rocha-Thomas). A direita, Louisa Angélica Nogueira da Rocha, em foto de cerca de 1870, mulher de João Esan, com seu filho Cândido da Rocha. Cândido tornou-se um grande comerciante de ouro. Tinha cavalos de corrida e luxuosas carruagens. Seu irmão, Moysés da rocha, estudou medicina em Edimburgo e especializou-se em doenças tropicais. Foi um fecundo jornalista, estreitamente ligado a Igreja Católica (foto Pierre Verger, coleção família Rocha-Thomas).
Família de João Angelo Campos, comerciante e uma das maiores fortunas de Lagos no sec. XIX. Teve grande participação na vida política e cultural da cidade. (Société des Missions Africaines, Roma).
Acima, João Angelo Campos, em foto tirada na Bahia, em casa de sua afilhada Ana Cardoso. Abaixo, duas casas de propriedade da família. A da esquerda, construída em 1897, pertenceu a Romão Campos, comerciante que deu nome a Campos Square, centro do brairro brasileiro em Lagos. (Société des Missions Africaines, Roma).
As fotos e informações acima foram tiradas do livro:
Da senzala ao sobrado: arquitetura brasileira na Nigéria e na república popular do Benin/Mariano Carneiro da Cunha, Ed. USP.

