sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Revolução Constitucionalista de 1932

Em 1932, estourou na região de São Paulo a Revolução Constitucionalista. Getúlio Vargas estava no governo provisório desde 1930. O movimento reivindicava eleições e uma constituição, visto que a Constituição de 1891 estava em desuso.

De fevereiro a julho de 1932 ocorreram diversos ats públicos na cidade de São paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Acima manifestação popular de apoio a Revolução Constitucionalsita.

Governador Pedro de Toledo, seus secretários e apoiadores da Revolução.

Passeata no centro de São Paulo.

Voluntários prorevolução.

Carro blindado de fabricação brasileira.

Batalhões de voluntários e soldados da Força Pública Paulista.

Batalhões de voluntários e soldados da Força Pública Paulista.

Manifestação prorevolução.

Logo que eclodiu o movimento militar contra Getúlio em São Paulo, organizou-se um corpo combatente de voluntários de cor (na época isso queria dizer pretos e pardos). Esse batalhão tomou o nome de Legião Negra.

Soldados e oficiais da Legião Negra.

Participação das mulheres na Revolução como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.

Participação das mulheres na Revolução como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.

Participação das mulheres na Revolução.

Mártires da Revolução.

Missa campal na praça da Sé por intenção dos soldados constitucionalistas, em 22 de julho de 1932.

Soldado com salame doado pela ARMOUR.

Oficiais da Legião negra. Na foto de cima, 13 índios acantonados na Legiçao Negra.

Legião Negra.

Trincheiras da guerra.

Sargento João Bougouldt e o piloto civil Mourão de Oliveira. Participaram de missões aérea jogando folhetos sobre o Rio de Janeiro.

Trem blindado utilizado na Revolução.

A matraca acabou sendo transformado em uma arma, demosntrando a dificuldade de obtenção de armamentos.
Morteiro e bomba utilizada pela aviação constitucionalista.

Granadas, obuses, bombas e morteiros utilizados pelos constitucionalistas.
Capacetes utilizados na Revolução.

Tanque Lança-Chamas, construído em São Paulo.

Durante o conflito, o Tesouro Estadual emitiu papel-moeda com símbolos da política paulista.



Referência Bibliográfica

VILLA, Marco Antonio. 1932: imagens de uma revolução. São paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008
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Contato

Prof. Yuri Almeida
yuridemetal@yahoo.com.br

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Origem do Terceiro Mundo

Nas décadas de 1950-60, a maioria dos países da África e Ásia deixaram de ser colônias européias, graças as modificações ocorridas após a 2ª Guerra. Os países europeus estavam preocupados em reconstruir seus próprios territórios atingidos pela guerra.

A URSS apoiou essa descolonização porque queriam a libertação dos povos do jugo imperialista. Os EUA apoiaram essa descolonização porque esses novos países abriam mercados para os produtos americanos, lucro certo para o capitalismo. O fascismo estava em baixa e a ONU apoiou as independências por questão de libertação política.

Em muitos países houve conflitos sangrentos, luta do povo pela independência.

Ao lado foto da Conferência de Bandung.

Terceiro Mundo

Os países da África e Ásia que ficaram independentes, até conseguiram representantes na ONU, mas continuavam dependentes economicamente dos países ricos.

Em 1955 na CONFERENCIA DE BANDUNG, representantes de vários países de todos os continentes afirmaram a existência do Terceiro Mundo. O Primeiro Mundo eram os países capitalistas ricos. O Segundo Mundo eram os países socialistas. O Terceiro Mundo era o resto dos países, que eram todos pobres e dependentes economicamente.

O Terceiro Mundo não queria participar da Guerra Fria, combatiam o racismo, o subdesenvolvimento e queriam cooperação internacional.

Esses países eram diferentes entre si. Índia e China já tinham mais autonomia em relação ao resto. Argentina, Brasil, México eram mais industrializados. Cuba era socialista e tinha um desenvolvimento social muito bom. Mas todos eram pobres e dependiam economicamente de outros países.

Na África, os colonizadores europeus destruíram a agricultura tradicional africana para implantar latifúndios ligados à exportação. Com a descolonização, os latifúndios permaneceram, faltando alimento para os pobres. A presença de latifúndio em qualquer sociedade é geradora de desigualdade social.

Os europeus também dividiram os territórios africanos na colonização sem levar em consideração as populações que lá viviam. Isso trouxe crises étnicas e culturais, pois muitas populações eram rivais e ficaram no mesmo país.

Por isso, a África vive tantos conflitos internos hoje.

O caso da Índia é ímpar, diferente de todo o mundo.

Esta foi a principal colônia da Inglaterra e lutou de forma pacífica para conseguir sua independência.

Liderados por Gandhi, protestavam contra o domínio inglês através da desobediência civil.

Já a China era um país de miseráveis e de alguns ricos ligados aos investidores estrangeiros.

Na década de 1920 a China era governada pelo Kuomitang (Partido Nacionalista).

O Partido Comunista era perseguido. Em 1921 fizeram a LONGA MARCHA de 6 mil KM, liderados por Mão Tse-tung, fugindo do Kuomitang, que desejava exterminar o comunismo do país.

Contudo, em 1937 o Japão queria dominar a China. Foi aí que o Partido Comunista e Kuomitang se uniram para impedir o avanço japonês.

Terminada a 2º Guerra, a população deu crédito aos comunistas, que tomaram o poder em 1949. Devido a Guerra Fria, Stalin não apoiou a tomada dos comunistas. Tratados como os Acordos de Yalta barraram o apoio soviético a qualquer revolução socialista que se sucedesse.

No poder, Mao Tse-tung fez reforma agrária, investiu em educação e estatizou empresas.

URSS e china tiveram divergências na década de 1960. O dirigente soviético, Krushev, defendia uma coexistência pacífica, mas Mao Tse-tung queria uma guerra mundial entre socialismo e capitalismo. Os dois países romperam ligações.

Outro conflito que envolve países de Terceiro Mundo é o caso Israel X Palestina.

Vários países do Oriente Médio haviam ficado independentes após a 2º Guerra. O movimento sionista pregava a volta dos judeus a Palestina, pois eles tinham habitado a região parte da Antiguidade (2.000 anos atrás). Mas os árabes palestinos habitavam a região, também desde a Antiguidade.

Depois da 1º Guerra, a Inglaterra dominou a Palestina e facilitou a entrada dos judeus na região.

Em 1948, a ONU dividiu o território em dois: Palestina (para os árabes) e Israel (para os judeus).

Na realidade, os judeus são um ponto de apoio para os capitalistas (principalmente os EUA), pois o Oriente Médio tem petróleo.

Os árabes não aceitaram Israel e por isso há constantes conflitos na região. Assim que Israel foi criado, foi atacado por Líbia, Egito, Iraque, Síria e Jordânia. Os EUA apoiaram Israel, que venceu e tomou mais 75% do território palestino.

Os árabes atacaram Israel na Guerra do Suez (1956), na Guerra dos Seis Dias (1967) e na Guerra do Yom Kippur (1973). Mas Israel venceu todas e os palestinos praticamente ficaram sem pátria.

Os palestinos lutam até hoje pela terra que lhe fora retirada, pois Israel recebe dinheiro dos EUA e até tem uma boa economia, enquanto os palestinos sofrem sérios problemas sociais.

Atualmente, não se usa mais o termo países de terceiro mundo oficialmente. Alguns são chamados de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasi e Índia e outros de países subdesenvolvidos, como o é o caso da Etiópia, por exemplo. Mas na realidade, mudou-se somente os termos. Os países ricos capitalistas nunca pagaram pela desestrutura que causaram na África, Ásia e América Latina.

“Justa, na verdade, é a guerra quando necessária, e piedosas as armas quando apenas nelas se encontra a esperança.” (Nicolau Maquiavel)

Olho por olho o mundo acabará cego (Mahatma Gandhi)

Prof. Yuri Almeida

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Brasil de 1930 a 1934: Direitos Trabalhistas

Há quem diga que a partir da Revolução de 1930 o Brasil entra em uma nova era. O fato se deve, pelo menos na teoria doutrinária política. O próprio termo “Revolução” é contestado por alguns historiadores para designar o movimento de 1930, o qual leva Getúlio Vargas ao cargo de chefe do Governo Provisório do Brasil. Segundo Sousa (S/D) e dentro da corrente marxista, um ato verdadeiramente revolucionário é aquele em que há uma verdadeira inversão nos pontos que sustentam determinada estrutura social.


Destacando-se o rompimento do pacto da “política do café com leite” nota-se como única virtude de mudança e diga-se sem qualquer alteração nas relações sociais, onde o Brasil passaria a ser governado não mais pelo jogo político dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. A partir de então o país ganha um novo rumo na ideologia política, porém sem alterar a classe social que o já governava, agora do Rio Grande do Sul. Levine (2001), em sua obra 'Pai dos Pobres?' emprega que de certa forma não houve mudanças de classes sociais no governo do país, pois “[...] o Brasil continuava a ser governado pelas mesmas velhas elites, homens vestidos com seus ternos de linho branco diretamente ligados à oligarquia rural ou às indústrias nascentes” (2001, p. 51). No novo governo que se firma, as classes menos favorecidas, não assumem uma posição privilegiada na relação sociedade e Estado.Como garantia de sua legitimidade no poder, o novo governo – 'o revolucionário' – vê a necessidade do apoio das massas, para que estas reconhecessem o movimento como o meio legal de se estabelecer a ordem, política e econômica no país.
A Crise de 1929 que abalou o mundo, deixou grandes efeitos colaterais na vida econômica e financeira do Brasil. As dificuldades sociais perante a uma crise política pela qual passava o país, somada à Grande Depressão, colocava em risco os projetos 'revolucionários' do novo governo. Assim como na Europa, ações totalitárias se fazem presente no Brasil. Como prova disso, é fechado o Congresso Nacional, as casas legislativas dos estados, as Câmaras municipais e os atos governamentais ficam suspensos de qualquer apreciação judicial. Nos estados e nos municípios são instituídos os interventores, que passam a exercer a função de chefe do poder executivo. Com isso o governo pretenderia excluir todo o jogo político vigente na República Velha e instituir uma nova ordem política.


Na tentativa de acomodar a situação interna pela qual o Brasil passava, cria-se dois novos ministérios que abririam as portas para as políticas públicas tão requisitadas pela sociedade brasileira. Conforme Skidmore (1982) a questão social não deveria mais ser tratada como um 'caso de polícia'. A criação do Ministério da Educação e Saúde bem como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio dão novos ares na instituição estatal em sua relação com a sociedade, pelo menos na teoria, pois as mudanças implantada através de decretos, sem a devida participação da sociedade e ou de seus representantes, pouco mudou a realidade brasileira. A criação de decretos concedendo direitos trabalhistas não gerou uma universalização da eficácia da lei no que concerne sua aplicação e plenitude a toda à sociedade brasileira; de um lado se excluiu do núcleo dos direitos trabalhistas os trabalhadores rurais, isso porque o governo não via nestes um iminente perigo à sua legitimação, tal como não estava disposto em afrontar uma velha oligarquia, a cafeeira, que já estava com as asas devidamente cortadas. De outro lado, devemos considerar a aplicação da lei, pois no interior as mudanças eram lentas – para não dizer que não ocorria – e tudo se mantia nos moldes da 'República Velha', com exceção do Distrito Federal.
Já aos que puderam se beneficiar dos direitos trabalhistas tiveram de abrir mão de seus direitos civis, no que concerne o direito livre a organização. Os sindicatos ficavam sob o controle estatal, assim jamais manifestações impróprias às ideias governamentais se colocariam como movimentos de mobilização social."A consolidação do governo central à custa dos interesses locais e estaduais tornou-se a pedra de toque de sua administração. Sob alguns aspectos, porém, pouco mudou durante os primeiros sete anos de Vargas como chefe de Estado. Seus decretos propiciando benefícios aos assalariados foram muito além das leis limitadas e raramente cumpridas da República Velha, mas não foram devidamente implementados, sobretudo fora do Rio de Janeiro. A legislação social e previdenciária custara ao país a liberdade individual. Os trabalhadores tinham de levar consigo carteiras de trabalho, o que permitia aos patrões e à polícia pôr na lista negra qualquer um metido em confusão por ativismo ou participação em greves. (LEVINE, 2001, p. 72) "
Conclui-se no entanto que os direitos, ditos 'sociais', funcionavam como uma contraprestação entre o Estado, os trabalhadores urbanos e os patrões. Greves são vistas como uma manifestação social a fim de produzir um bem comum a uma determinada classe, porém, quando esta parte do setor privado, no contraditório ao objetivo do bem comum é um empecilho à economia. Assim o governo procurou atuar como árbitro das questões sociais, sem ouvir os envolvidos e os verdadeiros merecedores da questão.

Referências Bibliográficas

LEVINE, Robert M. PAI DOS POBRE? O BRASIL E A ERA VARGAS. Companhia das Letras. São Paulo: 2001.

O que é Revolução? Disponível em: http://www.brasilescola.com/historia/o-que-e -revolucao.htm. Acesso em: 11 de junho de 2011.


SKIDMORE, Thomas. BRASIL DE GETÚLIO A CASTELO BRANCO. Paz e Terra. São Paulo: 1982.


Prof. Hugo F. C. Faco

domingo, 29 de maio de 2011

1ª Guerra Mundial

Ver fotos da 1ª Guerra Mundial

O motivo da 1º Guerra não poderia
ser outro: econômico. Os países imperialistas desejavam novas áreas de mercado para obterem mais lucro.

No final do séc. XIX os monopólios capitalistas cresceram tanto que queriam explorar além do mercado nacional, ou seja, empresas da Inglaterra, EUA, França e outros países queriam explorar o mercado de áreas fora de suas fronteiras.

Os monopólios estavam atrás de mão-de-obra barata, matérias-primas (cacau, minérios, algodão, etc.) e mercado consumidor – tudo isso encontraria em outros países de economia mais frágil.
Países europeus começaram a explorar a economia na Ásia e África. Os EUA exploraram a América Latina e o Japão avançou sobre a Ásia.
Esses países competiam para dominar mais colônias. Para ampliar mais áreas de exploração capitalista, esses países entraram em conflito armado, que foi a 1º Guerra.

Disputa entre Inglaterra e Alemanha
O capitalismo inglês era o mais desenvolvido. No começo do séc. XX a indústria alemã cresceu. Produzia-se mais que a Inglaterra, com mais qualidade e produtos mais baratos – muitos mercados preferiram as mercadorias alemãs, reduzindo o mercado inglês.
Os empresários ingleses queriam acabar com a Alemanha e os empresários alemães desejavam a queda da Inglaterra. A população foi convencida da necessidade de uma guerra.
A Alemanha era um país novo, nascido em 1871 após a guerra Franco-Prussiana. A Inglaterra não aceitava perder mercado para uma nação com uma história política tão recente.

Revanchismo francês
Devido derrota na guerra Franco-Prussiana em 1871, a França teve que ceder o território da Alsácia-Lorena para a Alemanha, região rica em carvão e ferro. Os franceses desejavam revanche, para tomar de novo a região para si.
Essa revanche era ensinada até mesmo nas escolas públicas francesas. Os franceses não aceitavam que tal território ficasse em mãos germânicas.

Alemanha e Itália
Alemanha e Itália surgiram como Estados Nacionais só em 1871. A Inglaterra e França já tinham colônias na África e Ásia. Por isso, desejavam também ter colônias para fortalecer sua economia. A Itália tem um território pequeno e somente a exploração de outras economias poderiam alavancar a disputa econômica com os países ricos.

Disputa dos Bálcãs
A Áustria era um império que reunia vários povos eslavos como: sérvios, tchecos, eslovacos, eslovenos, croatas e poloneses; e não-eslavos como os húngaros – formavam o Império Austro-Húngaro.
Esses povos eslavos sentiam oprimidos pelo Império e queriam independência. Rússia também era um império, mas de origem eslava. Queriam controlar todos os povos eslavos.
Assim, a Rússia promoveu o PAN-ESLAVISMO, que tinha o objetivo de reunir todos os povos eslavos.

Início da 1º Guerra
O governo da Sérvia incentivava a luta contra o Império Austro-Húngaro.
As potencias mundiais abasteciam de armamentos se preparando para conflitos.
A Bósnia era dominada pelo Império Austro-Húngaro, mas também queria independência.
O arquiduque austríaco Francisco Ferdinando visitou Sarajevo, capital da Bósnia, para demonstrar seu domínio – assim foi assassinado por um grupo libertador.
A Áustria culpou a Sérvia pelo atentado e lhe declarou guerra. Em resposta, a Rússia declarou guerra à Áustria. A Alemanha ficou do lado da Áustria. A França e a Inglaterra aproveitaram e declararam guerra a Alemanha.

Alianças Militares
Tríplice Entente: França, Inglaterra e Rússia. A Rússia queria acabar com a Áustria por causa do pan-eslavismo e porque Alemanha queria construir uma estrada de ferro de Berlim a Bagdá (Iraque) para transportar petróleo. Romênia apoiou este grupo.
Tríplice Aliança: Alemanha, Itália e Áustria. Itália depois passou para o lado da Entente. Bulgária e Turquia ficaram neste grupo.
O Japão tomou algumas colônias da Alemanha, mas depois se retirou do conflito.

EUA
Os EUA vendiam alimentos, combustível e máquinas para a França e Inglaterra.
Se a Entente perdesse a guerra, França e Inglaterra ficariam sem dinheiro para pagar os EUA.
Em 1917 Rússia saiu da guerra por causa da Revolução Socialista. No mesmo ano, os EUA entraram na guerra e ajudaram a Entente a vencer.

Conseqüências da guerra
Houve 9 milhões de mortes nas trincheiras da guerra. Claro, todo número exposto nos livros, quando se trata de guerra é relativo.
EUA tornam o país mais rico do mundo. Afinal, não houve conflitos em seu território e ainda tinha dinheiro para receber da Inglaterra e França.
O Império Austro-Húngaro se fragmentou, surgindo: Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia.
Com o TRATADO DE VERSALHES, os vencedores impuseram penalidades à Alemanha, que perdeu suas colônias, teve que pagar indenização aos vencedores e não poderia ter armamento pesado.
EM 1919 foi criada a LIGA DAS NAÇÕES, que era uma assembléia para pacificar conflitos.

“Quando elefantes brigam, o capim é esmagado.” (Provérbio cambojano)


Prof. Yuri Almeida

domingo, 24 de abril de 2011

Terra, fonte da vida e a questão agrária

Os movimentos atuais acerca da ocupação de terras se dão pelo valor da produção alimentar que a terra propicia. Assim as desigualdades impostas por um sistema desenfreado coloca as classes menos favorecidas em condições precárias, onde o desemprego, a fome, as moléstias e as mazelas do crime social permeiam a formação de indivíduos socialmente excluídos da classe dominante. A exclusão por sua vez é resultado de um processo discriminatório comumente ligado às relações de dominação e exploração oriundas da desigualdade social. Neste aspecto, as pessoas que não tem acesso à terra e seguem pela linha da desigualdade social, procuram amenizar sua tempestiva exclusão através do que é chamado de invasão de terras.

O MST, expressão máxima dessa classe no Brasil, tem lutado pela reforma agrária a fim de amenizar os problemas sociais que o não acesso a terra propicia as pessoas dependentes desta, uma vez que a terra é fonte de vida e inserção social. O fato é delicado ao belo gosto da elite agrária de nosso país e de extrema urgência à necessidade da classe dos sem terras. Diante deste ponto, percebe-se o valor social que a terra possui e, no entanto a ocupação de terras que não estão cumprindo com seu papel social permitiria um grande avanço nos rumos sociais e consequentemente econômicos de nosso país.


A ocupação de terras se sobrepõe ao direito de propriedade uma vez que as terras não são totalmente trabalhadas e exploradas. Mas essa questão é histórica e merece ser diagnosticada.


As primeiras distribuições de terras no Brasil se deram pela formação da grande propriedade, quase que no mesmo sistema de suserania e vassalagem do período medieval, ainda um resquício para a época. A divisão em Capitanias Hereditárias foi a base de toda exclusão que o Brasil ainda vive. O sistema se aqueceu ainda mais com o sistema denominado de plantation onde a produção da colônia se baseava na grande propriedade, na mão de obra escrava e na produção de um único produto para exportação, neste caso a cana de açúcar. Tal fato produziu uma sociedade estratificada, onde o acesso a terra se dava pelos privilégios de uma minoria, enraizando aí todo um processo de exclusão.


Outro fato importante e já no Brasil independente, especificamente em 1850, a promulgação da chamada Lei de Terras acirrou ainda mais o acesso a terra das classes menos favorecidas. Amedrontados com a pressão inglesa pela abolição da escravidão e temendo a formação de pequenos agricultores, sejam eles ex-escravos, trabalhadores livres e ou imigrantes, a posse de terra foi então regulamentada, onde a partir de então as terras devolutas passariam à tutela do Estado e somente se tornaria dono de terras quem as comprassem mediante pagamento a vista. Uma política de exclusão, pois será que algum escravo liberto ou forro teria dinheiro para adquirir um lote de terras? Provavelmente difícil.


Com a proclamação da República em 1889 nada desconfigura e ou reformula a questão agrária no Brasil. Seria simplesmente pelo fato de que quem governava o Brasil eram os barões do café?


No dia primeiro de abril de 1964 o Brasil entra em um verdadeiro regime militar, tudo porque o “comunista” Jango, até então Presidente do Brasil propôs as chamadas Reformas de Base, onde uma das questões era a reforma agrária, algo tão periculoso para a elite da época que derrubaram o Presidente de um país até então democrático. Isso sim que é democracia.


Prof.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mercantilismo

O Absolutismo é formado na Europa por volta dos sec. XV e XVI. Os reis absolutistas precisavam de dinheiro para pagar soldados e funcionários públicos, adquirir armas e navios, construir estradas e manter o luxo da corte. Naquele período um Estado forte era sinônimo de um Estado com bom exército, pois uma simples guerra colocaria a perder os interesses tanto da nobreza quanto da burguesia local.

Os Estados Nacionais conseguiam dinheiro cobrando impostos. Camponeses e burgueses pagavam impostos enquanto os nobres e o clero eram isentos. Quem não pagasse imposto poderia ser preso e até morto, o Estado era absolutista.

Quanto mais rico era o país mais rico era o Estado e mais forte seria o exército. Em conseqüência, o luxo do rei e de sua corte seria mais visível. Para manter o Estado rico, os reis passaram a controlar e intervir na economia, criando leis e regras econômicas. Determinavam o que os burgueses poderiam comerciar e produzir. Intervir na economia era uma maneira do rei vigiar e dirigir a economia.

Assim sendo, mercantilismo é o conjunto de regras e leis econômicas criados pelos Estados Absolutistas.

Acumulação de metais

Acumulando ouro e prata os Estados Nacionais enriqueciam. Naquele período dinheiro era ouro e prata. O papel moeda não era utilizado como nos dias de hoje.

O problema é que as minas de ouro e prata da Europa estavam esgotadas. Para acumular dinheiro então, investiram no mercado internacional. Assim, quanto mais exportava mais o Estado adquiria riqueza.

Os Estados Nacionais procuravam exportar mais do que importar para manter a balança comercial favorável. Tal regra ainda é seguida nos dias de hoje.

Protecionismo Alfandegário

Para impedir importações o governo cobrava taxas alfandegárias que são impostos sobre produtos importados. Isso encarece a mercadoria de fora e fortalece a economia local do país.

As taxas alfandegárias protegiam as manufaturas nacionais, sem dizer que nada adiantaria o Estado exportar exageradamente e importar no mesmo rítmo.

Essa política econômica oriunda do mercantilismo é muito comum até hoje na economia capitalista.

Monopólios

Para controlar o lucro da burguesia e incentivar seu crescimento, os reis concediam monopólios.

Monopólio é exclusividade de produção e de comércio, ou seja, os reis concediam a alguns burgueses a exclusividade de produzir e comerciar produtos específicos. Assim, facilitava ao rei controlar o que estava sendo produzido, em que escala, qual a quantidade, qualidade, preço, quem produz, como e também a cobrança dos impostos.

Expansão Marítima

Nos sé. XV e XVI a pimenta era muito apreciada na Europa. Investir nesse negócio poderia ser algo muito lucrativo para os Estados Absolutistas.

Assim, os reis incentivaram tal comércio exterior. Os burgueses compravam pimenta nas Índias e vendiam em toda Europa, com alto lucro.

Esse comércio fortalecia a burguesia e os Estados europeus como também incentivou a expansão do Europeu por novas terras via marítima.

Mercantilismo e colonização da América

A Expansão marítima fez os europeus encontrarem a América, nova fonte de lucro para os reis. Espanhóis e portugueses colonizaram regiões da América para explorá-las.

Esses países europeus que dominaram eram chamados metrópoles. As regiões da América que eram dominadas eram chamadas colônias.

As metrópoles exerciam um monopólio colonial, que era uma exclusividade de exploração. O Brasil era colônia de Portugal. Assim, Portugal tinha exclusividade em explorar como quisesse o Brasil. O mesmo aconteceu com o resto da América Latina em relação a Espanha.

Muitos Estados Nacionais, como Portugal, Espanha, Inglaterra e França lucraram muito com a política mercantilista de colonização.

Corsários e Piratas

Eram bandidos do mar. Roubavam navios e enriqueciam a base da pilhagem. Os reis absolutistas, principalmente da Inglaterra e França, descobriram que a pirataria era um negócio lucrativo, que prejudicava os inimigos.

No caso desses países, o monopólio colonial imposto pela Espanha e Portugal os excluía da exploração da América Latina.

Conclusão

A acumulação de capital, que iniciou com práticas burguesas e se estendeu ao Estado, deu início ao mercantilismo, que podemos considerar ser o pai do capitalismo.

Prof. Yuri Almeida

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

O dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Aprendemos que essa foi a data de um incêndio numa fábrica têxtil em Nova York em 1857 que matou cerca de 120 mulheres trabalhadoras. De acordo com essa informação, o incêndio foi provocado porque reivindicavam melhorias trabalhistas.

Não obstante, há provas de que esse incêndio acontecera na realidade em 25 de março de 1911 e não fora provocado como punição a protestos. Anterior a essa data já se comemorava um Dia Internacional da Mulher, mas sem uma data fixa, sendo que tal data fora proposta no 2º Congresso internacional de Mulheres Socialistas, em 1910.

Por que um congresso socialista escolheria o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher?
No início do séc. XX a Rússia ainda era governada pelos tzares. No séc. XIII a dinastia RuriKovitch iniciou esse período de governos absolutistas. O Tzar Ivan IV, o Terrível, foi o último dessa dinastia, já no séc. XVI e inaugurador da dinastia de Rurik, que vai até o séc. XVII, quando inicia a última dinastia dos Tzares, a conhecida Dinastia Romanov. Essa última é interrompida pela Revolução Russa, em 1917.


A Rússia era um território gigantesco, gelado, atrasado econômica e socialmente. Em 1905 o país teve sérios prejuízos com uma guerra com o Japão. Em 1914, o país sofreu com a 1º Guerra Mundial. Além do problema da guerra, a fome – agricultura precária – falta de moradia descente, falta de saneamento básico, desemprego, educação formal praticamente inexistente e inúmeros problemas faziam da Rússia um país péssimo para se viver.
Para termos uma idéia, os camponeses amarravam casca de árvores nos pés para se proteger do gelo. A mortalidade infantil era altíssima, o analfabetismo era quase total, o déficit habitacional era de toda população pobre, a industrialização tardia e atrasada, quase não podemos falar de uma burguesia russa, prostituição e criminalidade alta e a miserabilidade social era aparente e não combatida, como também o desemprego e ausência de legislação trabalhista. Não havia poderes constituídos no país e a censura cerceava a opinião da imprensa.

Diante de tantos problemas sociais, guerra e falta de democracia política, no dia 08 de março de 1917, milhares de mulheres em Petrogrado, saíram às ruas protestando contra a ditadura e falta de políticas públicas. Reivindicavam em um coro: “Pão, Paz e Terra”. O que desejavam era que os problemas de racionamento de alimentos e preços altos fossem resolvidos, que a Rússia saísse da 1º Guerra e que fosse feita uma reforma agrária no país, visto que, tal imensidão de terras estava nas mãos de uma nobreza improdutiva.

Como acontecera em 1905, no Domingo Sangrento, o Tzar Nicolau II (Nikolái Alieksándrovich Románov; Николáй Алексáндрович Ромáнов) ordenou que os cassacos (polícia) atirassem na multidão. Contudo, para surpresa de Nicolau II, os cossacos deixaram as armas e se juntaram a população, restando ao tzar a renúncia imediata.

Estava encerrado o período dos tzares, a história de imperadores absolutistas estava enterrada no passado daquele país. A Duma (parlamento) elegeu um governo provisório, Kerenski, que acabou com a censura e transitou o país para uma democracia. Ainda em 1917, Lênin chegou ao poder, transformando a Rússia em URSS. Posteriormente, Stalin transforma a URSS numa potência econômica, militar e social.

8 de março de 1917, a força do protesto de mulheres russas muda a história de um país miserável. Não apenas a política daquele país mudou, mas em decorrência de tal, a economia e o social passa por grandes mudanças estruturais.


Prof. Yuri Almeida

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preconceito contra ateístas é crime no Brasil, como a qualquer cidadão que manifeste alguma crença ou ideologia.
Constituição da República Federativa do Brasil
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto
e a suas liturgias;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cruzadas

Por volta do séc. IX o Islamismo já estava presente no Oriente Médio, norte da África e península Ibérica. Um pouco mais tarde, os balcãs e África subsaariana conheceram as idéais do profeta Maomé.
No séc. XI Jerusalém já estava dominada pelos muçulmanos. Para dominar Jerusalém, os europeus fizeram as CRUZADAS, que eram expedições militares contra os muçulmanos.
A Igreja e a nobreza apoiaram as cruzadas que mataram muitos árabes. Não podemos esquecer que a riqueza da nobreza está na terra e as cruzadas era uma oportunidade de aumentar os feudos de europeus e de expansão para o cristianismo.
A primeira cruzada foi de 1096 a 1099. O papa Urbano II (responsavél pelo estabelecimento da cúria romana na forma atual) e o monge francês Pedro, o eremita, foram os incentivadores dessa cruzada. O alvo era simples - libertar Jerusalém do poder turco. Conseguiram capturar Nicéia, Antioquia, Edessa e chegaram a Jerusalém. Já nessa primeira cruzada conseguiram estabelecer alguns reinos feudais, uma prova do interesse geopolítico das cruzadas. Participaram desse conflito Válter Sans Avoir, Gottschalk, Raimundo de Tolosa, Godofredo, Tancredo e Roberto da Normandia.
A segunda cruzada foi em 1147-48 e foi motivada pelo abade Bernardo de Claraval e pelo papa Eugênio III (sua família pertencia a nobreza italiana). Também participaram dessa Conrado III (fundador da dinastia Hohenstaufen de imperadores do Sacro Império) e Luís VII (rei dos francos da dinsatia dos capetianos) . Essa cruzada tinha a intenção de retomar Edessa dos turcos. Uma terra dominada pelos turcos significava uma área em que o velho feudalismo europeu fica sem atuação. Claro, a alegação oficial para atacar Edessa e Damasco era religiosa, visto que o islamismo era condenado pelo ceio do cristianismo. Interessante que a desconfiança entre os cruzados ocidentais e os guias orientais levou o exército cruzado não apenas a derrocada, mas a sua dizimação.
De 1189 a 1192 houve uma terceira cruzada, motivada pelo papa Alexandre III, que teve apoio do imperador do Império Romano-Germânico Frederico de Barbaroxa, do rei dos francos Felipe Augusto (um dos monarcas mais poderosos da Idade Média) e do rei da Inglaterra e duque da Normandia Ricardo I. A Igreja buscava aliados nos pequenos reinos bárbaros cristãos para conseguir aumentar seu domínio no Oriente. O objetivo oficial dessa cruzada era retomar Jerusalém dos sarracenos e de Saladino, que era um chefe militar curdo muçulmano e que se tornou sultão do Egito a Síria. Seu domínio chegou ainda ao iraque e Iêmem. O fim dessa cruzada foi trágico para os cruzados, o imperador Frederico de Barbaroxa morreu afogado, o rei Felipe Augusto voltou derrotado e Ricardo I capturou as cidades de Jope e Acre e fez um acordo com Saladino . Contudo, foi preso na Áustria enquanto retornava. Não conseguiram seu objetivo.
A quarta cruzada foi em 1200-04 organizada pelo papa Inocêncio III. Ele teve apoio de Thibaut de Champagne, Luís de Blois, Balduíno de Flandres, Simão de Montfort (nobre franco-normando) e Henrique Dandolo. Queriam enfraquecer o poder sarraceno invadindo o Egito. A cidade cristã de Zara (atual Zadar, na Croácia) foi saqueada para pagar os transportes contratados em Veneza. Por isso os cruzados foram excomungados. Muitas cidade muçulmanas eram saqueadas nas Cruzadas e nunca a Igreja se posicionou contra, pelo contrário, havia o entendimento de que numa guerra tal é suportável. A cidade de Constantinopla foi tomada pelos cruzados, que a tornaram capital do Império Latino. Esse Estado Cruzado durou de 1204 a 1261, quando voltou a ser Império Bizantino.
Em 1212 houve a estranha Cruzada das Crianças, motivada pelo desconhecido Nicolau Estêvão. A Idade Média tinha sua mitologia muita enraizada na sociedade. Queriam conquistar Jerusalém de maneira sobrenatural, pelos "puros de coração". Criam que a conquista de Jerusalém não se deu porque até então tinha entre os cruzados "homens pecaminosos". A conquista da "terra santa" não se daria pela força dos braços e sim pela fé. O fim de um disparate desse foi claro - a maioria das crianças foram afogadas no mar, vendidas como escravas ou mortas.
A quinta cruzada ocorreu de 1219 a 1221 e foi motivada pelo papa Honório III e teve apoio incondicional de Guilherme da Holanda e João de Brienne. Este último ocupou o trono de Jerusalém entre 1210 e 1225 e chegou a ser co-imperador com Balduíno II do Império Latino. Tinham o objetivo de enfraquecer o poder sarraceno e invadir o Egito. Desta vez os cruzados tiveram sucesso na coquista de Damieta, no Egito, mas logo depois, a perderam novamente.
A sexta cruzada ocorreu em 1229 e desta vez não tinha o incentivo oficial do papado, mas o imperador do Sacro Império Romano-Germânico Frederico II de Hohenstauffen esteve a frente dessa nova tentativa de reconquistar Jerusalém. No final, aconteceu algo interessante, os cruzados fizeram um acordo com o sultão que passou o controle de Jerusalém para Frederico. Logicamente ele foi excomungado da Igreja, mas esse fato prova mais uma vez que a questão religiosa não era o principal motivo das cruzadas e sim a sede por terra, visto que na Idade Média a posse de terra era algo que valia o título de nobreza.
A sétima cruzada ocorreu em 1248 e teve o rei da França Luís IX como participante notável. Queriam libertar Jerusalém invadindo a "terra santa" pelo Egito. Era uma manobra muito arriscada e foram derrotados no Egito mesmo.
Em 1270 o rei Luís IX retoma a batalha numa oitava cruzada. Partiu para o Egito com o objetivo de tentar converter o emir e o sultão de Túnis. Foi recebido com armas e mal pode combater, pois os cruzados foram acometidos por uma peste que assolava a região. Luís IX morreu e seu filho, Filipe, o Audaz, firmou um acordo de paz e retornou para a Europa, onde foi coroado rei.
Em 1271-72 o príncipe Eduardo da Inglaterra combateu o sultão Baybars do Egito, que domininava Jerusalém. Após trégua, Baybars tentou assassiná-lo, mas antes do contra-ataque do príncipe, seu pai Henrique III faleceu e Eduardo retornou a Inglaterra para assumir o trono e dando fim as cruzadas genuínas.
Uma décima e décima primeira cruzada pode ter sido realizada por crianças, mas há poucos registros sobre tal.
No séc. XV o papa Pio II pregava as cruzadas contra os turcos infiéis. Mas ele mesmo foi autor da bula Execrabilis em 1464 que assinalou o fim desse movimento.
As cruzadas resultaram no aparecimento de novas cidades, fomentou a importância da cavalaria no setor bélico. O contato dos europeus com os muçulmanos fez eles conhecerem a prática do comércio, o que ajudou no crescimento da burguesia. No mesmo período inicia a decadência do sistema feudal e surgimento dos Estados Nacionais monárquicos. É bom salientar que o feudalismo só vem a cair com as revoluções burguesas no sec. XVIII.
Fim da história - morreu muita gente, a Igreja continuou com seu domínio no Ocidente, o Islamismo continuou seu domínio no Oriente e Jerusalém não foi reconquistada pelos cristãos.

Prof. Yuri Almeida

Referências Bibliográficas

CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Candeia, V. 01. 1997.

GONZALES, Justo L. Uma história ilustrada do cristianismo: a era dos altos ideias. São Paulo: Vida Nova. V. 04. 1980.

PERNOUD, Régine. O mito da Idade Média. Lisboa: Editions du Seuil. 1978.

WALTON, Robert C. História da Igreja em quadros. São Paulo: Vida. 2000.