quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Feudalismo

De acordo com a historiografia tradicional, após a queda do Império Romano inicia a Idade Média, mais precisamente no séc. V d.C.
A queda se deu devido vários fatores, como problemas políticos, rebeliões de escravos, disputas pelo poder, como notamos nos triunviratos, mas destaquemos aqui as invasões bárbaras, que por demais desestruturou o Império naquele período específico.
A civilização europeia foi uma combinação cultural entre gregos, romanos, bárbaros e o cristianismo, uma força que acaba com o período dos grandes impérios para se estabelecer como novo império ideológico sobre as massas.
Os bárbaros derrubaram geopoliticamente os romanos, mas o cristianismo se manteve e muitos bárbaros se converteram, razão pelo qual o próprio imperador Constantino “se converte”.
A Igreja dominou a Europa medieval, sendo que a vida das pessoas girava em torno da religião – daí o termo teocentrismo. Desde a arte, costumes e pensamento foram ditados pela Igreja. Deus e diabo eram personagens que simbolizavam bem e mal. Céu e inferno confortavam e amedrontavam as pessoas.
Quase todos eram analfabetos, mas padres sabiam ler e escrever. A Igreja detinha livros e quase todo saber.
O idioma falado era o latim, mas com o tempo sugiram as línguas vernáculas, devido as influencias bárbaras.
Sugiram os idiomas latinos: português, espanhol, francês e italiano. Os novos idiomas bárbaros eram: alemão, inglês, holandês, sueco, dinamarquês, russo, polonês e etc. Cada qual misturando o latim, no caso do ocidente ou o grego, no caso do oriente. Por isso essas línguas são chamadas de idiomas modernos.

Vida sócio-econômica
As invasões bárbaras abalaram as estruturas do antigo Império Romano.
As cidades perderam importância. As propriedades rurais, chamadas de FEUDOS, que pertenciam aos nobres, eram onde a maioria das pessoas vivia e trabalhava. Essa migração da cidade para o campo chama-se ruralização.

domingo, 9 de outubro de 2011

Khrushchev mentiu sobre Stálin

Nikita Khrushchev mentiu sobre Stalin, afirma o historiador Grover Furr

O dia 25 de fevereiro de 1956 é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes da história do século 20, porque reflete uma mudança radical na política da União Soviética - que era, então, uma das duas superpotências do mundo. Nesse fatídico dia, o então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Nikita Sergeevich Khrushchev, proferiu seu famoso "Discurso Secreto" sobre o suposto culto à personalidade e suas consequências, em uma sessão fechada do 20º Congresso do PCUS. O conteúdo exposto visava minar a imagem de Josef Stálin, principal dirigente internacional comunista por mais de três décadas, secretário-geral do PCUS até sua morte, em 1953, e apresentá-lo como um monstro sanguinário e tirânico. Para tanto, foi relatada uma série de acusações, vilanias que Stálin teria cometido contra a "legalidade socialista".
O discurso de Khrushchev teve um efeito devastador no movimento comunista internacional, desintegrando a unidade que fora conseguida com enorme esforço ao longo de décadas de luta. Muitos militantes se revoltaram contra o legado revolucionário de Stálin, que, há poucos anos, era símbolo de esperança por um novo mundo, e aderiram às posições khrushchevistas. Outros se mantiveram fiéis e passaram a criticar a nova liderança soviética, e houve também aqueles que simplesmente abandonaram suas lutas e perderam a esperança. E, não só isso, o discurso deu munição para a propaganda ocidental anticomunista, tornando-se um dos pilares do paradigma totalitário que até hoje domina a produção acadêmica de História acerca da União Soviética.
Muito já se escreveu sobre este acontecimento e vários pesquisadores chegaram à conclusão de que alguns dos pontos levantados por Khrushchev eram falsos, como, por exemplo, a esdrúxula afirmação de que Stálin conduzia as operações militares da Grande Guerra Patriótica (como os russos chamavam a Segunda Guerra Mundial), utilizando um simples globo terrestre. No entanto, ninguém havia analisado profundamente o "Discurso Secreto" com o intuito de verificar todas as outras afirmações presentes nele, até o historiador americano Grover Furr encarar tal tarefa (veja em www.averdade.org.br entrevista com o professor Grover Furr).

sábado, 24 de setembro de 2011

Imperialismo

No final do séc. XIX a economia mundial sofreu grandes mudanças que impulsionaram o capitalismo.

2ª Revolução Industrial
A tecnologia industrial avançou, surgiram novos tipos de máquinas, o motor a combustão, o automóvel, a energia elétrica. A indústria siderúrgica e de máquinas pesadas ganharam força e a indústria química se destacou com a produção de combustíveis, fertilizantes, remédios, etc.
A concorrência entre as empresas capitalistas aumentou. Surgiram os monopólios capitalistas, pois as empresas menores não conseguiram competir com as grandes, que passaram a dominar o mercado.
A exploração da mão-de-obra aumentou com a concorrência.
Surgiram nesse período os CARTÉIS, que são acordos dos monopólios para dividir o mercado. Assim, as empresas dominantes determinam à qualidade das mercadorias, os preços e descartam concorrentes.

Crise no capitalismo
Os monopólios haviam crescido tanto e tão rápido que não conseguiam vender tudo que produziam, ficando os produtos encalhados. Isso levou as fábricas a reduzirem a produção e despedirem os empregados.
No final do séc. XIX a superprodução levou empresas à falência, havendo desemprego e crise econômica na Europa e EUA.
Para sair da crise, as empresas começaram a exportar capital, ou seja, os monopólios começaram a abrir empresas em outros países (multinacionais).
Esse fato dos monopólios começarem a explorar a economia de outros países de economia mais frágil é chamado de IMPERIALISMO.
Países de forte economia, de capitalismo monopolista correram para dominar outros países. Passaram a ser donos em outros países de: minas, fábricas, ferrovias, bancos, empresas, plantações, etc.

domingo, 11 de setembro de 2011

Golpe Chileno

11 de setembro é uma data de luto para os yankes, mas nessa data em 1973 os EUA foram algozes no Chile. Entendamos essa história.
Em 1970, Salvador Allende foi eleito presidente no Chile, apoiado pela Unidade Popular, uma coligação política dos comunistas e partidos de esquerda.
De acordo com seus ideais esquerdistas, em plena Guerra Fria, Allende fez reformas sociais, iniciando a tão importante reforma agrária, que corta pela raiz o problema da concentração fundiária que culmina na desigualdade social, além de estatizar bancos e investir mais em educação. Baseado na experiência cubana, Allende entendia que para seu país desenvolver precisava de investimentos na educação antes de qualquer outra ação.
Chile estava transitando democraticamente para o socialismo, algo inédito numa época de ditaduras tanto socialistas (URSS, Cuba, etc) quanto capitalistas (EUA, Brasil, Argentina, etc). Porém, a elite chilena (empresários) não queria Chile socialista, afinal de contas, o que seria das classes sociais que vivem do lucro e da especulação financeira.
Apoiados pelos EUA, os empresários começaram a boicotar a economia através de uma estratégia fulminante. Donos de supermercados tiravam os produtos das prateleiras e empresas de transporte de cargas paralisaram-se por seis meses, gerando colapso no abastecimento das cidades. Faltava de combustíveis a alimentos no país. Queriam mostrar que quem comanda um país é o mercado e não o Estado e ainda colocar a população contra o governo.
Os EUA arriscaram desestabilizar a economia naquele momento do que perder investimentos futuros por causa de uma economia planificada, ou seja, uma ação contra o socialismo asseguraria a pelo menos a existência da economia de mercado no Chile. Essa ação dos EUA oficialmente foi camuflada por causa dos Acordos de Yalta, contudo, internamente era legitimada pela Doutrina Truman.
A classe média e empresária protestava contra Allende, enquanto trabalhadores apoiavam o governo popular. Muitas fábricas foram tomadas pelos trabalhadores, numa experiência de produção coletiva ímpar na América Latina.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência do Brasil

Há muito heroísmo em torno da independência do Brasil. Tudo isso não passa de epopéia positivista. D. Pedro I nunca foi herói e não há nada de bonitinho em nossa história. Entendamos o porquê disso.
A Independência do Brasil significou que o Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa, tornando um Estado Nacional.
O dia oficial da independência foi 07/09/1822, mas essa independência foi um processo que ocorreu na estrutura da sociedade e se deu pelos interesses dos latifundiários, da burguesia inglesa e da classe média.
Napoleão Bonaparte
O regente de Portugal era o príncipe D. João. Napoleão Bonaparte da França tinha decretado o Bloqueio Continental, proibindo as nações européias de comerciar com a Inglaterra. Mas D. João continuou tendo relações comerciais com os ingleses. Por isso, Napoleão invadiu Portugal.
Assim, a família real e 15mil nobres portugueses fugiram para o Brasil, apoiados pela esquadra inglesa em 1808.
Esse apoio inglês teria algo em troca. Por isso D. João decretou a ABERTURA DOS PORTOS AS NAÇÕES AMIGAS, autorizando a Inglaterra a comerciar com o Brasil. – Era a queda do Pacto Colonial. Aqui começa o processo de independência política, pois já havia sido iniciado na economia.
Tratados de 1810
D. João assinou com a Inglaterra os TRATADOS DE 1810, acertando que, os produtos importados ingleses teriam uma taxa alfandegária de 15%. Outros países pagariam 24% e importações de Portugal 16%.
Inglaterra passava a ter mais vantagens que Portugal.
D. João permitiu manufaturas no Brasil, mas elas não cresceram devido à concorrência com produtos ingleses.
Reino Unido
Em 1815 Napoleão estava derrotado, mas D. João não voltou para Portugal e ainda decretou que a colônia passava a ser REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES. A capital do novo reino não era o Porto nem Lisboa e sim o Rio de Janeiro. O Brasil deixava de ser uma colônia oficialmente e passava a ser uma quase metrópole e Portugal era praticamente ajustada a condição de colônia.
Revolução Pernambucana (1817)

sábado, 3 de setembro de 2011

Primeiro Império

O Primeiro Império foi um desastre político. Entendamos o porquê disso.
Com a independência do Brasil, este se tornou uma monarquia. De 1822 a 1831 o Brasil foi governado pelo imperador D. Pedro I. Esse período é conhecido como 1º Império.
D. Pedro I foi um governante autoritário, perseguiu opositores, fechou jornais e usou violência política.
Nem todas as províncias aceitaram o governo de D. Pedro I. Por isso houve alguns conflitos.
Construção do Estado Imperial
Em 1823 foi eleita uma Assembléia Constituinte para elaborar uma constituição para o país. Essa Assembléia era formada por homens de alta renda, a elite do Brasil.
O Partido Português queria uma constituição em que o imperador tivesse totais poderes.
O Partido Brasileiro aceitava que o imperador tivesse muitos poderes, mas queria que os deputados tivessem poder para controlá-lo.
Os Radicais adotavam uma política liberal e queriam uma monarquia constitucional como na França.
Quando D. Pedro I ficou sabendo que havia um anteprojeto constitucional que limitaria seu poder, mandou tropas prenderem os constituintes.
A Constituição acabou sendo elaborada pelo próprio imperador e seus assessores.
Constituição de 1824
Durou de 1824 a 1889, todo período imperial. Com a formação da república o Brasil cria ganha nova constituição em 1891.

domingo, 14 de agosto de 2011

Revolução Praieira

No período imperial o Brasil era um Estado Nacional recém-formado e conservador. Esse conservadorismo se destacava inclusive na América Latina, sendo o único Estado monarquista.
Em nome desse conservadorismo, predominava no Brasil o voto censitário, sendo que a Constituição de 1824 até era apelidada de Constituição da Mandioca.
A escravidão era uma realidade latente na sociedade, mesmo com os movimentos abolicionistas ganharem força no segundo império. Um país em que a escravidão era legal o racismo também não tinha condenação, sendo algo cultural.
O Unitarismo, presente na Constituição dava ênfase ao poder centralizado, o que beneficiava a região envolta da capital Rio de Janeiro e desmotivava a vida política nas províncias longínquas. Não é a toa que hoje, regiões mais distantes do sudeste ainda precisam de uma maior estruturação por parte do Estado.
A superioridade dos homens sobre as mulheres era um ideal presente no seio da sociedade, encravado na cultura brasileira, inclusive e principalmente nas classes mais elitizadas.
A presença de latifúndio foi uma herança do período colonial, não havendo nenhuma política de reforma agrária na independência. Só o fato de haver latifúndio já se conclui que o Brasil era um país onde a concentração de renda era algo comum.
Por último, o ideal de religiosidade católica era presente na Constituição. Só poderia ter altos cargos públicos e ser político quem fosse católico. Havia um preconceito exagerado com outras denominações cristãs e praticamente uma criminalização para religiões não-cristãs (islamismo, religiões espiritualistas, pagãs, orientais e afros).
Podemos resumir que um bom cidadão no Império brasileiro seria um latifundiário, dono de escravos, branco, rico, político, católico, conservador e monarquista.
Diante dessa sociedade estoura em 1848 em Recife a Revolução Praieira, que tinha esse nome porque a sede do jornal comandado pelos liberais revoltosos se localizava na rua da Praia. Particularmente, defendo ser a revolução mais completa do Brasil, devido à situação de seu tempo (contexto) e suas reivindicações.
Os revoltosos eram contra o excesso de poder do Rio de Janeiro, visto que os cafeicultores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro manipulavam D. Pedro II a satisfazer seus interesses político e econômico. Isto é, defendiam o Federalismo em detrimento do Unitarismo .
Os praieiros ainda queriam que os comerciantes estrangeiros fossem expulsos do Brasil e que os brasileiros tivessem mais acesso a emprego. Na época, emprego era na zona rural submetido aos latifundiários ou sendo explorado no pequeno comércio por estrangeiros, principalmente portugueses. Salienta-se ainda que não existia direito trabalhista.
Os praieiros lançaram panfletos exigindo sufrágio universal, afinal, a Constituição de 1824 estabelecia voto indireto, censitário e oral.
Queriam a extinção do poder moderador, que era um quarto poder que tinha força de controlar os poderes executivo, legislativo e judiciário, sendo o próprio imperador.
Defendiam a liberdade de imprensa, numa época em que a imprensa brasileira era minúscula, porém muito censurada pelo governo imperial.
Exigiam ainda o fim da escravidão e até reforma agrária, sendo essa última necessidade do Brasil atual. Essas questões mexiam diretamente na estrutura da sociedade da época, pois como já dito, a base da sociedade brasileira era o latifúndio e a escravidão.
O governo imperial agiu com brutalidade. Houve mortes e os líderes condenados à prisão perpétua.
O Unitarismo permaneceu até a o nascimento da república em 1889. A escravidão foi abolida em 1888. O poder moderador foi abolido na Constituição de 1891, bem como adotado o ideal de laicismo por parte do Estado. A superioridade do homem sobre a mulher e o racismo foram condenados em lei há pouco tempo no Brasil, bem como a liberdade de imprensa. Já a presença de latifúndio caminha para uma questão sem definição, mesmo o Brasil tendo um governo de centro-esquerda desde 2003.

Prof. Yuri Almeida

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Revolução Constitucionalista de 1932

Em 1932, estourou na região de São Paulo a Revolução Constitucionalista. Getúlio Vargas estava no governo provisório desde 1930. O movimento reivindicava eleições e uma constituição, visto que a Constituição de 1891 estava em desuso.

De fevereiro a julho de 1932 ocorreram diversos ats públicos na cidade de São paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Acima manifestação popular de apoio a Revolução Constitucionalsita.

Governador Pedro de Toledo, seus secretários e apoiadores da Revolução.

Passeata no centro de São Paulo.

Voluntários prorevolução.

Carro blindado de fabricação brasileira.

Batalhões de voluntários e soldados da Força Pública Paulista.

Batalhões de voluntários e soldados da Força Pública Paulista.

Manifestação prorevolução.

Logo que eclodiu o movimento militar contra Getúlio em São Paulo, organizou-se um corpo combatente de voluntários de cor (na época isso queria dizer pretos e pardos). Esse batalhão tomou o nome de Legião Negra.

Soldados e oficiais da Legião Negra.

Participação das mulheres na Revolução como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.

Participação das mulheres na Revolução como enfermeiras, costureiras e cozinheiras.

Participação das mulheres na Revolução.

Mártires da Revolução.

Missa campal na praça da Sé por intenção dos soldados constitucionalistas, em 22 de julho de 1932.

Soldado com salame doado pela ARMOUR.

Oficiais da Legião negra. Na foto de cima, 13 índios acantonados na Legiçao Negra.

Legião Negra.

Trincheiras da guerra.

Sargento João Bougouldt e o piloto civil Mourão de Oliveira. Participaram de missões aérea jogando folhetos sobre o Rio de Janeiro.

Trem blindado utilizado na Revolução.

A matraca acabou sendo transformado em uma arma, demosntrando a dificuldade de obtenção de armamentos.
Morteiro e bomba utilizada pela aviação constitucionalista.

Granadas, obuses, bombas e morteiros utilizados pelos constitucionalistas.
Capacetes utilizados na Revolução.

Tanque Lança-Chamas, construído em São Paulo.

Durante o conflito, o Tesouro Estadual emitiu papel-moeda com símbolos da política paulista.



Referência Bibliográfica

VILLA, Marco Antonio. 1932: imagens de uma revolução. São paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008
.

Contato

Prof. Yuri Almeida
yuridemetal@yahoo.com.br

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Origem do Terceiro Mundo

Nas décadas de 1950-60, a maioria dos países da África e Ásia deixaram de ser colônias européias, graças as modificações ocorridas após a 2ª Guerra. Os países europeus estavam preocupados em reconstruir seus próprios territórios atingidos pela guerra.

A URSS apoiou essa descolonização porque queriam a libertação dos povos do jugo imperialista. Os EUA apoiaram essa descolonização porque esses novos países abriam mercados para os produtos americanos, lucro certo para o capitalismo. O fascismo estava em baixa e a ONU apoiou as independências por questão de libertação política.

Em muitos países houve conflitos sangrentos, luta do povo pela independência.

Ao lado foto da Conferência de Bandung.

Terceiro Mundo

Os países da África e Ásia que ficaram independentes, até conseguiram representantes na ONU, mas continuavam dependentes economicamente dos países ricos.

Em 1955 na CONFERENCIA DE BANDUNG, representantes de vários países de todos os continentes afirmaram a existência do Terceiro Mundo. O Primeiro Mundo eram os países capitalistas ricos. O Segundo Mundo eram os países socialistas. O Terceiro Mundo era o resto dos países, que eram todos pobres e dependentes economicamente.

O Terceiro Mundo não queria participar da Guerra Fria, combatiam o racismo, o subdesenvolvimento e queriam cooperação internacional.

Esses países eram diferentes entre si. Índia e China já tinham mais autonomia em relação ao resto. Argentina, Brasil, México eram mais industrializados. Cuba era socialista e tinha um desenvolvimento social muito bom. Mas todos eram pobres e dependiam economicamente de outros países.

Na África, os colonizadores europeus destruíram a agricultura tradicional africana para implantar latifúndios ligados à exportação. Com a descolonização, os latifúndios permaneceram, faltando alimento para os pobres. A presença de latifúndio em qualquer sociedade é geradora de desigualdade social.

Os europeus também dividiram os territórios africanos na colonização sem levar em consideração as populações que lá viviam. Isso trouxe crises étnicas e culturais, pois muitas populações eram rivais e ficaram no mesmo país.

Por isso, a África vive tantos conflitos internos hoje.

O caso da Índia é ímpar, diferente de todo o mundo.

Esta foi a principal colônia da Inglaterra e lutou de forma pacífica para conseguir sua independência.

Liderados por Gandhi, protestavam contra o domínio inglês através da desobediência civil.

Já a China era um país de miseráveis e de alguns ricos ligados aos investidores estrangeiros.

Na década de 1920 a China era governada pelo Kuomitang (Partido Nacionalista).

O Partido Comunista era perseguido. Em 1921 fizeram a LONGA MARCHA de 6 mil KM, liderados por Mão Tse-tung, fugindo do Kuomitang, que desejava exterminar o comunismo do país.

Contudo, em 1937 o Japão queria dominar a China. Foi aí que o Partido Comunista e Kuomitang se uniram para impedir o avanço japonês.

Terminada a 2º Guerra, a população deu crédito aos comunistas, que tomaram o poder em 1949. Devido a Guerra Fria, Stalin não apoiou a tomada dos comunistas. Tratados como os Acordos de Yalta barraram o apoio soviético a qualquer revolução socialista que se sucedesse.

No poder, Mao Tse-tung fez reforma agrária, investiu em educação e estatizou empresas.

URSS e china tiveram divergências na década de 1960. O dirigente soviético, Krushev, defendia uma coexistência pacífica, mas Mao Tse-tung queria uma guerra mundial entre socialismo e capitalismo. Os dois países romperam ligações.

Outro conflito que envolve países de Terceiro Mundo é o caso Israel X Palestina.

Vários países do Oriente Médio haviam ficado independentes após a 2º Guerra. O movimento sionista pregava a volta dos judeus a Palestina, pois eles tinham habitado a região parte da Antiguidade (2.000 anos atrás). Mas os árabes palestinos habitavam a região, também desde a Antiguidade.

Depois da 1º Guerra, a Inglaterra dominou a Palestina e facilitou a entrada dos judeus na região.

Em 1948, a ONU dividiu o território em dois: Palestina (para os árabes) e Israel (para os judeus).

Na realidade, os judeus são um ponto de apoio para os capitalistas (principalmente os EUA), pois o Oriente Médio tem petróleo.

Os árabes não aceitaram Israel e por isso há constantes conflitos na região. Assim que Israel foi criado, foi atacado por Líbia, Egito, Iraque, Síria e Jordânia. Os EUA apoiaram Israel, que venceu e tomou mais 75% do território palestino.

Os árabes atacaram Israel na Guerra do Suez (1956), na Guerra dos Seis Dias (1967) e na Guerra do Yom Kippur (1973). Mas Israel venceu todas e os palestinos praticamente ficaram sem pátria.

Os palestinos lutam até hoje pela terra que lhe fora retirada, pois Israel recebe dinheiro dos EUA e até tem uma boa economia, enquanto os palestinos sofrem sérios problemas sociais.

Atualmente, não se usa mais o termo países de terceiro mundo oficialmente. Alguns são chamados de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasi e Índia e outros de países subdesenvolvidos, como o é o caso da Etiópia, por exemplo. Mas na realidade, mudou-se somente os termos. Os países ricos capitalistas nunca pagaram pela desestrutura que causaram na África, Ásia e América Latina.

“Justa, na verdade, é a guerra quando necessária, e piedosas as armas quando apenas nelas se encontra a esperança.” (Nicolau Maquiavel)

Olho por olho o mundo acabará cego (Mahatma Gandhi)

Prof. Yuri Almeida