segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ditadura Militar

De 1964 a 1985 o Brasil viveu uma ditadura militar. Todos os presidentes eram generais do exército, sendo Gen. Castello Branco, Gen. Artur da Costa e Silva, Gen. Garrastazu Médice, Gen. Ernesto Geisel e Gen. João Figueiredo. Houve muitas torturas, prisões, mortes e desaparecimentos, além de exílios. Abaixo fotos publicadas pela Imprensa Oficial e IEVE (Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado) adquiridas nos arquivos dos órgãos de repressão da época.

    



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Identidade cultural na pós-modernidade


O estudioso da cultura, Stuart Hall, jamaicano que reside na Inglaterra desde a década de 1950, em seu livro A identidade cultural na pós modernidade, inicia sua reflexão a partir de questões envoltas nas indagações sobre a crise da identidade.

Hall trabalha três concepções de identidade. Primeiro o sujeito do Iluminismo; depois o sujeito sociológico; por fim, o sujeito moderno. E afirma que “a identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia.” A máxima de Marx de que “tudo que é sólido se desmancha no ar” é retomada.

Ao expor a construção do sujeito moderno, o autor lembra a importância de Descartes com seu “cogito, ergo sum” (penso, logo existo). O sujeito cartesiano como centro do conhecimento. Recorda ainda John Locke ao desenvolver a relação de sujeito e sujeitado. Porém, a partir de Lanclau, expõe que as sociedades modernas não possuem um centro, por conta dos deslocamentos. Existe uma pluralidade de centros.

Na sequência o texto descontrói, ao abordar o descentramento, estas concepções de sujeitos e identidades modernos:
• Escritores como Baudelaire e Kafka que prenunciam o que aconteceria com o sujeito cartesiano e com o sujeito sociológico na modernidade tardia. “Solitários na multidão”; “vítima anônima confrontada por uma burocracia sem rosto”. “Os homens fazem a história, mas apenas sob condições que lhes são dadas”, dizia Karl Marx. Assim, deslocou duas proposições-chave da filosofia moderna: 1º, que há uma essência universal de homem; 2º, que essa essência é o atributo de “cada indivíduo singular”, o qual é sujeito real.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Revolta de Beckman

A chamada revolta de Beckman fora uma rebelião contra o governo colonial, em São Luís, em 25 de fevereiro de 1684. Não foi uma revolta popular, como alguns afirmam, pelo contrário, ficaram bem estabelecidos os interesses dessa revolta.
Manuel Beckman

Manuel Beckman era um senhor de engenho conhecido por ser orgulhoso e carrancudo. Chegou a ser exilado em Gurupá, no Maranhão. O motivo era interessante, lia livros proibidos e protestou contra a nomeação de um governador, ou seja, um homem de posicionamento firme para sua época. Beckman e seu irmão Tomás lideraram a revolta de Beckman.

Na data da revolta, grandes senhores de engenho prenderam os jesuítas dentro do seu próprio colégio e também Baltasar Fernandes, capitão-mor, além de invadirem a Companhia do Maranhão e instalarem um governo com seus ideais.

Esse governo tinha representantes do povo, do clero e da nobreza e criaram procuradores populares para ouvirem as reclamações da população. Contudo não era uma democracia que se formava. Beckman tinha interesses em escravizar os índios. Os caboclos já haviam sido disseminados na região. Os representantes do povo eram pessoas com alguma posse.

O motivo da revolta era a falta de mão-de-obra, que prejudicava os lucros dos senhores de engenho, latifundiários. Os escravos negros quase não chegavam no Maranhão, estavam concentrados mais nas regiões açucareiras e os índios não podiam ser escravizados.  Por isso cerca de sessenta anos antes da rebelião os grandes proprietários rurais tinham choques com os religiosos. Lembrando que o alvará régio de João IV atribuía aos jesuítas a responsabilidade dos negócios indígenas, não podendo outras entidades estabelecer cuidado aos índios na América. Por isso, em 1661, os jesuítas foram expulsos da região e só retornaram em 1667 com o rei Pedro II. Esse retorno estabeleceu mais poderes de tutela ainda aos jesuítas,

domingo, 3 de junho de 2012

Regência Imperial


 D. Pedro I renunciou ao trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara, mas este tinha apenas 5 anos de idade. Assim, o Brasil ficou sendo governado por regentes de 1831 a 1840. Esse foi o Período Regencial.
A constituição continuou sendo a de 1824, que foi legítima até o fim da monarquia. O regente era escolhido pela Assembleia Geral (deputados e senadores). No início teve três regentes, mas depois decidiram por apenas um.
No período regencial, a Assembleia teve muito poder, pois os regentes dependiam dela para governar. Lembrando que a Constituição de 1824 estabelecia o poder moderador. Como não havia imperador, esse poder ficava suspenso, dando forças ao poder legislativo.
Foi um período de instabilidade política, havendo muitas rebeliões pelo país.
O Brasil era dominado pelos latifundiários, que eram donos de escravos. Não havia respeito à cidadania dos brasileiros.
O Unitarismo centralizava o poder. As províncias mais afastadas do sudeste queriam o FEDERALISMO, que é autonomia as províncias para eleger seus governantes e instituir seus impostos e leis.

Partidos Políticos
Havia 2 partidos políticos: “Liberais Moderados” e “Liberais Exaltados”.
Os Moderados aceitavam uma pequena descentralização do poder. Eram ligados aos latifundiários do sudeste. Como eram beneficiados pela política imperial, não desejavam grandes mudanças.
Os Exaltados eram federalistas, queriam grande descentralização do poder e eram ligados as províncias mais distantes, que na práxis política eram esquecidos pelo Império. Eles apoiaram muitas revoltas.

Ato Adicional de 1834
Aprovado pela Assembleia, o Ato Adicional era um conjunto de leis que criava as assembleias provinciais, o que dava um pouco mais de autonomia as províncias. 
Era o nascimento do que conhecemos hoje como poder legislativo estadual, as assembleias legislativas.
Os Exaltados queriam mais autonomia ainda.

Guarda Nacional
Já no início da Regência houve revoltas populares. Para impedir as manifestações populares, criaram a Guarda

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Eslavos

Religiosidade pagã eslava
Os eslavos são um ramo etnográfico e lingüístico da família Indo-Européia, dividem-se em três grandes grupos: eslavos ocidentais (poloneses, tchecos, eslovacos, alsácios), eslavos orientais (russos, russo-brancos, ucranianos) e eslavos meridionais (búlgaros, sérvios, croatas, eslovenos). Sua aparência varia de acordo com a região em que vivem: são brancos, com cabelos loiros, na grande maioria, outros tem cabelos castanhos.

Os primeiros eslavos, também chamados vênedos ou vendos, eram agricultores e criadores de animais, que viviam em certas áreas do noroeste da Ucrânia e do sudeste da Polônia, ao norte dos Montes Cárpatos. No período entre 200 e 500 d.C. começaram a se expandir, alcançando, no século VI, as fronteiras do Império Bizantino, estendendo-se desde os Balcãs até os Urais, chegando a adentrar pela Ásia (Sibéria).

Arte que registra ocupação eslava na Polônia
Por não haver muita coesão cultural entre os diferentes povos eslavos e por estarem relativamente isolados das culturas mediterrâneas, pouco se sabe sobre sua mitologia e sua religião. Não restam referências históricas diretas que permitissem determinar suas crenças e costumes comuns. Menções isoladas de autores gregos e romanos, sobretudo as crônicas dos missionários cristãos, constituem as principais fontes documentais. Convertidos ao Cristianismo, entre os séculos VIII e XII, os eslavos do oeste passam a adotar o rito romano, enquanto os eslavos do leste adotam o rito grego.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Achado escrito inédito de Karl Marx

O artigo “Mercado sem desenvolvimento: a causa da crise” é um dos achados do projeto MEGA – Marx-Engels GesamtAusgabe. A partir dos arquivos de Karl Marx, o MEGA está organizando a imensa obra ainda inédita do filósofo alemão: 114 volumes, o último dos quais será publicado em 2020. O texto em questão, jamais lido no Capital, parece ter sido escrito hoje. Deve-se sua revelação ao jornal "La Repubblica", que publicou o inédito artigo de Marx no domingo (08/01). A tradução é de Moisés Sbardelotto para o "IHU Online"

Mercado sem desenvolvimento: a causa da crise
Por Karl Marx

A enorme quantidade e variedade de mercadorias disponíveis no mercado não dependem apenas da quantidade e da variedade de produtos — mas são, em parte, determinadas pela entidade da parte de produtos produzidos como mercadorias, que deverão, portanto, ser inseridos no mercado para a venda na qualidade de mercadorias.

A grandeza dessa parte das mercadorias vai depender, por sua vez, do grau de desenvolvimento do modo de produção capitalista — que produz os seus próprios produtos apenas como mercadorias — e do grau em que tal modo de produção domina em todas as esferas da produção.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desestalinização sofre queda na Rússia

De acordo com The Moscow News e outras fontes, pesquisa divulgada dia 27 de abril de 2011, mostra que a popularidade de Stalin não para de crescer. Quase metade da população russa já é contrária a qualquer tentativa de "desestalinização" no país. Desde 2007, este número já subiu 11%.
Por outro lado, o número de pessoas que acreditam na falsificação burguesa da história, de que o período de Stalin foi um período de "terror", caiu 9% desde a última pesquisa, chegando a 24% do total.

Fontes:

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Revolução Russa

 No início do séc.XX a Rússia era muito atrasada. Os nobres viviam bem, mas os camponeses eram esfarrapados.
Não havia leis trabalhistas e os cossacos (polícia) reprimiam greves e manifestações.
O Estado era governado pelo Tzar (governo absolutista). Não havia parlamento. A imprensa era censurada.
Era proibido partidos políticos, mas havia o Partido Social Democrata que seguia as ideias de Marx e se aproximava de operários e camponeses – mas era clandestino.
O partido Social Democrata se dividiu em 2:Mencheviques e Bolcheviques.
Mencheviques achavam que todos deveriam entrar no partido e Bolcheviques queriam um Comitê Central – seguiam Lênin.

Ensaio Geral 1905
Guerra entre Japão e Rússia deixou o povo com mais dificuldades sociais ainda.
Parte do povo chamava o Tzar Nicolau II de “paizinho”. Para avisar o Tzar sobre a situação do povo, fizeram uma passeata de milhares de pessoas, cantando hinos cristãos e desejando paz a Nicolau II.
O Tzar não quis saber da manifestação e ordenou os cossacos atirarem na multidão – Domingo Sangrento.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Feudalismo

De acordo com a historiografia tradicional, após a queda do Império Romano inicia a Idade Média, mais precisamente no séc. V d.C.
A queda se deu devido vários fatores, como problemas políticos, rebeliões de escravos, disputas pelo poder, como notamos nos triunviratos, mas destaquemos aqui as invasões bárbaras, que por demais desestruturou o Império naquele período específico.
A civilização europeia foi uma combinação cultural entre gregos, romanos, bárbaros e o cristianismo, uma força que acaba com o período dos grandes impérios para se estabelecer como novo império ideológico sobre as massas.
Os bárbaros derrubaram geopoliticamente os romanos, mas o cristianismo se manteve e muitos bárbaros se converteram, razão pelo qual o próprio imperador Constantino “se converte”.
A Igreja dominou a Europa medieval, sendo que a vida das pessoas girava em torno da religião – daí o termo teocentrismo. Desde a arte, costumes e pensamento foram ditados pela Igreja. Deus e diabo eram personagens que simbolizavam bem e mal. Céu e inferno confortavam e amedrontavam as pessoas.
Quase todos eram analfabetos, mas padres sabiam ler e escrever. A Igreja detinha livros e quase todo saber.
O idioma falado era o latim, mas com o tempo sugiram as línguas vernáculas, devido as influencias bárbaras.
Sugiram os idiomas latinos: português, espanhol, francês e italiano. Os novos idiomas bárbaros eram: alemão, inglês, holandês, sueco, dinamarquês, russo, polonês e etc. Cada qual misturando o latim, no caso do ocidente ou o grego, no caso do oriente. Por isso essas línguas são chamadas de idiomas modernos.

Vida sócio-econômica
As invasões bárbaras abalaram as estruturas do antigo Império Romano.
As cidades perderam importância. As propriedades rurais, chamadas de FEUDOS, que pertenciam aos nobres, eram onde a maioria das pessoas vivia e trabalhava. Essa migração da cidade para o campo chama-se ruralização.

domingo, 9 de outubro de 2011

Khrushchev mentiu sobre Stálin

Nikita Khrushchev mentiu sobre Stalin, afirma o historiador Grover Furr

O dia 25 de fevereiro de 1956 é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes da história do século 20, porque reflete uma mudança radical na política da União Soviética - que era, então, uma das duas superpotências do mundo. Nesse fatídico dia, o então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Nikita Sergeevich Khrushchev, proferiu seu famoso "Discurso Secreto" sobre o suposto culto à personalidade e suas consequências, em uma sessão fechada do 20º Congresso do PCUS. O conteúdo exposto visava minar a imagem de Josef Stálin, principal dirigente internacional comunista por mais de três décadas, secretário-geral do PCUS até sua morte, em 1953, e apresentá-lo como um monstro sanguinário e tirânico. Para tanto, foi relatada uma série de acusações, vilanias que Stálin teria cometido contra a "legalidade socialista".
O discurso de Khrushchev teve um efeito devastador no movimento comunista internacional, desintegrando a unidade que fora conseguida com enorme esforço ao longo de décadas de luta. Muitos militantes se revoltaram contra o legado revolucionário de Stálin, que, há poucos anos, era símbolo de esperança por um novo mundo, e aderiram às posições khrushchevistas. Outros se mantiveram fiéis e passaram a criticar a nova liderança soviética, e houve também aqueles que simplesmente abandonaram suas lutas e perderam a esperança. E, não só isso, o discurso deu munição para a propaganda ocidental anticomunista, tornando-se um dos pilares do paradigma totalitário que até hoje domina a produção acadêmica de História acerca da União Soviética.
Muito já se escreveu sobre este acontecimento e vários pesquisadores chegaram à conclusão de que alguns dos pontos levantados por Khrushchev eram falsos, como, por exemplo, a esdrúxula afirmação de que Stálin conduzia as operações militares da Grande Guerra Patriótica (como os russos chamavam a Segunda Guerra Mundial), utilizando um simples globo terrestre. No entanto, ninguém havia analisado profundamente o "Discurso Secreto" com o intuito de verificar todas as outras afirmações presentes nele, até o historiador americano Grover Furr encarar tal tarefa (veja em www.averdade.org.br entrevista com o professor Grover Furr).