domingo, 1 de novembro de 2009

Guerra Fria

Leia entrevista sobre URSS

Após a 2ª Guerra Mundial, surgem 2 potências econômicas e militares: os EUA e a URSS. Os EUA lideravam o bloco capitalista e a URSS o bloco socialista. Na 2ª Guerra forças anti-fascistas lutaram contra os fascistas. Terminada a guerra, Japão, antes fascista e inimigo dos EUA, se unem aos norte-americanos para combater o comunismo, como fizeram no Pacto Anti-Komintern. A Guerra Fria foi uma rivalidade entre capitalismo e socialismo, período em que o mundo corria o perigo de ter uma nova guerra.

Os socialistas seguiam as idéias marxistas-leninistas e acreditavam que o capitalismo era um sistema injusto, decadente, que explora os trabalhadores para enriquecimento da burguesia. Por outro lado, os empresários e governos capitalistas acreditavam que o socialismo era um sistema anti-democrático e de economia limitada, pois rejeitam a Economia de Mercado para planificá-la com intervenção estatal.

O problema é que se o socialismo expandisse, os lucros dos EUA e países capitalistas estariam ameaçados. Cada país socialista que surgia, era um lugar a menos onde os EUA poderiam investir capital. Para sobrevivência do capitalismo, os EUA impediam a expansão socialista e procuravam destruir os partidos comunistas que surgiam.

Podemos afirmar que a Guerra Fria foi filha da ganância do capitalismo, que queria a todo preço acabar com o avanço socialista. Os EUA contavam como aliados os países ricos da Europa Ocidental, Canadá e Japão. A URSS contava como aliados países da Europa Oriental (Tchecoslováquia, Polônia, Hungria Iugoslávia, Romênia, Bulgária, Albânia e uma parte da Alemanha). Em 1949 a China tornou comunista. Um terço do planeta era comunista.

Nos anos de 1950-60 o mundo temia uma guerra entre o bloco capitalista e o bloco socialista. EUA e URSS disputavam quem produzia mais armas e quem criava mais tecnologia bélica. Era a chamada corrida armamentista. O mundo temia uma guerra de bombas nucleares (bombas de hidrogênio), que mataria em poucos minutos bilhões de pessoas. Uma guerra nuclear poderia destruir o planeta, pois matariam pessoas através do calor e radiação e encobriria a luz solar através da poeira das explosões. Essa bomba não precisa atingir diretamente corpos para causar alguma desarmonia.

EUA e URSS nunca travaram uma guerra direta com armas (por isso se chama Guerra Fria). Já participaram de guerras entre países menores, cada um apoiando um dos lados, como foi no caso da Guerra da Coréia (1950-53), pois a Coréia do Sul era capitalista e a do Norte comunista. Até hoje a Coréia permanece dividida entre o sul capitalista e o norte comunista e ainda a Coréia comunista sofre com retaliação dos EUA que querem o fim do regime no país.

Além da corrida armamentista, a Guerra Fria contou com uma disputa econômica. Cada bloco procurava mostrar para o mundo que seu sistema econômico era melhor. Os países do bloco capitalista mostravam em seus noticiários problemas do bloco socialista e o mesmo acontecia no bloco socialista. Havia muita manipulação de informação. Os países capitalista difundiam a idéia de ditadura socialista e que na URSS as pessoas viviam atemorizadas pelo Estado. No bloco socialista difundia-se a idéia de que no capitalismo é comum a prostituição, tráfico de drogas e a pobreza é comum em países ricos.

Surgiram filmes nos 2 blocos que colocavam o rival como bandido. A série do filme “Rambo” é um exemplo.

Essa disputa chegou até os esportes, claro nas Olimpíadas e desencadeou até uma corrida espacial. Os soviéticos foram os primeiros a lançar um satélite espacial, o famoso “Sputinik”(1957), a mandar um homem ao espaço (Iuri Gagárin em 1961) e a pousar naves-robôs na lua. Os EUA foram os primeiros a enviar um homem à lua, Armstrong, em 1969 e a pousar um ônibus espacial na lua em 1981.

No Brasil, por exemplo, que pertencia ao bloco capitalista, o pouso de Armstrong na lua foi muito mais comentado que a chegada do homem no espaço e as experiência soviéticas na lua pelo viés robótico.

Em 1945 foram feitos os conhecidos Acordos de Yalta. Na CONFERENCIA DE YALTA ficou acertado a divisão do mundo em áreas de influencia. Os EUA aceitariam governos comunistas e a URSS comprometeria em não fazer revoluções socialistas em países capitalistas. Porém, ambos desrespeitaram os acordos, principalmente os EUA que queriam barrar o avanço socialista.

Não é exagero afirmar que os EUA forçavam esse embate constantemente. No conflito que envolvia os mísseis em Cuba, por exemplo, a URSS fez de tudo para não haver conflitos, até chegou a desarmá-los, mesmo o impasse sendo entre a ilha e EUA. Não podemos esquecer que antes dessa base, os EUA montaram uma base na Turquia.
Inclusive a revolução socialista cubana não teve intervenção soviética e a URSS até tentou amenizar a implantação do socialismo na ilha para não parecer provocação da URSS, visto que Cuba é do lado dos EUA e para não ferir os Acordos de Yalta.

Conscienciosos de que a fragilidade econômica pode derrubar um regime, os EUA propuseram isolar o leste europeu (socialista) com um bloqueio econômico e militar, a CORTINA DE FERRO. É uma forma de ataque muito usada pelos norte-americanos em todo mundo. O próprio Brasil já foi muitas vezes ameaçado de ter seu relacionamento econômico cortado pelos EUA. Cuba até hoje sobrevive a um bloqueio econômico norte-americano, que não foge da idéia do Bloqueio Continental de Napoleão Bonaparte - o que é um absurdo.

Em 1947, os EUA anunciaram a DOUTRINA TRUMAN. Essa dizia que qualquer país que aderisse ao socialismo e prejudicasse empresas norte-americanas, os EUA interviriam para derrubar o governo, até com uso de armas. A partir daí, os EUA espalharam bases militares por vários países e enviaram tropas para lutar em países como Coréia e Vietnã.

Preocupados com uma guerra mundial, em 1949 o bloco capitalista criou a OTAN (Organização do tratado do Atlântico Norte) que reunia forças militares para atacar os socialistas. Isso é mais uma prova de que os EUA queriam derrubar o comunismo, não aceitavam uma convivência pacífica entre o comunismo e o capitalismo. Até Stalin preferia deixar os países capitalistas tranqüilos e soberanos, o que Trotski não aceitava, tendo conflitos com o estadista soviético.

Somente em 1955 o bloco socialista criou o PACTO DE VARSÓVIA, que era a reunião militar dos países socialistas, mais para se defender de possíveis ataques do que para retaliações.

Haviam países que não participam nem da OTAM e nem do Pacto de Varsóvia. Suíça e Áustria eram capitalistas, mas mantiveram neutras. O mesmo com Iugoslávia, socialista.

Os problemas sociais fortaleciam as idéias comunistas. Por isso, os EUA criaram o PLANO MARSHALL, um projeto que propunha ajuda econômica aos países europeus, o que recuperou a economia debilitada pela 2º Guerra. Desenvolver países capitalistas é uma precaução que evitaria revoluções socialistas nos países.

No final da 2ª Guerra Mundial, a Alemanha foi ocupada no Oeste por EUA, Inglaterra e França e no Leste pela URSS. A Alemanha foi separada em dois países. A república Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) que era capitalista e a República Democrática Alemã, comunista.

A antiga capital era Berlim e ficava no interior da Alemanha Oriental, mas ela também ficou dividida, sendo parte capital da Alemanha Oriental e a outra parte controlada pela Alemanha Ocidental. Na realidade, Berlim ficava na parte Oriental. Se a URSS era tão maléfica como dizem, por que permitiram uma Berlim capitalista? Observe em qualquer mapa, a cidade está longe da Alemanha Ocidental.

Os EUA investiram na Berlim Ocidental para desenvolvê-la e mostrar que o capitalismo era melhor. Em 1961 o governo comunista construiu o MURO DE BERLIM que separava as duas partes da cidade, isolando-as, pois temiam que as novidades capitalistas destruíssem o comunismo na cidade.

Com o tempo, os sucessores de Stalin não continuaram os Planos Quinqüenais, que desenvolveram o país em tão pouco tempo e igualou socialmente a população soviética, e até permitiram aberturas capitalistas na URSS, o que foi deteriorando o sistema soviético. O erro não estava no sistema stalinistas e sim nos que o sucederam. Com o tempo, o sistema foi se ruindo e nenhum chefe de estado tomava atitudes para resgatar o modo comunista de se fazer economia, até mesmo pela pressão da Guerra Fria.

Em 1989 o muro de Berlim foi derrubado. Nos EUA, qualquer pessoa que tinha idéias de esquerda poderia ser presa e condenada à morte. O governo dos EUA perseguiu comunistas no país, até com espiões. Era o conhecido Marcatismo.

Nos anos de 1950-60 a Guerra Fria atingiu seu ponto máximo de tensão. Os dois lados tinham armas nucleares. Na década de 1960 URSS e EUA diminuíram a tensão. Nos anos de 1970 iniciaram a Distensão Mundial, acordos para diminuir a corrida armamentista.Na década de 1980 os EUA planejavam destruir economicamente a URSS, mas a economia da URSS já estava debilitada. O dirigente soviético, Gorbatchev fez acordos de entendimento com os EUA. Saindo Gorbatchev entrou Boris Ieltsin que acabou com a URSS em 1991. A URSS transformou em Rússia capitalista.

Os EUA "ganharam" a Guerra Fria, mas o capitalismo introduziu na Rússia a desigualdade social, o desemprego e outros males sociais. Apesar da maioria dos historiadores afirmarem o fim da Guerra Fria, está está apenas adormecendo. Ainda há resistência em Cuba ao Imperialismo. Países como Venezuela, Bolívia, Paraguai, Irã, Coréia do Norte e outros ainda icomodam o capitalismo yanke.

Prof. Yuri Almeida

18 comentários:

  1. até q fim consegui um bom texto pra me ajudar a fazer meu trabalho de história.
    valeu, cara tu salvo minha vida :D

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  2. Trabalho: Sociologia. :)
    Finalmente alguem foi direto ao ponto com uma linguagem direta!

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  3. Achei muito bom este texto. Parabéns.

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  4. Apos vencer a guerra fria os estados unidos nao teve rival?

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  5. Muito bom o texto,
    Mas na sua opinião, será que o capitalismo de hoje é o mesmo de antes da Guerra fria ? não estaria ele completamente influenciado pelas idéias comunistas ?
    A cada crise vemos que os governos tomam atitudes drásticas com o objetivo de redistribuir renda, socializar os recursos e recentemente os americanos aprovaram planos como o "SUS" brasileiro e a intervenção do estado na economia para salvar empresas falidas. Isso não seriam ações mais de esquerda ? em outros tempos não era assim, correto ?
    Wagner

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  6. Wagner, o capitalismo é uma metamorfose. Em alguns momentos ficam mais liberias em outros mais social-democrata.

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  7. eu queria saber sobre os paises pertencentes ao bloco socialista e capitalista da 1º guerra mundial

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    1. Na primeira guerra mundial não houve divisão entre capitalistas e socialistas ... isso ocorreu apás a segunda guerra mundial (GUERRA FRIA).

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  8. pocha !! que blog massa!! lega cara parabéns pra quem fez, infmaçóes bastante presizas.

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  9. nossa perfeito todos os itens que eu precisa so faltou falar um pouquinho da guerra do vietnã obrigada

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  10. Ótimo blog! Parabéns!

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  11. No contexto histórico, desde a Revolução Russa, os bolcheviques necessitavam a todo custo defender-se das investidas dos países capitalistas beligerantes. Por conta disso e só por isso os eles implantaram o chamado "comunismo de guerra", pois o objeto era promover a defesa do país. Ocorre que, com a morte de Stalin, essa política foi revista e o governo soviético entrou no jogo "capitalista" da rivalidade tecnológica que culminou com a Guerra Fria. Desnecessário citar que o foco principal do socialismo foi sempre o indivíduo, isso ficou muito no claro nas primeiras décadas de existência da URSS, mas com o revisionismo introduzido no PCUS ocorreu um distanciamento dos ideais marxistas-lenistas com a introdução de elementos burgueses. Os vencedores dessa saga, portanto, foram os donos do capital, ferozes aves de rapina do mundo ocidental e não esse ou aquele país, na mesma medida que os perdedores foi o proletariado como um todo.

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  12. Um dos clichês da Guerra Fria (1945-1989) era que os arsenais de EUA e URSS eram capazes de destruir a civilização várias vezes. Cientistas dos dois lados, entre eles o popular astrônomo Carl Sagan, já falecido, reforçavam as previsões catastróficas. Acontece que o pessoal exagerou um pouco: para varrer os vestígios do homem seriam necessárias 1,3 milhão de bombas-padrão atuais, com raio de destruição de 15 km2. Mesmo no auge da Guerra Fria, nunca houve mais que 5% do necessário (ver quadro ao lado).

    Claro, dá para fazer um baita estrago: o arsenal atual dá bem para aniquilar as 100 maiores regiões metropolitanas do mundo. Ainda assim, restariam 19,1 milhões de km2 habitados por humanos. Sem falar que as pessoas provavelmente ocupariam novas áreas, que muitas se esconderiam em abrigos e que os ataques iriam dificultar a produção de novas bombas.

    Então, não temos que temer um apocalipse nuclear total, é só fugir para o mato? Bem, algumas previsões dizem que 50 bombinhas como as de Hiroshima produziriam fumaça suficiente para ocultar a luz do Sol por meses, talvez anos. É um cenário que os cientistas chamam de inverno nuclear, mas que perdeu pontos quando os poços de petróleo em chamas da Guerra do Golfo (1991) não esfriaram o planeta. Cá entre nós, tomara que nunca precisemos saber quem está certo nessa história.

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    1. Muito boa colocação, pena que é anônimo. Exageraram tanto que chegaram a dizer que 4 bombas atômicas destruiria o planeta.

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  13. Durante a Guerra Fria — aquela que nunca aconteceu de fato e virou apenas o aquecimento para um confronto que também nunca foi deflagrado — o pessoal na antiga União Soviética e nos Estados Unidos não estava com a cabeça muito bem posicionada em cima do pescoço. É possível inferir isso olhando para esse tanque construído na Era Stálin na URSS, feito para competir com o canhão atômico norte-americano.

    Ambas as armas conseguiriam disparar ogivas atômicas a partir de uma formação em direção a outra frente inimiga. Ou seja, você poderia dizimar toda uma companhia militar inimiga com um único tiro, além de torcer para que a sua também não sofresse as consequências da explosão.

    O supertanque que você vê nas imagens era chamado na URSS de Objeckt 271 ou 2A3 Kondensator 2P. O veículo letal pesava 64 toneladas, tinha oito eixos e conseguia disparar uma ogiva nuclear a cada 5 minutos. Fora isso, cada uma dessas cargas poderia pesar entre 470 e 570 kg, podendo viajar a 716 m/s assim que saía do canhão. Veja o tanque em movimento.

    O tanque em si conseguia se mover a apenas 30 km/h, mas seu poder de fogo tinha alcance de até 25,6 km. Esses veículos nunca foram utilizados em combates reais, mas eram exibidos em paradas militares nas ruas de Moscou e outras cidades do antigo país.



    Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/armas-de-fogo/41943-russos-tinham-tanque-que-poderia-atirar-bombas-nucleares.htm#ixzz2YxLlT1JV

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  14. se quiser ver imagens yuri va em
    http://www.tecmundo.com.br/armas-de-fogo/41943-russos-tinham-tanque-que-poderia-atirar-bombas-nucleares.htm

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