quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Voltaire


François-Marie Arouet, conhecido Voltaire, nasceu em Paris em 21 de novembro de 1694 e morreu em 30 de maio de 1778, na mesma cidade. Sua mãe, que descendia de família nobre, morreu quando ele tinha seis anos e deixou a imagem de uma mulher bondosa. Seu pai, tabelião bem sucedido, junto com seu irmão mais velho, seguiam o jansenismo, seita cristã que acreditava na predestinação do homem. Por isso preocuparam em dar a Voltaire uma educação religiosa, e fez-se com tanto rigor que causou no menino pavor por qualquer religião.

Mais tarde, Voltaire negou sua paternidade e declarou-se filho de Monsieur de Fochebrum e tornou-se um anti-clerical obstinado.

Desde pequeno, Voltaire mostrou talentos literários. Escrevia versos e gostava muito de ler. Foi ajudado pela cortesã Ninon de Lenclos, vizinha dos Arouet, que lhe deixou uma herança de 2000 (dois mil) francos, para serem gastos em livros.

Voltaire montou uma biblioteca e foi educado pelo abade de Coucrigny, cético e livre pensador contratado pela família. Também foi educado no Colégio de Louis-le-Grand, dirigido por jesuítas que lhe ensinaram a arte de argumentar. Estudava Direito para agradar ao pai, mas gostava mesmo dos versos, das tavernas da madrugada e da bebida.

O Sr. Arouet, seu pai, tentou iniciá-lo na carreira diplomática. Fez com que o marquês Chateauneuf, embaixador que, iria para os países baixos, levasse Voltaire como seu secretário. Como não queria saber do trabalho, só pensava na namorada que acabara de conhecer. Era Pimpette, filha de um refugiado protestante. Apesar de inúmeras ligações amorosas, talvez Pimpette foi a mais importante de sua vida e que acabou logo, depois de perder o emprego e voltar a Paris.

Cético, com bom humor e espírito libertino, andava pelos salões parisiense. Fazia sucesso entre as mulheres e era admirado pelos amigos. Entre críticas e piadas sobre nobres e a corte, foi preso na bastilha por lhe ser atribuído um poema que acusava o regente de querer usurpar o trono.

O regente se arrepende, solta Voltaire, e lhe concede uma pensão. Solto, vê o sucesso de "Édipo" peça escrita na cadeia. Voltaire ganha dinheiro com todos os tipos de negócios (inclusive financiamento de tráfico de escravos). Sua segunda peça Artemira é um fracasso, muito sensível à provação pública. Contrai varíola e não aceita ser cuidado pelos médicos, entra em estado de coma, mas sobrevive e descobre que seu poema Henríada, também escrito na cadeia, é um sucesso.

Depois de desafiar um nobre em 1726 durante um jantar em Paris, é preso novamente e solto sob a condição de deixar a França. Voltaire foi para a Inglaterra, onde admirou profundamente as instituições e os cientistas ingleses. Um país em que se tinha liberdade de expressão e não haviam perseguidos religiosos.

De volta à França, escreveu "Cartas Filosóficas sobre os ingleses", em que comparava a Inglaterra a França, ridicularizando a nobreza ociosa e o clero fanático de seu país (mas não assinou a obra). Esse livro serviu para impulsionar a Revolução Francesa.

Voltaire pode voltar aos salões parisiense, mas depois de lhe ser confiados as cartas à sua autoria, seus livros forma queimados e Voltaire fugiu com a mulher de um de seus amigos. Um ano depois estava de volta graças a tolerância da Coroa com os literários.

Voltaire já tinha quarenta anos e sua amante, Emília Breteuil, Marquesa de Châtelet, mulher extremamente inteligente, vinte e oito anos, se refugiam no castelo de Cirey. Nessa época Voltaire escreveu "Micromegas", "Zadig" e "O Ingênuo", novelescas engraçadas .

Foi eleito em 1746 para a Academia Francesa, se separou da amante e voltou a fazer sucesso com uma série de tragédias.

Em 1751 aceitou o convite de Frederico II, imperador da Prússia e vai morar na Corte de Potsdam, onde vive três anos, mas depois de desentendimentos com o rei vai residir em Ferney.

Voltaire foi um dos mais importantes iluministas, conhecido como o campeão da liberdade individual. Disse a um de seus adversários: "Não concordo dom uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo".

Sua obra-prima é "Cândido ou o Otimismo", uma crítica a visão otimista do sistema criado pro Leibniz. Critica os governantes e a religião e imagina um país fictício, "O Eldorado", onde não havia maldades, padres, nem dinheiro, e sim paz, liberdade e solidariedade. Esse país ficaria em algum lugar da América do Sul, inacessível a Europa.

Foi dito que Voltaire preparou o mundo para a liberdade.

Profª. Edna de Oliveira

2 comentários:

  1. Jéssica Cristina 8ºC6 de março de 2010 15:03

    Não gostei da atitude que o pai de Voltaire teve com ele. Seu pai era fanático e o obrigava a ter uma educação religiosa. Em minha opinião, se o pai de Voltaire quisesse ir a igreja seguir a sua religião sabendo que seu filho não gostava que ele deixasse o filho dele e lhe desse um livro, dos melhores a ele. Gostei da atitude de ter feito uma biblioteca. Foi triste a sua historia de amor, por ter de se separar da pessoa que amava. Todas as idéias verdadeiras que ele queria expressar não podia, pois poderia ser PRESO ISSO MESMO PRESO POR SUAS IDEIAS.
    De volta à França, escreveu "Cartas Filosóficas sobre os ingleses", que comparava a Inglaterra, a França. Esse livro serviu para impulsionar a Revolução Francesa. Mas depois de lhe ser confiados às cartas à sua autoria, seus livros foram queimados e Voltaire fugiu com a mulher de um de seus amigos. Um ano depois estava de volta com a ajuda da tolerância da Coroa com os literários. Voltaire já tinha quarenta anos e sua amante, Emília Breteuil, Marquesa de Châtelet, mulher extremamente inteligente, vinte e oito anos, Nessa época Voltaire escreveu "Micromegas", "Zadig" e "O Ingênuo", novelescas engraçadas. Foi eleito em 1746 para a Academia Francesa, se separou da amante e voltou a fazer sucesso com series de tragédias. Em 1751 aceitou o convite de Frederico II, imperador da Prússia. Vai morar na Corte de Potsdam, onde vive três anos. Depois de desentendimentos com o rei vai residir em Ferney. Voltaire foi um dos mais importantes iluministas, conhecido como o campeão da liberdade individual. Disse a um adversário que ‘Não concordava com uma só palavra do que diziam, e que defenderia até a morte o nosso direito de dizer’. Sua obra-prima é "Cândido ou o Otimismo", Critica os governantes e a religião e imagina um país fictício, "O Eldorado", onde não havia maldades, padres, nem dinheiro, e sim paz.

    ResponderExcluir
  2. seus porra...não fala nada direito da biografia de voltaire seus merda do caralho... pagina merda vou comer o cu de vcs...

    ResponderExcluir