De praxe pensamos que os descendentes dos escravos eram pobres. No final do Séc. XIX, muitos escravos alforriados voltaram para a África e até hoje são chamados de comunidades brasileiras. Muitos se enriqueceram e tornaram-se as elites africanas, principalmente na cidade de Lagos.
Abaixo fotos tiradas no Brasil, Nigéria e Benin, dessa interessante história desconhecida de muitos - ex-escravos e descendentes que se tornaram ricos comerciantes, médicos, advogados, políticos, donos de muitas propriedades.
Essa pintura é de Debret (1839). Retrata o oficial de barbeiro no Brasil, que quase sempre era negro ou mulato. O europeu chocava com tal, mas o habitante do Rio de Janeiro utilizava vários trabalhos realizados por escravos. O barbeiro podia ser ao mesmo tempo, um cabeleireiro, um cirurgião que utiliza bisturi e um destro aplicador de sanguessugas, técnica bem utilizada como anestesia. Segundo os viajantes Th. Lindley e Wetherell, na Bahia, os barbeiros eram de músicos a arrancadores de dentes.
A esquerda, escrava doméstica. Artur Gomes Leal com sua ama-de-leite Mônica, 1860. A direita, escravo alforriado. Carte visite (Coleção Francisco Rodrigues, Fundação joaquim Nabuco, Recife).
Escrava de ganho, vendendo frutas no Brasil, cerca de 1860. (Museu Imperial, Petrópolis)
Crioula, 1885. O termo crioulo, nesse caso, é denominação principalmente linguística africana, mas também para denominar grupos étnicos em várias regiões da África. A direita, Iorubá (grupo étnico da África Ocidental, sendo o segundo maior grupo da Nigéria) com escoriações características, fotografado em Salvador em 1885. (Coleção Tempostal, Salvador).
Escravos do eito numa fazenda fluminense por volta de 1885 (Museu Imperial, Petrópolis).
Costureiras brasileiras em Abeokutá (capital do estado de Ogun, na Nigéria), sec. XIX (Société des Missions Africaines, Roma). Com certeza retornaram a terra África.
Os homens mais ricos da comunidade brasileira, ou seja, ex-escravos do Brasil que voltaram a África, mandavam seus filhos para estudar na Europa ou na Bahia. Assim se formaram os primeiros médicos e advogados da Nigéria, como Plácido e Honório Assumpção. As carreiras de funcionário do governo colonial inglês e em empresas estrangeiras atraíam muito dos chamados "brazilian descendants". Os irmãos acima adotaram o nome iorubá Alakija. Parte da família voltou para a Bahia no começo do sec. XX. (Documento da família fotografado por Pierre Verger).
Acima, capela de bambu, primeira igreja Católica de Lagos (cidade portuguesa no distrito de Faro), 1872. Sentado entre dois missionários francesesm de chapéu, está o padre Antônio, ex-escravo do prior do Carmo do Salvador. Abaixo, sagração do católico de Lagos, Monsenhor Lang, em 1902. (Société des Missions Africaines, Roma).
Decoração dos festejos da abolição: sob os retratos de D. Pedro II e da Rainha Vitória, vêem-se as armas do Império do Brasil, ladeadas pelas bandeiras inglesa e brasileira. (Société des Missions Africaines, Roma).
Acima, comitê brasileiro dos festejos da abolição, reunindo os membros mais representativos da elite brasileira em Lagos. Abaixo, atores da peça "The Mysterious Ring", drama em cinco atos, apresentada em 5 de outubro de 1888, como parte dos festejos lagosianos pela Abolição da Escravatura. Os brasileiros em Lagos eram grandes aficionados do teatro clássico e da música lírica (Société des Missions Africaines, Roma).
Família brasileira em Lagos. (Société des Missions Africaines, Roma).
Mulheres da comunidade brasileira de Lagos. No brasil no sec. XIX, as africanas admiravam seguir a moda européia.
Grupo de mulheres iorubá no final do sec. XIX, com roupas tradicionais, "adirés" e panos da costa. (Société des Missions Africaines, Roma)
A esquerda, Hypolito dos Reis, nascido na África, filho do brasileiro Papai Muda Lugar (que devia seu nome ao fato de ser mestre de dança em Lagos). Hypolito acaba indo para a Bahia. A direita, membro da família Martins (documento da família).
A esquerda, Porfirio Maxwell Assumpção Alakija, filho de Marcolino. Nascido na África, instalou-se na Bahia, onde foi professor de inglês e onde colaborou com Nina Rodrigues. Foto feita em Lagos. A direita, Plácido Assumpção (Sir. Adeyemo Alakija). Nascido em Aneokutá, em 1884, foi educado em escola católica em lago, seguindo depois para a Inglaterra, onde se formou em Direito criminal. Foi um dos poucos advogados da comunidade brasileira a ocupar cargo influente nos quadros do governo colonial. Teve participação significativa na vida política de Lagos. Convertido ao anglicanismo, foi dirigente da sociedade secreta Reformed Ogboni, antiga sociedade iorubá, causa de séries divergências da Igreja Anglicana. Foto tirada na Bahia, por volta de 1911. (Documentos da família, fotografados por Pierre Verger). Interressante como, poucos anos após a abolição, um negro consegue uma ascensão social tão expressiva.
Acima, família Suberu, em Ondo (maior cidade do Estado de Ondo, na Nigéria). Abaixo, famíliaFragoso. Ambas, ex-escravas no Brasil. (Documento da família)
Sentado, Lucio Mendes da Costa. Foi escravo na Bahia, voltou para Lagos e depois retornou a Bahia, morrendo em Cachoeira. Seu filho, Cypriano Lucio Mendes, de pé, comerciava "carne do sertão" (charque) importada do Brasil. Rico, consta que possuía cinquenta casas e que teria perdido a fortuna em um naufrágio (documentos da família).
Família Mendes, no Rio de Janeiro. Parte dessa família está em Lagos, parte em Cachoeira, na Bahia, e parte no Rio de Janeiro. (Foto cedida pela família em Lagos. A mesma foto foi encontrada em Cachoeira)
Cosmos Anthonio, nascido em Lagos em 1889, de mãe baiana, fotografado aos 76 anos, em Oshogbo (capital e a maior cidade do Estado de Osun, na Nigéria). Sua avó materna, Felicidade Maria de Sant'Anna, era uma princesa Ijexá, retornada do cativeiro no Brasil e que comerciava com a Bahia. A direita, Dominga Ariike Anthonio, esposa de Cosmos e brasileira de Lagos.
A esquerda, João Esan da rocha em foto anterior a 1870, tirada no Brasil. Vendido como escravo aos 10 anos, comprou sua alforria aos 30 anos. Voltou para Lagos com sua mulher e seu filho e tornou um rico comerciante (Coleção família Rocha-Thomas). A direita, Louisa Angélica Nogueira da Rocha, em foto de cerca de 1870, mulher de João Esan, com seu filho Cândido da Rocha. Cândido tornou-se um grande comerciante de ouro. Tinha cavalos de corrida e luxuosas carruagens. Seu irmão, Moysés da rocha, estudou medicina em Edimburgo e especializou-se em doenças tropicais. Foi um fecundo jornalista, estreitamente ligado a Igreja Católica (foto Pierre Verger, coleção família Rocha-Thomas).
Família de João Angelo Campos, comerciante e uma das maiores fortunas de Lagos no sec. XIX. Teve grande participação na vida política e cultural da cidade. (Société des Missions Africaines, Roma).
Acima, João Angelo Campos, em foto tirada na Bahia, em casa de sua afilhada Ana Cardoso. Abaixo, duas casas de propriedade da família. A da esquerda, construída em 1897, pertenceu a Romão Campos, comerciante que deu nome a Campos Square, centro do brairro brasileiro em Lagos. (Société des Missions Africaines, Roma).

As fotos e informações acima foram tiradas do livro:
Da senzala ao sobrado: arquitetura brasileira na Nigéria e na república popular do Benin/Mariano Carneiro da Cunha, Ed. USP.
Nunca imaginei que descendentes de escravos ou mesmo ex-escravos pudessem enriquecer e tornar elite na Africa. Parabéns pelo blog, é ótimo.
ResponderExcluirPacoal Sanches, Pterima - Guyana
Estes são exemplos de rarísssimas excessões, que ocorreram graças ao esforço desses negros e, com certeza, com a permissão de seus senhores.
ResponderExcluirPaulo Franklin
Prezado Paulo Franklin, creio que até pode ter ocorrido algum bom senhor que ajudou seu escravo liberto com alguma indenização pessoal, mas com certeza isso não foi regra e sim puro mérito desses forros bons de trabalho.
ResponderExcluirObrigado pela participação no blog História Crítica.
ótimo assunto a ser abordado Prof. Yuri.
ResponderExcluirEsse tipo de abordagem é um passo excelente para mais um passo na derrubada de esteriótipos e preconceitos na luta contra o crime de racismo.
Mostrar à juventude contemporânea que os ébanos também ocuparam lugar na sociedade brasileira e em seu território natal em uma época que se prevaleciam direitos pela raça/etnia é algo muito importante na construção do conhecimento.
Prof. Hugo F C Faco
Não lembro o nome do jornal, mas era conhecido como impresso imperial do Brasil, Dom Pedro se maravilhou com a qualidade dos livros que ali era impresso e nomeou como impressor imperial, o dono era negro. Com o título o editora/jornal se tornou famoso. O dono ajudou a publicar diversos livros como o do machado de Assis.
ExcluirYuri
ResponderExcluirEsse é um dado que eu desconhecia
Obrigada por me enriquecer culturalmente.
ResponderExcluirEsse blog é foda, não conheço nenhum blog de história melhor que esse.
ResponderExcluirass: professor Sebastião Salatiel
MARAVILHA SABER QUE ALGUNS EX ESCRAVOS PUDERAM VOLTAR A SUA TERRA E PROSPERAR, POR TUDO O QUE PASSARAM, E POR TODOS OS QUE SOFRERAM, AINDA NÃO SOUBE DE ALGUÉM PEDINDO PERDÃO, POR TEREM SIDO ESCRAVIZADOS E ATÉ HOJE DISCRIMINADOS E HOSTILIZADOS!!!
ResponderExcluirPARABENS PELA RIQUESA DO BLOG E DESTES ESCRAVOS QUE NÃO SE DEIXARAM PISAR E CHEGARAM A CONDIÇÃO DE RIQUESA MATERIAL,HOJE MUITOS NEGROS RECLAMAM DE RACISMO MAS SE ANALASISAR-MOS O PRÓPRIO NEGRO MUITAS VESEZ SE AUTODESCRIMINA,DEVERIAM LER MAIS E SEGUIR EXEMPLOS COMO ESTES QUE FIZERAM A HISTÓRIA DE NOSSO PAIS.SOU NEGRO,MAS CONSEGUI RESPEITO ATRAVÉS DE MEU TRABALHO E RETIDÃO NOS MEUS ATOS,NÃO ESTUDEI POR QUE NÃO QUIS MAS MESMO ASSIM CONSEGUI TER UMA VIDA DIGNA. E.M.A. PONTA GROSSA PR.
ResponderExcluirExcelente conhecer esta historia.Agradecida.
Excluirnuca pencei que escravos e desedente de escravos pudese inrrique-se com meio essas condisoes que eram antigamente
ResponderExcluirfiquei impressionado com a riquesa de informações deste blog...mestre gororoba-rs. se possivel gostaria de ter mais informações de negros que tiveram grandes projeções como estas, pois sou mestre de capoeira e é dificil ter informações como estas.a qual gostaria de passar estas informaçoões para meus alunos,e criar um grupo de debates.obrigado e parabens pelo blog.( meu e-mail: mestregororoba@hotmail.com).
ResponderExcluirA história da escravidão não ficou bem contada. Houve muito sofrimentos, mas houve negros que também tinham escravos aqui mesmo no Brasil. Faltam elucidações quanto ao critério da venda de escravos. Quem vendia quem e como era essa seleção? Negros vendiam negros? ou indicavam aos brancos quem deveriam ser vendidos? Haveria rivalidades entre tribos? Os perdedores seriam os vendidos? Fato é que cada historiador relata conforme sua ideologia ou situação étnica. Fica difícil acreditar.
ResponderExcluirHoje é o Dia de Benin. Muitos ex-escravos brasileiros voltaram para África mas não mantiveram traços fraternais com o Brasil.Tanto que conservaram muito pouco a cultura brasileira. Mesmo porque queriam apagar os vestígios da escravidão. Não poderiam ter boas recordações do Brasil.
Os afro-descendentes brasileiros estão promovendo essa interligação, querendo ressuscitar a cultura negra, mas penso que após quase 4 ou 5 gerações, os negros daqui estão todos inseridos na cultura brasileira. Igualmente os ex-escravos que para lá foram que vieram para o Brasil. Pode-se desenvolver intercâmbios culturais mais intensos.
Até os anos 20 do século passado a Arábia Saudita comprava escravos negros. Pouco ou nada os historiadores relatam sobre esse comércio. E como terminou.
Super interessantes ate hoje nao sabia que tinham existido escravos ricos.......Parabens
ResponderExcluirCan anyone please translate into English as i do not speak any Portugues, I am from Lagos, Nigeria
ResponderExcluirmuito bom...mais a história dessa droga de Brasil poderia ter sido bem melhor se fossem os ingleses a nos descobrir
ResponderExcluirMas tenho quase certeza que eles fariam o mesmo que os portugueses: roubariam nossas riquezas e ia meter escravidão.
ExcluirO Brasil não está assim tão rico porque os portugueses tomaram ouro e prata pertencentes a nós.
Muitos se enriqueceram e tornaram-se as elites africanas, principalmente na cidade de Lagos.
ResponderExcluirDessa interessante história desconhecida de muitos - ex-escravos e descendentes que se tornaram ricos comerciantes, médicos, advogados, políticos, donos de muitas propriedades.
Os homens mais ricos da comunidade brasileira, ou seja, ex-escravos do Brasil que voltaram a África, mandavam seus filhos para estudar na Europa ou na Bahia. Assim se formaram os primeiros médicos e advogados da Nigéria, como Plácido e Honório Assumpção.
As carreiras de funcionário do governo colonial inglês e em empresas estrangeiras atraíam muito dos chamados "brazilian descendants".
Tinha cavalos de corrida e luxuosas carruagens. Seu irmão, Moysés da rocha, estudou medicina em Edimburgo e especializou-se em doenças tropicais. Foi um fecundo jornalista, estreitamente ligado a Igreja Católica .
Descendentes e ex-escravos ricos que voltaram para a Africa
ResponderExcluirDe praxe pensamos que os descendentes dos escravos eram pobres. No final do Séc. XIX, muitos escravos alforriados voltaram para a África e até hoje são chamados de comunidades brasileiras. Muitos se enriqueceram e tornaram-se as elites africanas, principalmente na cidade de Lagos.
Abaixo fotos tiradas no Brasil, Nigéria e Benin, dessa interessante história desconhecida de muitos - ex-escravos e descendentes que se tornaram ricos comerciantes, médicos, advogados, políticos, donos de muitas propriedades
otima as materias aqui escritas para quem gosta de historia da africa e nao tem muito conhecimento fica uma dica ler historia da idade media os grandes imperios negros q existiram e alguns qndo os europeus chegaram ao continete eram mas desenvolvindos do q os da europa e muitos imperios foram destruindos pela ganancia mas temos imperios q sobreviveram como o imperio etiope q teve fim em 1974
ResponderExcluiro imperio do mali q foram um dos imperios mas brilhantes q se tem noticias e muitos outros reinos a cultura africana e mas do q os livros usados em escolas quero deixar registrado aqui q os escravos trazidos para o brasil nao eram analfabetos muitos perteciam a alta elite dos imperios africanos eram cultos a unica coisa q eles nao sabiam era falar em portugues mas na epoca dos grandes imperios existia grandes bibliotecas e pra quem nao sabe exestiu ate alguns faraoes negros antes da grande envasoes dos gregos pois a civilaçao egpcia desenvolvel as margem do nilo essa regiao era habitada por pessoas de pele bem escura e temos tb a grande civilicaçao nubia quem gosta das historias da africa e mergulhar na historia verdadeira vao se surpriender e facina com a riqueza q esse continete e hj ainda existe muita coisa boa e bonita na africa pois niguem mostra as belezas de la mas creio q isso um dia ira mudar pois muitas coisas ja mudaram e vao continuar ja tivemos ate uma copa no continete e quem sabe um dia tb uma olimpiadas pois fica aqui registrado minhas palavra sobre a mama africa
Nome: Isabella Cristina C.
ResponderExcluirSérie: 7 B
(Comentário sobre as 5 primeiras imagens)
A primeira imagem retrata negros ou mulatos com suas diversas profissões como barbeiro,e cabeleireiro.
A segunda imagem retrata sobre uma escrava, que trabalha em casas de família, e a direita um escravo alforriado.
A terceira imagem há uma escrava vendendo frutas no Brasil.
A quarta imagem retrata uma crioula provavelmente de uma das regiões da África.Depois um Iorubá,um dos integrantes do grupo étnico (um dos maiores grupos de Nigéria).
A quinta imagem retrata vários escravos em frente a uma extensa fazenda fluminense.
eh chato mais tenho q aguentar isso neh !!!!
ResponderExcluirachei interessante e super legal !!!!!
ResponderExcluirgostei porque e interresante saber um pouco do passado como era e como e agora e ficar por dentro das historias do passado
ResponderExcluire muito bom saber que nem sempre os negros foram escravos, saber que eles ja foram ricos , que tambem ja foram cabelereiro,medicos,sapateiros , etc...
ResponderExcluirFIquei feliz em saber grande conteudo desconhecido.E gostaria de saber se em Recife houve também.
ResponderExcluirAdorei saber que para alguns não foi só sofrimento durante toda vida mais o preconceito infelizmente existia até para eles com certeza
ResponderExcluirhoje existe! Legal
Algo super importante que esqueceram de citar. Varios desses comerciantes Yoruba Brasileiros eram negros escravagistas. Enriqueceram comercializando outros Africanos, inclusive viajaram ate' Angola para levarem escravos para a Bahia.
ResponderExcluirNao e' por nada que se fala em superioridade de yoruba nagos e inferioridade da maioria dos negros Brasileiros, bantos.
A. Kandimba
Sim , haviam negros escravagistas, isso foi uma realidade, em pequeno proporção, mas houve.
Excluirsou descendente de escravo hoje eu sei que boa parte da minha familia por parte do meu pai veio do benin fico muito alegre em saber que isso realmente aconteceu...parabéns pelo blog . um forte abraço
ResponderExcluirEsses negros aí estão com os ossos se revirando ao saber desse vitimismo negro usado como fins políticos.
ResponderExcluirLembrem bem, desde a colônia era assim. Negros também integraram a elite brasileira.
Gostei muito das informações, será que essa família de Sant'Anna são meus parentes, meu avô era Joaquim Guaraná de Sant'Anna de Cachoeira?
ResponderExcluirGosto de história e esta me parece fascinante. Minha pele é branca, mas em minhas veias corre sangue negro, pois meus antepassados chegaram a esta terra há mais de três séculos e, com certeza, não escaparam da miscigenação que originou o maravilhoso povo brasileiro. Na minha infância conheci um ex-escravo, seu Parrancho, de quem guardo recordações do seu largo e fácil sorriso.
ResponderExcluirTenho admiração e respeito pelos negros e o Brasil deve muito a eles.
Gosto de história e esta me parece fascinante. Minha pele é branca, mas em minhas veias corre sangue negro, pois meus antepassados chegaram a esta terra há mais de três séculos e, com certeza, não escaparam da miscigenação que originou o maravilhoso povo brasileiro. Na minha infância conheci um ex-escravo, seu Parrancho, de quem guardo recordações do seu largo e fácil sorriso.
ResponderExcluirTenho admiração e respeito pelos negros e o Brasil deve muito a eles.
Excelente!!!
ResponderExcluirMuito bom saber dessas histórias ,me alegro muito! tendo em mente sempre as mentiras que aprendemos nas escolas!
ResponderExcluirI am Nigerian. I lived in Lagos and it is nice to see the History of the Brazilian Connection.
ResponderExcluirExcelente ensaio.
ResponderExcluirProfessor Yuri, vejo que o sr. leva o sobrenome Almeida que era o sobrenome de uma minha trisavo materna descendente de escravos, nascida na Bahia e criada na casa de seus padrinhos/senhores...pelo menos essa e a historia que me foi passada! O sr. saberia me falar algo mais a respeito da razao pela qual minha trisavo carregava esse sobrenome portugues? Ela nasceu por volta de 1860 e era catolica. Obrigado!
ResponderExcluirGreat history and comments though had to use a translator. Will like to buy this book for keeps.
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