domingo, 21 de abril de 2013

"Descobrimento" do Brasil



Oficialmente o Brasil foi descoberto pelos portugueses no dia 22 de abril de 1500. Não obstante, já havia habitantes na América. Por isso, o termo correto seria “achamento” e não “descobrimento”.
Essa data de 1500 é facilmente refutada, pois em 1496 Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas dividindo a América entre os dois. Além disso, há indícios de que os fenícios tenham chegado a terras brasileiras por volta do séc. VI a.C.
No início da colonização  portuguesa, Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal relatando como era a terra nova, sua flora e fauna. Concluiu que os habitantes precisavam ser catequizados, mas não relatou presença de ouro ou outros minerais, o que logicamente não deu entusiasmo ao rei para colonizar essa terra.

Período precolonial
Nesse período, que vai de 1500 até cerca de 1532, Portugal não se interessou em colonizar o Brasil, pela ausência aparente de ouro.
O Brasil era usado como escala aos navegadores que iam para as Índias comerciar. Paravam no Brasil para se abastecerem de água, consertar estragos nos navios e pequenos problemas.
Instalaram feitorias, que eram bases militares aonde guardavam alimentos, munição e ferramentas, mas também servia para auxiliar navegadores e morar alguns soldados.
No que concerne a economia, exploraram no Brasil somente pau-brasil, que era uma árvore cujo núcleo servia para fazer um corante vermelho para tingimento de tecidos. Exploraram também aves exóticas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Antiguidade Tardia



O termo Antiguidade Tardia deve ser analisado observando os vários aspectos vinculados ao binômio política e poder, assim como deve ser analisada também a viabilidade da aplicação do conceito "Antiguidade Tardia" para o período de transição entre os mundos clássico e medieval, que ocorreu entre os séculos III e VIII da era Cristã..

O período classificado como Antiguidade tardia foi explicado por diversos historiadores sob o aspecto político, abrangendo na política os outros aspectos como o social e cultural.  
Dentro da história tradicional, a passagem da Antiguidade Clássica para a Idade Média seria vista e explicada como uma transição entre o fim do Império Romano e o início da Idade Média. Com uma data especifica que se estabeleceu em 476, quando seria deposto o ultimo Imperador do Ocidente.

Esta visão deixa de lado os variados aspectos da realidade social, com suas especificidades e complexidades. Remetendo à ideia de queda, declínio e decadência, que viria a caracterizar a Idade Média como um período de obscurantismo.

Segundo Peter Brown, no prefácio de seu livro o Fim do Mundo Clássico (BROWN,1972), devemos observar as constantes mudanças e as continuidades que ocorreram nesse processo histórico. Ainda segundo Brown – “ver este período como uma melancólica história da “queda e fim do Império Romano” seria muito mais cômodo e simplista, em lugar de se perceber as novidades que começariam neste período”.

O estudo em questão deve compreender como os homens desta época lidaram com as mudanças, tão numerosas e complexas, que vão do social ao econômico. Foi um período dinâmico, que trazia novidades  nas estruturas materiais e sociais, trazendo também uma nova visão de mundo e do sagrado, o que provocaria novos comportamentos na sociedade da época.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

EUA: Mississipi oficializa abolição da escravidão em 07/02/2013

Quase 150 anos após o presidente Abraham Lincoln e o Congresso dos EUA terem abolido a escravidão no país, o estado de Mississippi ratificou a 13° Emenda constitucional e, assim, oficializou a liberdade dos negros.

Tudo começou quando Ranjan Batra, professor de neurobiologia na Universidade de Mississippi, assistiu em novembro de 2012 ao filme Lincoln, dirigido por Steven Spielberg. Em 1864, o presidente Lincoln e o Congresso aprovaram a 13 ª Emenda à Constituição dos EUA, abolindo a escravidão; ela também devia ser ratificada por cada um dos 36 estados então existentes nos EUA, que tomaram a providência em ritmos de tempo muito diferentes, adentrando muito no século 20. Delaware, por exemplo, ratificou o fim da escravidão em 1901; Kentucky, em 1976. O retardatário foi o estado de Mississippi, notório pelo racismo e pela perseguição contra os negros. Lá, o fim da escravidão ratificado em 1995 (130 anos depois!),mas como o estado não notificou oficialmente ao Registro Federal, órgão do governo da União, a decisão não era oficial.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Desmistificação do continente africano



Com a Lei 10.639 vieram inúmeras discussões sobre o ensino da História e Cultura Africana no Brasil.
Os contrários à lei, os que a acusaram de ser arbitrária, alegavam que a História Africana já era ensinada em sala de aula.
Entretanto, é sabido que o conteúdo sobre o continente africano sempre foi tratado de forma rasa pelos livros didáticos, se considerarmos que “desde o final da década de 90 estes recursos didáticos (...) vêm se tornando um objeto fundamental em sala de aula (...)” (ALVES e BARBOSA,2012,p.2), podemos afirmar que antes do surgimento da lei o estudo sobre a África era praticamente inexistente.
É importante entender a necessidade da lei e das modificações por ela realizadas. A educação formal era o único caminho de melhoria para uma população negra excluída da sociedade no pós abolição, entretanto como afirma Santo (apud ALVES e BARBOSA,2012,p.3 ) “percebeu-se que essa educação era excludente e eurocêntrica, então os movimentos negros passaram a reivindicar modificações educacionais que incluíssem a história africana, sua cultura e seu legado para a formação da cultura brasileira”.
Isso ainda, segundo Santos, constou na declaração do final do I Congresso Negro Brasileiro, que foi promovido pelo Teatro Experimental Negro em 1950.
Mesmo com a lei e as mudanças perceptíveis no material didático, ainda se faz necessário uma reconstrução da imagem do continente africano, junto aos professores que foram ensinados dentro de moldes antigos que não tiveram essa temática em seus estudos de graduação e que estão em sala de aula formando novos cidadãos.
Afinal o que sabemos sobre a África
A primeira questão que devemos levantar é nossa própria ignorância sobre o assunto, o conhecimento que temos vem basicamente de duas fontes: livros didáticos e mídia.
Segundo Waldman (2007) uma prioridades é desvendar “ realidades encobertas por mitos, ficções e imagens fantasiosas.”  Não que isso não ocorra com outras regiões do mundo, contudo “a África mais do que qualquer outro continente, terminou encoberta por um véu de preconceitos que ainda hoje marcam a percepção de sua realidade”.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fascismo


Após I Guerra Mundial, a Europa viveu uma crise econômica gravíssima. Na década de 1920, a economia deu uma melhorada, mas devido o crack da Bolsa de New York de 1929, a Grande Depressão afetou a economia europeia a partir da década de 1930.

Ao lado Wilhelm Frick (o mais alto) e Joseph Goebbels (extrema direita),
dois bispos da igreja católica fazem a tradicional saudação nazista em
homenagem a Hitler, para o registro de um comício da juventude católica
em Berlim,em agosto de 1933.
Ascensão do Comunismo
Os comunistas culparam a burguesia pela crise econômica, afinal a IGuerra aconteceu devido disputa por áreas entre os países imperialistas que buscavam matéria prima, mão-de-obra barata e mercado consumidor e a Grande Depressão se deu devido especulações na Bolsa de Valores.
Diziam que o capitalismo produz abundância de miséria enquanto uns enriquecem.
Na época, o único país não afetado pela Grande Depressão foi a URSS, que era comunista e sua economia era planificada ao invés de economia de mercado. Operários e intelectuais começaram a simpatizar pelo comunismo. A cada eleição aumentava o número de deputados comunistas.
A burguesia (grandes empresários) temiam o avanço comunista e uma possível revolução. Por isso, desejavam barrá-lo.

Ditadura
Burguesia e classe média temiam os comunistas e desaprovavam as greves operárias, culpando-as pela inflação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ditadura Militar

De 1964 a 1985 o Brasil viveu uma ditadura militar. Todos os presidentes eram generais do exército, sendo Gen. Castello Branco, Gen. Artur da Costa e Silva, Gen. Garrastazu Médice, Gen. Ernesto Geisel e Gen. João Figueiredo. Houve muitas torturas, prisões, mortes e desaparecimentos, além de exílios. Abaixo fotos publicadas pela Imprensa Oficial e IEVE (Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado) adquiridas nos arquivos dos órgãos de repressão da época.

    



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Identidade cultural na pós-modernidade


O estudioso da cultura, Stuart Hall, jamaicano que reside na Inglaterra desde a década de 1950, em seu livro A identidade cultural na pós modernidade, inicia sua reflexão a partir de questões envoltas nas indagações sobre a crise da identidade.

Hall trabalha três concepções de identidade. Primeiro o sujeito do Iluminismo; depois o sujeito sociológico; por fim, o sujeito moderno. E afirma que “a identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia.” A máxima de Marx de que “tudo que é sólido se desmancha no ar” é retomada.

Ao expor a construção do sujeito moderno, o autor lembra a importância de Descartes com seu “cogito, ergo sum” (penso, logo existo). O sujeito cartesiano como centro do conhecimento. Recorda ainda John Locke ao desenvolver a relação de sujeito e sujeitado. Porém, a partir de Lanclau, expõe que as sociedades modernas não possuem um centro, por conta dos deslocamentos. Existe uma pluralidade de centros.

Na sequência o texto descontrói, ao abordar o descentramento, estas concepções de sujeitos e identidades modernos:
• Escritores como Baudelaire e Kafka que prenunciam o que aconteceria com o sujeito cartesiano e com o sujeito sociológico na modernidade tardia. “Solitários na multidão”; “vítima anônima confrontada por uma burocracia sem rosto”. “Os homens fazem a história, mas apenas sob condições que lhes são dadas”, dizia Karl Marx. Assim, deslocou duas proposições-chave da filosofia moderna: 1º, que há uma essência universal de homem; 2º, que essa essência é o atributo de “cada indivíduo singular”, o qual é sujeito real.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Revolta de Beckman

A chamada revolta de Beckman fora uma rebelião contra o governo colonial, em São Luís, em 25 de fevereiro de 1684. Não foi uma revolta popular, como alguns afirmam, pelo contrário, ficaram bem estabelecidos os interesses dessa revolta.
Manuel Beckman

Manuel Beckman era um senhor de engenho conhecido por ser orgulhoso e carrancudo. Chegou a ser exilado em Gurupá, no Maranhão. O motivo era interessante, lia livros proibidos e protestou contra a nomeação de um governador, ou seja, um homem de posicionamento firme para sua época. Beckman e seu irmão Tomás lideraram a revolta de Beckman.

Na data da revolta, grandes senhores de engenho prenderam os jesuítas dentro do seu próprio colégio e também Baltasar Fernandes, capitão-mor, além de invadirem a Companhia do Maranhão e instalarem um governo com seus ideais.

Esse governo tinha representantes do povo, do clero e da nobreza e criaram procuradores populares para ouvirem as reclamações da população. Contudo não era uma democracia que se formava. Beckman tinha interesses em escravizar os índios. Os caboclos já haviam sido disseminados na região. Os representantes do povo eram pessoas com alguma posse.

O motivo da revolta era a falta de mão-de-obra, que prejudicava os lucros dos senhores de engenho, latifundiários. Os escravos negros quase não chegavam no Maranhão, estavam concentrados mais nas regiões açucareiras e os índios não podiam ser escravizados.  Por isso cerca de sessenta anos antes da rebelião os grandes proprietários rurais tinham choques com os religiosos. Lembrando que o alvará régio de João IV atribuía aos jesuítas a responsabilidade dos negócios indígenas, não podendo outras entidades estabelecer cuidado aos índios na América. Por isso, em 1661, os jesuítas foram expulsos da região e só retornaram em 1667 com o rei Pedro II. Esse retorno estabeleceu mais poderes de tutela ainda aos jesuítas,

domingo, 3 de junho de 2012

Regência Imperial


 D. Pedro I renunciou ao trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara, mas este tinha apenas 5 anos de idade. Assim, o Brasil ficou sendo governado por regentes de 1831 a 1840. Esse foi o Período Regencial.
A constituição continuou sendo a de 1824, que foi legítima até o fim da monarquia. O regente era escolhido pela Assembleia Geral (deputados e senadores). No início teve três regentes, mas depois decidiram por apenas um.
No período regencial, a Assembleia teve muito poder, pois os regentes dependiam dela para governar. Lembrando que a Constituição de 1824 estabelecia o poder moderador. Como não havia imperador, esse poder ficava suspenso, dando forças ao poder legislativo.
Foi um período de instabilidade política, havendo muitas rebeliões pelo país.
O Brasil era dominado pelos latifundiários, que eram donos de escravos. Não havia respeito à cidadania dos brasileiros.
O Unitarismo centralizava o poder. As províncias mais afastadas do sudeste queriam o FEDERALISMO, que é autonomia as províncias para eleger seus governantes e instituir seus impostos e leis.

Partidos Políticos
Havia 2 partidos políticos: “Liberais Moderados” e “Liberais Exaltados”.
Os Moderados aceitavam uma pequena descentralização do poder. Eram ligados aos latifundiários do sudeste. Como eram beneficiados pela política imperial, não desejavam grandes mudanças.
Os Exaltados eram federalistas, queriam grande descentralização do poder e eram ligados as províncias mais distantes, que na práxis política eram esquecidos pelo Império. Eles apoiaram muitas revoltas.

Ato Adicional de 1834
Aprovado pela Assembleia, o Ato Adicional era um conjunto de leis que criava as assembleias provinciais, o que dava um pouco mais de autonomia as províncias. 
Era o nascimento do que conhecemos hoje como poder legislativo estadual, as assembleias legislativas.
Os Exaltados queriam mais autonomia ainda.

Guarda Nacional
Já no início da Regência houve revoltas populares. Para impedir as manifestações populares, criaram a Guarda