sábado, 3 de setembro de 2011

Primeiro Império

O Primeiro Império foi um desastre político. Entendamos o porquê disso.
Com a independência do Brasil, este se tornou uma monarquia. De 1822 a 1831 o Brasil foi governado pelo imperador D. Pedro I. Esse período é conhecido como 1º Império.
D. Pedro I foi um governante autoritário, perseguiu opositores, fechou jornais e usou violência política.
Nem todas as províncias aceitaram o governo de D. Pedro I. Por isso houve alguns conflitos.
Construção do Estado Imperial
Em 1823 foi eleita uma Assembléia Constituinte para elaborar uma constituição para o país. Essa Assembléia era formada por homens de alta renda, a elite do Brasil.
O Partido Português queria uma constituição em que o imperador tivesse totais poderes.
O Partido Brasileiro aceitava que o imperador tivesse muitos poderes, mas queria que os deputados tivessem poder para controlá-lo.
Os Radicais adotavam uma política liberal e queriam uma monarquia constitucional como na França.
Quando D. Pedro I ficou sabendo que havia um anteprojeto constitucional que limitaria seu poder, mandou tropas prenderem os constituintes.
A Constituição acabou sendo elaborada pelo próprio imperador e seus assessores.
Constituição de 1824
Durou de 1824 a 1889, todo período imperial. Com a formação da república o Brasil cria ganha nova constituição em 1891.

Estabelecia quatro poderes, que eram: executivo (deveria dirigir a nação, sendo o imperador e seus ministros), legislativo (faria leis, sendo os deputados e senadores), judiciário (zela pelo cumprimento das leis, sendo os juízes) e MODERADOR (aprovava ou desaprovava outros poderes, sendo o próprio imperador). O poder Moderador dava poderes para o imperador poder fechar congresso, demitir juízes e vetar outros poderes.
Deputados e senadores eram eleitos por voto censitário, indireto e oral. Censitário porque somente ricos votavam. A renda era medida em alqueires de mandioca, por isso essa constituição era chamada de Constituição da Mandioca. Indireto porque havia uma eleição para escolher quem poderia votar em deputado e senador.
O cargo de senador era vitalício, ou seja, durava até o dia da morte do senador.
A Constituição de 1824 impôs o UNITARISMO, o poder central tinha totais poderes sobre as províncias. Isso significava que os impostos iam para o Rio de Janeiro e que o imperador mandava nas províncias.
A Igreja era subordinada ao Estado. Somente católicos podiam ter cargos públicos. Somente a Igreja Católica podia ter templos.
Confederação do Equador
O Unitarismo centralizava o poder no Rio de Janeiro. As províncias nordestinas sentiam abandonadas politicamente.
As elites pernambucanas queriam um governador ligado a eles, mas o imperador nomeou um homem de sua confiança. Tanta insatisfação fez estourar uma revolta.
Latifundiários, classe média e até pessoas simples tentaram criar um novo país no nordeste. Em 1824 foi criada a CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR que, reunia as províncias de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A forma de governo seria a República e aboliram o tráfico de escravos.
D. Pedro I não aceitou e enviou tropas que acabaram com a Confederação do Equador. Frei Caneca e outros rebeldes foram mortos.
Guerra da Cisplatina
Cisplatina era a província mais ao sul do Brasil e queriam independência.
Argentina desejava anexar a Cisplatina ao seu território e iniciou uma guerra contra o Brasil.
Inglaterra interveio. O Brasil desistiu da guerra e em 1828 a província Cisplatina se tornou independente, surgindo o Estado Nacional do Uruguai.
O Brasil perdeu muito dinheiro nessa guerra, aumentando a crise financeira do país que iniciou com a independência, pois o Brasil teve que pagar indenização para Portugal.
Queda de D. Pedro
D. João VI havia morrido. O herdeiro era D. Pedro e ele abdicou do trono em favor de sua filha, Maria da Glória, de apenas 7 anos.
Devido à idade, D. Miguel, irmão de D. Pedro, ficou no trono como regente. Iniciou uma guerra em Portugal por conta disso e D. Pedro apoiou partidários de sua filha.
Na verdade, D. Pedro estava de olho em Portugal, o que amedrontava as elites brasileiras, aumentando a insatisfação popular.
D. PedroI fez uma visita em Minas Gerais, mas foi recebido com frieza. De volta ao Rio de Janeiro foi recebido com festa pelos portugueses e iniciou conflitos entre brasileiros e portugueses, havendo tiros e lutas de espadas.
Na noite das garrafadas, portugueses quebraram garrafas nos corpos dos brasileiros e até as tropas do imperador se rebelaram.
D. PedroI abdicou de seu trono em favor de seu filho, Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos e voltou para Portugal, onde assumiu o poder.
Assim sendo, o primeiro governo do Brasil não foi o herói pregado pelos historiadores positivistas, pelo contrário, saiu do Brasil malquisto.

Prof. Yuri Almeida

7 comentários:

  1. amei a historia do primeiro imperio

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  2. Estava procurando muito sobre isso , e até que achei aqui...
    Obrigada

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  3. po valeu meuu taava precisando muito!!!!!brgd

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  4. que maravilha encontrei o que eu estava procurando, obrigada.

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  5. bom eu gostei me ajudou muito valeu Yuri almeida

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