O termo
Antiguidade Tardia deve ser analisado observando os vários aspectos vinculados
ao binômio política e poder, assim como deve ser analisada também a viabilidade
da aplicação do conceito "Antiguidade Tardia" para o período de
transição entre os mundos clássico e medieval, que ocorreu entre os séculos III
e VIII da era Cristã..
O período
classificado como Antiguidade tardia foi explicado por diversos historiadores
sob o aspecto político, abrangendo na política os outros aspectos como o social
e cultural.

Esta visão deixa
de lado os variados aspectos da realidade social, com suas especificidades e
complexidades. Remetendo à ideia de queda, declínio e decadência, que viria a
caracterizar a Idade Média como um período de obscurantismo.
Segundo Peter
Brown, no prefácio de seu livro o Fim do Mundo Clássico (BROWN,1972), devemos
observar as constantes mudanças e as continuidades que ocorreram nesse processo
histórico. Ainda segundo Brown – “ver este período como uma melancólica
história da “queda e fim do Império Romano” seria muito mais cômodo e
simplista, em lugar de se perceber as novidades que começariam neste período”.
O estudo em
questão deve compreender como os homens desta época lidaram com as mudanças,
tão numerosas e complexas, que vão do social ao econômico. Foi um período
dinâmico, que trazia novidades nas estruturas
materiais e sociais, trazendo também uma nova visão de mundo e do sagrado, o
que provocaria novos comportamentos na sociedade da época.
Portanto, a
Antiguidade Tardia pode ser percebida tanto na antiguidade como na Idade Média,
assim como traços da medievalidade já podem ser percebidos na Antiguidade Tardia,
fortalecendo assim a ideia de dualidade: este período já não é “Antigo”, pois não se
encaixa no conceito de “Antiguidade Clássica”, mas também não é medieval.
Segundo Le Goff,
rotular o translato como “Baixo Império” e “Alto Império” transmite a ideia de
decadência, de decrepitude, de algo que foi “alto”, “forte”, “pujante”, e é uma
mentalidade caracteristicamente medieval.
Para aqueles que veem esse período como de continuidade
e transformação, é um período onde a Antiguidade, sem deixar de ser
antiguidade, se transforma.
Para
os medievalistas, é a porta de entrada para classificações como “Baixo Império”
ou “Alta Idade Média”. O uso,
portanto, do termo Antiguidade Tardia,
supõe que há uma continuidade de características sociais e culturais da
Antiguidade Clássica que permanecem presentes até a Idade Média, eliminando as
possibilidades de rupturas nítidas.
Referências
Bibliográficas
BROWN. Peter.
O fim do mundo clássico. Lisboa: verbo, 1972
de O. (org).
Santana do Parnaíba: Solis, 2005, p. 233 a 242.
LE GOFF, J.
"Decadência e progresso/reação". In: ROMANO, R. (org.). Enciclopédia
Einaudi;
memória/história.
Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1984, p.335
Profª
Rosilene
Lacerda de Luna
The history never failed to amaze us. With the technology they used and the art pieces they have resembles also some of what we use or have today.
ResponderExcluirInternet specials at Aqualine NFPA Fire Tanks
History is one of my favorite to read. It gives me chills every time I read history from the past.
ResponderExcluirIndianapolis Foundation Repair